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Castlevania: Belmont’s Curse | PC Review

Depois de tantos anos sem um novo Castlevania 2D inédito, finalmente chegou a hora de voltar a caçar monstros com um Belmont. E olha, a espera valeu a pena! Castlevania: Belmont’s Curse é um jogo que consegue me prender pela vontade de explorar só mais uma área, enfrentar mais um chefe e descobrir o que está escondido depois daquela porta que ainda não consegui abrir. Gostei muito de como foi minha experiência no geral, mesmo com alguns detalhes que poderiam ter recebido mais atenção pelos responsáveis do enredo.

O jogo foi desenvolvido pela Evil Empire em cooperação com a KONAMI, e ambientado em Paris, no ano de 1499, o game acompanha Rose Belmont em uma aventura que dá continuidade ao universo de Castlevania III: Dracula’s Curse, sendo uma sequencia direta de Castlevania Curse of Darkness.

A cidade está tomada por criaturas monstruosas, e cabe à protagonista enfrentar essa ameaça usando o que a família Belmont conhece melhor: um bom chicote e muita coragem para encarar o que estiver pela frente.2

A história tem seus problemas. Gostei da proposta de acompanhar Rose Belmont, mas algumas escolhas me deixaram com a sensação de que a relação do jogo com a lore oficial poderia ter sido tratada com mais cuidado. Para quem acompanha a franquia há bastante tempo, esse tipo de inconsistência chama a atenção e pode atrapalhar um pouco a conexão com o universo.

Castlevania

GAMEPLAY


O que mais me agradou foi a combinação de combate e exploração. Belmont’s Curse entende que um bom metroidvania precisa fazer o jogador querer descobrir o que existe depois da próxima curva. Conforme avançamos, encontramos novos caminhos, segredos, equipamentos e habilidades que ampliam nossas possibilidades. É uma fórmula conhecida, claro, mas continua funcionando muito bem quando é executada com cuidado.

Castlevania: Belmont’s Curse | PC Review

O sistema de combate oferece diferentes armas, relíquias e habilidades mágicas que ajudam a variar a maneira de enfrentar os monstros. As cartas de Arcanos, obtidas a partir dos chefes, acrescentam poderes e ações especiais ao repertório de Rose. Essa variedade deixa espaço para experimentar combinações e encontrar um estilo de jogo que combine com cada jogador.

As batalhas contra chefes também ajudam a manter a aventura interessante. Enfrentar criaturas maiores e aprender seus padrões faz parte da graça, principalmente quando precisamos prestar atenção aos ataques e escolher o momento certo para contra-atacar. É uma experiência que recompensa a atenção e torna a progressão mais satisfatória.

Castlevania: Belmont’s Curse | PC Review

Mas existe um detalhe que me incomodou: a variedade de monstros poderia ser maior. Mesmo com criaturas clássicas da franquia e algumas novidades, senti falta de mais diversidade nos adversários encontrados pelo caminho. Para um jogo que aposta tanto no combate, encontrar mais tipos de inimigos, com comportamentos e desafios realmente diferentes, ajudaria a manter os confrontos frescos por mais tempo.

Ainda assim, esse ponto não foi suficiente para estragar a experiência. A exploração, o ritmo da aventura e as possibilidades de combate me conquistaram. É um jogo que consegue fazer você pensar em continuar jogando mesmo depois de já ter passado um bom tempo diante da tela.


DIREÇÃO DE ARTE


Visualmente, Belmont’s Curse também me agradou bastante! A direção de arte aposta em uma interpretação colorida e estilizada do universo gótico da franquia, sem abandonar os monstros, os ambientes sombrios e aquela atmosfera de fantasia medieval que os fãs conhecem tão bem.

Paris funciona como um cenário interessante para essa aventura, com áreas que ajudam a construir a sensação de uma cidade tomada pelo caos. A apresentação dos personagens e dos ambientes dá identidade própria ao jogo, em vez de simplesmente tentar reproduzir o visual dos títulos antigos.

Castlevania: Belmont’s Curse | PC Review

É uma mudança que pode dividir opiniões entre os fãs mais tradicionais, mas achei uma escolha válida.

O importante é que o jogo tem personalidade visual e consegue se destacar sem precisar depender apenas da nostalgia.


TRILHA SONORA


Se tem uma coisa que senti falta durante a aventura, foi uma trilha sonora mais marcante. A música cumpre seu papel, mas, para uma franquia com um histórico tão forte nesse aspecto, esperava mais. Castlevania tem melodias que ficam na cabeça por anos e ajudam a transformar determinadas cenas em momentos inesquecíveis. Aqui, senti falta justamente desse impacto.

Não significa que a trilha seja ruim, mas ela poderia acompanhar melhor a grandiosidade da aventura.

Em vários momentos, queria que a música tivesse mais força, personalidade e presença, especialmente considerando o peso que a identidade sonora sempre teve na série.

Não é algo que apague os méritos do jogo, mas é uma oportunidade perdida. Quando uma franquia tem décadas de história, seus novos capítulos precisam encontrar espaço para apresentar ideias diferentes sem deixar de respeitar aquilo que veio antes.

VEREDITO PATOBAH

PATÔMETRO

O combate é divertido, explorar os cenários dá vontade de continuar avançando e a direção de arte oferece uma interpretação interessante desse universo tão conhecido. É um retorno que me deixou satisfeito e mostrou que ainda existe bastante espaço para novas aventuras 2D da franquia.

Minha maior ressalva fica para a trilha sonora e variedade limitada de monstros. Acredito que as parte relacionadas a lore oficial não tenha tanto impacto assim. São pontos que poderiam ter sido melhores, mas não anulam o que o jogo faz de bom. No fim, terminei a experiência com uma impressão bastante positiva e com vontade de ver a KONAMI continuar investindo em novos Castlevania desse tipo. Vale tempo e seu investimento.

Avaliado por: Evandro Bueno

Nota Final
Foto de Evandro Bueno
SOBRE QUEM AVALIOU

Evandro Bueno

Co-founder & PR / Press Manager at https://patobah.com.br |
Public Relations | News / Notícias | Articles / Artigos

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