Desenvolvido e publicado pela Human Computer, Ballgame é um jogo que chamou a atenção de todos, inclusive a minha, quando apareceu recentemente em uma oportunidade de festival e trouxe a insana premissa de retornar aos clássicos jogos de golfe, ambientando em um cenário de plataforma 2D, o que seria uma insana corrida contra o tempo e contra seu número de tacadas, para chegar, gerenciando a sua força e movimentos, do ponto de partida até a linha de chegada da melhor forma possível.

E, se essa combinação já não te pareceu louca o bastante, some também os cenários coloridos e cheios de mecânicas distintas, as quais podem ser usadas ao extremo para maximizar a sua velocidade e minimizar seu número de tacadas, fazendo assim com que você compita pelos seus melhores números entre amigos e também no que parece ser a pretensão de um ranqueamento global.
Se você ficou curioso, a DEMO já está disponível para acesso ao público geral e é ela que cobrimos hoje para o público da Patobah.
Ambientação das fases
Em um lugar que definitivamente não é o nosso mundo, Ballgame ficou marcado pra mim como uma tentativa de explorar uma estética que mistura muito bem eletrônicos pra todo lado, fios, canos e também um aspecto mágico que, de forma bastante orgânica, se entrelaçam para formar e construir a ambientação de fases desse jogo.

Visivelmente nós parecemos estar em um sistema de esgoto, mas não se engane quanto aoque isso pode te levar a pensar, porque no melhor estilo de “Tartarugas Ninjas”, esse lugar também vai te passar a mesma sensação de familiaridade e, quem sabe, até de nostalgia com alguns elementos.
Pode ser que na versão final do jogo, o que recebamos seja muito mais explorado e, quem sabe, personagens que foram introduzidas nessa demo como a Birdie, possam ser o pontapé que precisamos pra entender quem, no fim de tudo isso, é o inimigo geral dessa campanha. Aqui ele não dá as caras, mas eu fiquei curioso de verdade pra saber.
Controles e Mecânicas de fase
Por mais que Ballgame tenha uma sugestão na Steam de ser jogado com o controle, eu definitivamente não sei se é a melhor experiência. Porque, por mais que isso combine muito bem com jogos de plataformas 2D, aqui o esquema inicial de botões que se pretende para ser usado na mira das tacadas e também na forma de dar ângulo, é definitivamente uma das curvas de aprendizado mais difíceis que eu já tive nas minhas experiências recentes com jogos que tentam ser tão diferentes quanto esse.
Eu não diria que é ruim, mas que com certeza também vai te requerer algum tempo pra aprender. Ou, quem sabe, usar o mouse quando isso se tornar viável.
No jogo poderemos andar também sem depender dos impulsos das tacadas, porém isso se limita a certos terrenos, enquanto outros só podem ser acessados ou percorridos usando a mecânica principal das tacadas. A ideia central, então, é misturar a estratégia de poder se posicionar pelo cenário, para que só assim você possa mirar em pontuar o máximo possível ao usar o menor número de tacadas antes de chegar ao buraco final.
Além disso, também há a possibilidade de recorrer as mecânicas de fase, como a que foi central dessa demo que se caracterizava por energizar a bola de golfe, permitindo que enquanto energizada e por uma só vez, você possa dar uma segunda tacada no ar para emendar um segundo ataque. E acredite, é tão difícil quanto parece ser falando dela.
Ballgame definitivamente é um jogo que vai te prender.
Vale a pena ficar de olho?
Como deve ter dado pra perceber, eu realmente achei o jogo bastante interessante e que, por mais que eu tenha me dado muito mal com os controles e tido tempos piores do que eu almejava na hora de concluir as fases, ainda assim é bastante impressionante que possamos ver um gênero como o de jogos de golfe, receber tanto carinho e dedicação para sim, compor mais um jogo que é bastante funcional e que eu fico na torcida pra que consiga ganhar muitos mais corações e horas de jogo.
Obrigado ao time da Human Computer pela oportunidade de testar sua DEMO e aos amigos da Patobah por me darem a chance de trazer a minha experiência com ela, pra todos vocês.
Mais reviews: AQUI

“No gods or kings. Just ducks.”

