Ground Zero Hero: A maior parte de nós jogadores crescemos com a visão apocalíptica nuclear de Fallout nos ensinando que não devíamos, de forma nenhuma, brincar com a radiação.

Naquele universo, é estritamente proibido e enfaticamente anunciado o quão perigoso é se relacionar com o que foi uma das causas da destruição da nação, mas e se nós só… pensássemos de maneira oposta?
E se a única maneira de sobreviver depois de tanto tempo preso no subterrâneo, for simplesmente abdicando de toda a sua humanidade e se tornando um monstro como aqueles que você agora vai ter de enfrentar? É essa resposta que encontramos na nova proposta que o time de desenvolvedores da Rowan Edmondson nos trás e que publicado pela AcclaimInc., apresenta Ground Zero Hero como o seu projeto da vez.
Ainda sem previsão definida de lançamento, agradecemos pela oportunidade de testar a DEMO, que também já se encontra disponível para o público geral na plataforma Steam.
E também, agradeço aos amigos da Patobah pela oportunidade de oferecer a vocês, a minha experiência de algumas boas horas nesse vasto e devastado deserto.
Gameplay e Upgrades no deserto
Em Ground Zero Hero, após despertarmos repentinamente do nosso abrigo subterrâneo, nosso protagonista não tem outra escolha senão sair para enfrentar os monstros que agora habitam o seu mundo, só que com o diferencial de que ele mesmo vai perceber que precisa abandonar parcial ou inteiramente a sua humanidade, se quiser sobreviver do lado de fora.
A partir disso, o jogo vai te apresentar um medidor de mutação, o qual vai ser preenchido à medida que você mata mais inimigos e coleta seus restos radioativos. No jogo podemos nos mover para todas as direções usando o teclado, enquanto a maior parte dos ataques depende da direção para a qual o nosso protagonista está olhando ou, em casos específicos de alguns poderes, do oposto da posição da sua mira, que é estabelecida justamente pela direção para a qual seu boneco está se movendo.
Entre as mutações, que nessa DEMO não estavam todas liberadas no primeiro momento, nós temos acesso a modificadores tanto de velocidade quanto de dano, manejados das mais criativas formas. Também nos é revelado quando morremos pela primeira vez, que as nossas ações durante a partida vão influenciar diretamente no ganho de uma “experiência”, ao qual se pretende ser usada para liberar naturalmente pelo seu ritmo de jogo, novas e melhores mutações, aumentando assim mais ainda o fator de rejogabilidade dessa aventura.

Você também vai perceber a medida que joga, a presença de moedas, as quais podemos encontrar derrubadas de corpos mortos de certos inimigos ou, na maior parte das vezes, dentro dos cofres espalhados pelo cenário.
Esses cofres, quando entramos em suas áreas de ação, vão iniciar uma espécie de contador em formato de barra que precisa que você fiqueem uma determinada área para funcionar, resultando ao fim disso tudo e se você conseguir sobreviver, na abertura do cofre e no ganho dessas moedas presas lá dentro que vão te ser dadas em quantias aleatórias.
Essas mesmas moedas, você também não vai demorar para descobrir, que podem ser usadas no menu principal em até oito atributos básicos. Esses atributos vão desde o alcance que o seu corpo consegue atrair itens do chão, quanto também melhoras na sua saúde, sua velocidade, sua cura individual, chances de mais esconderijos pelo mapa etc.
Inimigos, balanceamento e cenários.
Pra parte dos inimigos, as imagens ilustram por si só. Você vai encontrar desde moscas do tamanho de uma cabeça humana, caracóis gigantes, cangurus boxeadores, cactos que aprenderam a andar e jacarés que correm por ai jogando doces pela fase. Doces esse que por mais absurdo que seja te contar, você vai querer correr atrás e vai perceber que precisa consumir se quiser manter a sua barra de “fome” controlada e não arranjar para si mais um problema, que é o de tomar dano por ter zerado ela.
Mas, falando sério agora, esse me pareceu que vai ser um jogo extremamente fácil de lidar. Eu tive no máximo uma partida na qual eu fui mal e morri rápido e que foi muito em função de como o jogo, por ir ficando mais difícil à medida que você também vai ficando mais forte pra tentar balancear tudo, acabou que por conta do meu nervosismo, me vi induzido e fiz as escolhas erradas de melhorias, oque fez com que eu não atingisse o ponto de força que precisava naquela parte do mapa.
Sendo assim, a velocidade com que você melhora e a forma como passa fácil ou não consegue chegar no final, dependem somente da forma como você vai administrar sua escolha de mutações, pensando sempre no que ela pode te beneficiar naquele momento e no que você precisa a longo prazo.
No ponto dos cenários e do ambiente, contamos também com um ciclo de dias e noites, onde os dias são habitados pelas criaturas que você já se familiarizou e as noites, preenchidas por vampiros e lacaios que os servem. Esses vampiros, inclusive, mudam completamente o jogo, já que a noite desabilita algumas mecânicas do mapa e reforça outras, como a presença e necessidade de se correr para um bunker, locais nos quais você pode entrar, descansar e depois continuar sua jornada na manhã seguinte.
O deserto infelizmente foi o único mapa disponível nessa DEMO, mas não saio dele frustrado, como é comum nas DEMOs desse tipo de jogo. Pois ele, o deserto, é bem construído, interessante e bem planejado, mesmo tendo em conta o seu aspecto de “infinito”.
Valeu a pena?
Eu saio bem impressionado dessa DEMO, e eu sei que quem lê as minhas reviews pode perceber que eu falo bastante isso, mas eu realmente tento filtrar e trazer quase que apenas o que eu realmente recomendo pra vocês. E Ground Zero Hero, é definitivamente parte dessa categoria.
Não só foi para a minha lista de desejos quando eu vi o seu anúncio, como também agora vai se manter firme lá, porque não tem nada melhor do que um jogo que se propõe a existir dentro de um cenário já bem estruturado mas que, confiante nisso, organiza muito bem seus pensamentos e a sua forma de execução dentro dele. Não basta apenas seguir uma fórmula, é necessário provar para nós consumidores, agora vivendo em tempos em que muitos jogos saem diariamente, o porquê de o seu valer uma chance.
Mantenho e reforço minha confiança no trabalho que os desenvolvedores da Rowan Edmondson entregam.
Espero poder trazer no futuro o produto final para vocês e agradeço imensamente pela oportunidade que os amigos da Patobah mais uma vez me deram de cobrir essa DEMO pra vocês.
Mais reviews: AQUI

“No gods or kings. Just ducks.”
