Boa Leitura!

Woodo | PC Demo Review

Woodo é definitivamente uma surpresa. Um misto de nostalgia com uma execução que se mostrou bem diferente do que eu esperava encontrar quando baixei o jogo.
Woodo
Woodo

Ele está sendo desenvolvido pela equipe da Tiny Monks Tales e vai ser distribuído pela Daedalic Entertainment, ainda sem uma data de lançamento, sua demo já pode ser acessada na plataforma Steam e é dela que falaremos nessa review.

Gameplay

No jogo assumimos o papel do narrador ou, pelo menos, alguém que está ao seu lado ouvindo a história dessas crianças.

Dioramas serão então postos à nossa frente, marcados pelo uso da madeira como material comum e onde, a partir dessas peças, recriaremos as cenas que nos estão sendo contadas. Sem pressa, cronômetros com limites de tempo ou qualquer tipo de pressão, o time de desenvolvedores me pareceu com isso querer criar uma experiência calma e íntima ao ponto de soar quase como um trabalho manual.

Não só pela escolha do material da madeira como base para as peças que compõem as cenas e os personagens, como também pela sutileza nos detalhes e no manejo desde os maiores até os menores objetos das cenas. Tivemos acesso a pouco da história nessa demo, mas o que eu vi realmente chamou a minha atenção.

Soou, como eles mesmos pretendem na sinopse do seu jogo, como se nós “voltássemos a ser crianças” uma vez mais.

Nostalgia

A nostalgia foi a palavra e o sentimento comum que eu tive jogando essa demonstração, e eu não poderia mencioná-la sem dar a vocês uma base para pensarem junto comigo.

Woodo me despertou, de forma bastante honesta e que eu não esperava, uma sensação de retornar a um período do passado do qual eu não me lembrava ter sido tão familiar quanto percebi jogando essa demonstração.

Me lembrei imediatamente de algumas manhãs em que o ritmo de ação dos episódios mais agitados eram interrompidos pelo desenho Arthur, que diminuia a velocidade de tudo para me apresentar, oque na época eu não entendia completamente, um universo estranho de crianças que pareciam estar vivendo uma infância tão parecida com a minha, mesmo sendo pequenos animais.

O jogo também tem um aspecto de humor e entretenimento que me remeteu a Cocoricó ou até mesmo Clifford, clássicos da nossa TV no início dos anos 2000 e que brincava com a presença de sentimentos humanos habitando o corpo de animais que corriam de um lado para o outro, participando e causando os mais diversos incidentes.

Nesse amontoado de memórias que Woodo me despertou, eu não pude deixar de sentir um carinho diferente e especial pelo trabalho dos desenvolvedores. Porque, preso na ação de montar os dioramas que me eram apresentados, eu fui sem nem perceber, convencido a continuar jogando enquanto minha mente era transportada para essa infância até então perdida.

E jogos com essa capacidade são, para mim, no mínimo mágicos.

Vale a pena jogar?

Eu não sei te dizer, mas pelo menos gostaria que tentasse.

Woodo é bem diferente até para os padrões dos jogos “tranquilos”, já que aqui, a proposta integrada na construção dos dioramas pode ser um pouco burocrática para quem está acostumado com outras linhas de raciocínio e gerenciamento de sentimentos. Mas, eu diria que você pelo menos deveria tentar e é ai que essa demonstração entra como a oportunidade de tomar essa decisão.

Agradeço aos amigos da Patobah pela oportunidade de experimentar essa demonstração e um abraço especial aos desenvolvedores da Tiny Monks Tales, por me levar de volta a algo especial que eu tinha esquecido.

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