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Boa Leitura!

Pragmata | PS5 Review

Pragmata é mais uma nota linda no ano mágico da Capcom. Uma história singela, atual e que, apesar dos clichês do roteiro, encanta e prende o jogador.

Pragmata

Imagine o avanço das tecnologias. Imagine o foco na criação de tecnologias tão atuais e inovadoras que você pode “imprimir” cidades inteiras, robôs da mais alta tecnologia e até construir androides tão reais que parecem pessoas de verdade. Pragmata mostra tudo isso de uma maneira tão linda e ao mesmo tempo ameaçadora que o jogo te vence pela simplicidade e empatia pelos personagens. Não se engane: a gameplay é divertida, o combate é gostoso e as lutas contra chefes, muito divertidas; mas o núcleo mesmo é o quanto você vai se apaixonar pelos dois e pela relação que eles mantêm.

Hugh e Diana

Pragmata explora o uso irresponsável de tecnologias que, se passarem despercebidas, podem prejudicar e muito a humanidade. No jogo, uma estação espacial na lua, totalmente construída com um material complexo chamado “lunafilamento”, fica completamente isolada e não responde mais à comunicação terráquea. É como se a estação estivesse completamente vazia.

Um time de especialistas de diversas áreas vai até a estação para tentar ajudar e entender o que de fato aconteceu. É aí que Hugh começa a compreender o tamanho do problema em que se enfiou. Um terremoto ocorre e, no momento derradeiro, ele é salvo por uma espécie de andróide com a forma, o rosto e os trejeitos de uma menina. A tecnologia do traje, aliada ao trabalho de Diana, o recupera, e daí a aventura deslancha.

Pragmata é um jogo que tem uma história fantástica sobre o uso abusivo de tecnologias e ganância, mas é na simplicidade das relações humanas — ou não tão humanas assim, se me permitem — que o jogo te fisga completamente. Hugh é uma daquelas pessoas que você provavelmente adoraria ter como amigo, e a curiosidade e o otimismo de Diana encantam logo de cara. A vontade genuína de ambos em entender o que está acontecendo na estação e saírem juntos dessa mantém o jogador focado até o final da campanha. Arquivos e registros fazem a sua parte contando histórias adicionais, motivações e sobre a população da estação, o que só agrega ainda mais. Pragmata é um jogo que conseguiu, na minha visão, a excelência na história usando algo tão bonito como as relações humanas e suas complexidades. Ponto alto do jogo.

Pragmata | PS5 Review

Bonito, hein?

Pragmata tem gráficos excelentes. Aqui, a criatividade do estúdio consegue dar variedade e tom aos cenários, mesmo sendo uma estação futurista como já vimos em tantas outras obras. Esses trechos conseguem transmitir variedade, seja nos inimigos, seja na percepção do jogador em notar que cada setor tem uma construção diferente. As feições de Hugh, quando ocorrem, transmitem a emoção necessária, até porque ele passa a campanha toda em um traje fechado; mas é Diana que rouba a cena nas interações com ele.

As emoções, sejam felicidade, preocupação ou tristeza, são excelentes, e os modelos de personagens são lotados de detalhes. Inimigos e chefes também têm o mesmo tratamento. Pare e observe os trechos com vista para o espaço: são de tirar o fôlego. Os gráficos só não são perfeitos porque o jogo tem muito borrão em cenas de ação e, às vezes, detalhes da armadura de Hugh ficam grosseiros no modo desempenho. Mas aí, limitações são relevadas porque o trabalho no geral é lindo e mostra a versatilidade da RE Engine.

Pragmata | PS5 Review

Hackear é jogar

Pragmata é um jogo de tiro em terceira pessoa com uma exploração mais direta, com mapas menores lotados de segredos. Notei uma inspiração no gênero metroidvania para a coleta de baús e outros itens importantes, o que achei excelente. O combate contra os mais diferentes robôs e construtos é divertido e, com o avanço da campanha, só vai ficando melhor. Os inimigos precisam ter seu núcleo exposto, e isso só ocorre quando você “hackeia” a matriz energética de seus rivais com a ajuda de Diana. Sendo uma andróide movida por IA com esta habilidade nativa, a representação desse hackeamento são formas geométricas retangulares. Cada quadro pode conter um poder diferente que você coleta ou um aumento no dano nativo que você causa ao chegar ao núcleo, representado por uma seta de cor verde.

Aí é que mora a estratégia: existirão inimigos mais complexos que usarão métodos para prejudicar seus movimentos, sejam antenas que impedem a navegação livre ou algo a mais que deixarei vocês mesmos conhecerem jogando. O sentimento de progressão é muito bom, porque o jogador também tem uma variedade de armamentos, chips variados, upgrades de vida e armas para destravar e combater a evolução crescente dos inimigos. Para isso, você coletará lunafilamento que os inimigos destruídos deixam cair, ou até mesmo dentro de alguns baús e recompensas de desafios; Lunum puro, que é a versão refinada e deve ser usado para fazer upgrades melhores; e moedas Cabin. Cabin é um robô simpático que oferece recompensas pela coleta dessas moedas. O jogador então investe nos itens colocados na cartela de bingo, que podem variar de chaves vermelhas, novas vestimentas e até tanques de cura. Há as salas de desafios, mas essa surpresa deixarei para vocês mesmos experimentarem.

Pragmata | PS5 Review

Pragmata é um jogo divertido até na construção de seu estilo de jogo. Você pode focar em um Hugh mais ofensivo e com foco em dano bruto, ou quem sabe focar na resistência, vida e dano de hackeamento? Em nenhum momento a exploração me cansou, e tanto o combate quanto a exploração divertem do início ao fim.

Som e Música

A trilha sonora do jogo é moderna. Usando batidas rápidas e distorções eletrônicas, confesso que não ficaram na minha cabeça por muito tempo, mas eram composições agradáveis e condizentes com o mundo e a experiência. O que eu gostei bastante foram os efeitos sonoros e a dublagem excelente de Diana e Hugh. Acharam o casting perfeito, e o trabalho fora desse mundo do time de edição de som merece todo o amor e destaque.

Parte Técnica

O jogo rodou bem praticamente o tempo inteiro. Nenhum bug sério, problema ou travamento recorrente foi registrado.

Pragmata | PS5 Review

Apenas uma coisa me incomodou de fato, e foi o som: às vezes, sons secundários como o das armas, passos de Hugh e até falas não aconteciam. Isso foi recorrente no fim da campanha. Sair ao menu e voltar ao jogo corrigia, mas é notável que isso tenha acontecido mais de uma vez no PlayStation 5. Cabe o registro e torcer para a Capcom resolver no futuro.

Pragmata | PS5 Review
VEREDITO PATOBAH

PATÔMETRO

Pragmata é uma IP nova cheia de personalidade. Hugh e Diana são cativantes, o combate e a exploração divertem, e a história é muito boa. A Capcom fez a trinca esse ano: revitalizou Onimusha, consolidou Resident Evil como gigante dos jogos com Requiem e criou algo novo muito, mas muito especial. Pragmata merece teu tempo e atenção com toda a certeza.

História = 97
Gráficos = 87
Jogabilidade = 85
Som e música = 80
Parte técnica = 80

Avaliado por: Castelo

Nota Final
Foto de Castelo
SOBRE QUEM AVALIOU

Castelo

<span class="css-1jxf684 r-bcqeeo r-1ttztb7 r-qvutc0 r-poiln3">Crítico do </span><a class="css-1jxf684 r-bcqeeo r-1ttztb7 r-qvutc0 r-poiln3 r-1wvb978 r-1loqt21" dir="ltr" role="link" href="https://t.co/RX1ayh6LIj" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow"><span class="css-1jxf684 r-bcqeeo r-1ttztb7 r-qvutc0 r-poiln3 r-qlhcfr r-19qo34d r-qvk6io r-orgf3d r-u8s1d" aria-hidden="true">http://</span>patobah.com.br</a> e apresentador do Patotícias no Youtube: <a href="https://www.youtube.com/@PatobahOficial">@PatobahOficial</a>

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