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Castlevania: Belmont’s Curse | PS5 Review

Castlevania: Belmont’s Curse é a volta triunfal de uma franquia gigante do mundo dos videogames que, assim como seu maior vilão, ressuscitou dos mortos. Jogabilidade divertida, bons personagens, referências maravilhosas de jogos antigos e também da animação contrastam com a trilha sonora cheia de altos e baixos e as decisões controversas de roteiro e do cânone dos Belmonts.

Castlevania

Eu não sei ser apenas um crítico aqui. Castlevania é videogame, e videogame é Castlevania. A franquia da Konami, que completou seus 40 anos em setembro de 2026, arrebata corações pelo mundo todo. Sinto uma paixão ferrenha pelos jogos desde os meus oito anos, quando comecei lá em 2000 a conhecer e me divertir com Dracula X, Super Castlevania 4 e o intocável Symphony Of The Night. Escrevendo esta análise, sinto a emoção de um ciclo lindo em minha vida. Aos 34 anos, inspirado por esses guerreiros que juraram proteger o mundo do mal de Drácula, tenho a oportunidade de fazer um trabalho que amo e, finalmente, depois de quase doze anos de espera, falar de Castlevania mais uma vez.

A Rosa desabrocha…

Belmont’s Curse é sequência direta de Castlevania 3: Dracula’s Curse e de Curse Of Darkness, se passando 23 anos após a luta de Trevor Belmont contra Drácula. Rose é a nova escolhida para o fardo de lutar contra a noite eterna e manter vivo o legado de guerreiros da luz que os Belmonts carregam. Trevor é chamado a Paris pelo Bispo Champigny para lutar contra um mal invisível que paira sobre a cidade, mal este que não imaginava que uma nova Belmont iria se opor à destruição e morte que os servos de Drácula causariam.

Poético, não? Funciona bem. Belmont’s Curse tem pontos narrativos muito bons, e um deles é a inclusão de figuras históricas no cânone da série de maneira mais direta e bem feita. Claro que já vimos isso de maneira tímida em outros jogos da franquia, mas aqui acontece mais vezes e, honestamente, ficou muito bom. Rose também é uma guerreira que cresce durante a jornada, e a maldição que ela carrega não é mera coadjuvante. Captaram muito bem a dor e as incertezas que a maldição pode causar, e o quanto Rose vai ter que crescer como guerreira durante a jornada.

Castlevania: Belmont’s Curse | PS5 Review

Contudo, algumas decisões não agradaram muito aos fãs, e eu sou um deles. Entendo que os vilões e a história que eles vão nos contar precisam ter um peso dramático e, para isso, precisavam causar um impacto nessa volta, mas criar um passado tão triste e melancólico para um personagem central de Castlevania foi uma péssima decisão. Claro, isso mostra que o mal que os Belmonts enfrentam é realmente impiedoso, mas vejo que Castlevania sofre aqui do pessimismo geral em que vivemos no entretenimento, onde cada vez mais roteiristas enfraquecem o bem para que o mal — tão atual nos dias de hoje — se destaque como a época em que vivemos. O pior é o personagem que citei comentando a sua queda, onde basicamente ele é derrotado sem resistência alguma a seu inimigo. Terrível em todos os sentidos.

Gráficos e direção de arte

Outro fator divisivo entre a parte apegada da comunidade de Castlevania são os gráficos. Querendo que a série entre no ostracismo novamente, vi muita gente falando que os gráficos e toda a direção de arte eram muito coloridos.

Eu rejeito completamente essas críticas e defendo com muita ferocidade a parte gráfica de Castlevania: Belmont’s Curse. O jogo é lindo. Os cenários são repletos de detalhes acontecendo, e a beleza e a variedade das localidades do castelo e da cidade de Paris agradam demais. A direção de arte é fantástica e acaba unindo o grotesco e o belo de uma maneira que só um jogo da franquia poderia fazer. A visão que a Evil Empire e a Motion Twin tiveram foi clara: trazer designs nostálgicos aos inimigos e personagens já conhecidos da franquia com certo charme e modernidade. Isaac e Trevor Belmont são exemplos do que quero retratar. O cuidado desde as vestimentas e aparência de ambos foi perfeito.

Castlevania: Belmont’s Curse | PS5 Review

A referência? Curse Of Darkness do Playstation 2. Comparem as artes de ambos os jogos e vejam o respeito ao legado e o cuidado que os estúdios tiveram. Rose, Drácula, Morte… Todo o elenco de personagens é excelente também, e os menciono porque aqui foram construídos para o jogo em si, sem referências ao passado.

Ainda assim, tenho uma crítica a esta parte: a baixíssima resolução de certos elementos do cenário quando a câmera se aproxima em momentos críticos, principalmente cutscenes. São raros esses momentos, mas eles quebram a imersão sempre que acontecem.

Belmont flexível é outra coisa!

Quem jogou anteriormente sabe muito bem como os Belmonts eram nas entradas mais clássicas da franquia, à exceção, é claro, do sempre excelente Super Castlevania 4. Flexível não era exatamente a palavra correta para descrever o peso das ações dos caçadores. Pesados ao extremo e exigindo precisão total ao tentar atingir algo com o chicote, é seguro dizer que os controles eram difíceis de se acostumar. Bom, não é o caso de Belmont‘s Curse.

Castlevania: Belmont’s Curse | PS5 Review

Rose é leve e cheia de recursos. A esquiva funciona bem, repelir ataques tem uma curva difícil, mas gostosa de aprender, e por fim, a jovem aprendiz tem um arsenal mais variado que de costume. Sua mãe era uma feiticeira muito habilidosa que deixou um tarô mágico para ela. Cada inimigo que Rose derrota é aprisionado com magia nessas cartas, e seus movimentos podem ser usados livremente pela guerreira. O sistema é excelente e fácil de dominar.

Para melhorá-las, você precisa atingir objetivos específicos. Por exemplo, a cruz profana, para ser melhorada, precisa que você atinja 5 inimigos de uma vez, e por aí vai. Cada uma dessas ações é chamada de obra de misericórdia e varia de duas a três obras por arcana. Esses ataques especiais são gastos usando o poder mental de Rose que, assim como diversas obras por aí, é representado por uma barra de cor azul, logo abaixo da barra de vida em vermelho. Rose coletará também relíquias com diversos efeitos passivos que vão de fortalecer a defesa quando você estiver com 30% de vida ou maior força em seus ataques quando eles são feitos no ar. Rose sobe de nível também, melhorando seu ataque e defesa com o tempo, e tanto a vida quanto o poder mental dela podem ser melhorados coletando corações de sábio escondidos pelo mapa.

Castlevania: Belmont’s Curse | PS5 Review

Daí, o sistema delicioso que um bom metroidvania clássico tem a oferecer vem com tudo em Castlevania: Belmont‘s Curse. Trechos fechados por uma habilidade faltante são comuns, mas a exploração minuciosa nunca cansa o jogador mais atento. E acredite, há muitos segredos em Belmont’s Curse, principalmente se você, assim como eu, almejar o final verdadeiro e os 100% do jogo. Além disso, as lutas contra chefes são muito boas, e aprender a posicionar Rose nas arenas é sempre a parte mais divertida desses embates.

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Conclusão

A única coisa que pode incomodar alguns jogadores é a distância de certos pontos de teletransporte, algo que já é clássico em outros jogos do gênero, e a presença constante de trechos lotados de espinhos, armadilhas e tudo o que você puder imaginar para te matar e te atrasar. Não, eles não são impossíveis de se passar, e muitos deles são divertidos, mas aqui a Evil Empire errou um pouco a mão na quantidade desses elementos pelos cenários vastos do jogo.

Avaliado por: Castelo

Nota Final
Foto de Castelo
SOBRE QUEM AVALIOU

Castelo

<span class="css-1jxf684 r-bcqeeo r-1ttztb7 r-qvutc0 r-poiln3">Crítico do </span><a class="css-1jxf684 r-bcqeeo r-1ttztb7 r-qvutc0 r-poiln3 r-1wvb978 r-1loqt21" dir="ltr" role="link" href="https://t.co/RX1ayh6LIj" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow"><span class="css-1jxf684 r-bcqeeo r-1ttztb7 r-qvutc0 r-poiln3 r-qlhcfr r-19qo34d r-qvk6io r-orgf3d r-u8s1d" aria-hidden="true">http://</span>patobah.com.br</a> e apresentador do Patotícias no Youtube: <a href="https://www.youtube.com/@PatobahOficial">@PatobahOficial</a>

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