Durante o último Steam Next Festival (evento da Steam para demonstrações de jogos), testei o Super Meat Boy 3D. Na versão demo, o sentimento foi de: PRECISO JOGAR ISSO URGENTEMENTE.
Após 18 horas no game, posso dizer que não poderia ter tomado uma decisão melhor. O jogo é difícil, porém delicioso.

Desenvolvido pela Team Meat em parceria com a Sluggerfly e distribuído pela Headup Games, Super Meat Boy 3D foi lançado em 31 de março de 2026. O jogo traz tudo aquilo que consagrou a franquia no 2D, mas agora levando o pedaço de carne para uma aventura tridimensional.
Tudo para salvar o mozão
A história aqui é simples — diria até boba — e funciona como pano de fundo para a ação acontecer e o jogo se desenvolver de fato. O protagonista enfrenta desafios e obstáculos para salvar sua amada, que foi sequestrada pelo vilão do jogo, Dr. Fetus.
Nessa jornada, ele passa por diversas aventuras, seja na floresta, no lixão ou em outros biomas presentes no jogo, superando obstáculos cada vez mais mortais até confrontar o Dr. Fetus.
Você faria isso pela pessoa que ama?

Gameplay
Se a história é o pano de fundo, a gameplay é o palco principal — e é aqui que o jogo brilha. E como brilha.
O jogo conta com 5 mundos, 15 fases principais, 15 fases ocultas, além de outros objetivos. Cada mundo apresenta um bioma diferente e uma boss fight marcante.
Super Meat Boy 3D tem uma gameplay fluida, controles responsivos e obstáculos desafiadores. É aquele tipo de jogo em que rapidez e precisão são tudo — o que define se você vai morrer dezenas de vezes ou passar direto pela fase.
Você vai precisar enfrentar serras metálicas, lixo radioativo, abismos, elementos cortantes e muito mais se quiser avançar.
Em relação aos jogos antigos, o game traz uma novidade importante: o dash. Dessa vez, é possível utilizá-lo, o que adiciona mais dinâmica e possibilidades à gameplay.
Os comandos são simples: pulo, pulo mais alto ou duplo (dependendo do personagem), dash e corrida.
Por outro lado, um ponto negativo é a câmera. Em alguns momentos, ela se posiciona de forma ruim, prejudicando a visualização e, consequentemente, a jogabilidade.

Jogo extremamente desafiador
Pensa em um jogo difícil. Super Meat Boy 3D é mais.
O jogo em si é curto — as fases duram segundos… se você não morrer. E aí está o ponto: você vai morrer. Muito.
Por conta da dificuldade elevada, é comum ficar preso em certos trechos, precisando de dezenas ou até centenas de tentativas.
E preciso ser honesto: o jogo pode ser frustrante em alguns momentos. Mas, ao mesmo tempo, é extremamente satisfatório quando você supera os obstáculos e começa a progredir.
O jogo possui 75 fases principais que começam mais tranquilas e vão ficando cada vez mais desafiadoras. Chega um ponto em que praticamente tudo no cenário pode te cortar no meio, exigindo precisão total.
Além disso, existe o mundo oculto, que é ainda mais difícil. Eu recomendo encarar esse desafio apenas após zerar o jogo. Ele é liberado ao conquistar rank A+ nas fases normais, o que exige completar os níveis em tempos mais curtos.
Também é possível liberar outros personagens, cada um com habilidades distintas — como pulo duplo ou movimentação diferenciada — o que traz novas formas de jogar.
Direção de Arte e Som
A direção de arte, capitaneada por Dominik Plassmann, é fabulosa. Sabe aquele feijão com arroz bem feito? O jogo não tenta reinventar a roda, mas é extremamente competente no que se propõe.
Super Meat Boy 3D aposta em um cartoon estilizado moderno, com cenários muito bem construídos, cores vibrantes e uma identidade visual que funciona muito bem dentro da proposta.
Desenvolvido na Unreal Engine 5, o jogo apresenta gráficos bonitos e bem otimizados.
No aspecto sonoro, a dupla Ridiculon entrega uma experiência satisfatória. O jogo não traz nada extremamente marcante, mas a trilha sonora cumpre bem seu papel ao reforçar o ritmo frenético. Além disso, os efeitos sonoros são divertidos e combinam perfeitamente com a proposta.
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escrevo sobre games como forma de arte. Artigos especiais sobre narrativa, indústria e tudo aquilo que os videogames dizem — mesmo quando não parecem estar dizendo nada.
