Will: Follow The Light é o mais novo título da TomorrowHead Studio, lançado em 7 de maio de 2026 para consoles e PC (Steam). O jogo foca na narrativa e busca simular o realismo em sua física, gráficos e até mesmo na história, já que a premissa envolve fenômenos naturais comuns em regiões de clima severo. A versão analisada foi a de Xbox Series S, e é possível notar muita diferença em relação às demais plataformas.

Premissa
A história coloca o jogador na pele de Will, um faroleiro que vive em uma pequena comunidade costeira ao norte. Sua missão é acender o farol ao anoitecer para que as embarcações não se choquem contra a costa, além de analisar possíveis mudanças climáticas utilizando equipamentos científicos como o anemômetro (para medir a velocidade do vento) e o pluviômetro (para medir a precipitação).
Durante um de seus longos turnos, o protagonista detecta uma tempestade torrencial que chegará à noite. Ele comunica o fato aos moradores e faz os preparativos para passar o período em seu local de trabalho. Antes do ápice do temporal, Will é acordado pelo chamado de rádio de um marinheiro perdido, alegando que o farol desligou. Em meio ao mau tempo, ele sobe para consertá-lo. Nesse momento, seu irmão aparece de carro e assume o posto, dizendo que o protagonista precisa ir para a cidade com urgência. Ao chegar lá, depara-se com um cenário devastado pela força dos ventos e da chuva; o local foi praticamente soterrado, e Will parte em busca de seus entes queridos — principalmente de seu filho, que havia saído de barco com o avô.

Aqui é onde a experiência realmente começa. A história é bem densa, mas possui falhas de continuidade: ao chegar ao vilarejo, o personagem é simplesmente teleportado para dentro de um hospital destruído atrás de sua casa enquanto procura pelo filho; logo após, ao chegar à residência, ele desmaia e é novamente teleportado para um acampamento de desabrigados. Como nada é bem explicado ou mostrado, cria-se uma sensação de desconectividade entre as seções de gameplay.
Gameplay
No quesito mecânicas, o título funciona muito bem e se assemelha aos jogos do gênero walking simulator, nos quais o objetivo é resolver puzzles, conversar com NPCs e interagir com o cenário para avançar. Embora siga essa fórmula, há diversos elementos que enriquecem o lado realista da jogabilidade. Will é um ser humano limitado: não possui superforça ou sentidos aguçados; tudo o que tem a seu favor é o conhecimento de engenharia para resolver problemas, além do auxílio de terceiros, como marinheiros e policiais. Como dito anteriormente, o principal foco do estúdio está em simular o realismo, mas o que acontece de fato é uma dinâmica lenta, desinteressante e até repetitiva em muitas situações. A obra não conseguiu traduzir as limitações do protagonista para criar uma boa atmosfera.
Direção de arte
Na parte gráfica, o título falha em seu objetivo. Os personagens possuem modelos desajeitados e baixa resolução. Os cenários também não escapam dos problemas, apresentando objetos que demoram para serem renderizados e texturas abaixo do esperado, infelizmente. Por outro lado, a trilha sonora e o design de áudio são muito bem construídos. As músicas funcionam perfeitamente para ditar o clima que o projeto quer passar, enquanto os sons ambientes trazem à tona um sentimento de imersão muito envolvente.

Qualidade técnica
O estado em que Will: Follow The Light se encontra está bem abaixo do esperado. Com certeza, a otimização e o desempenho são os pontos mais baixos da experiência, devido a microtravamentos e quedas constantes de FPS — principalmente durante a exploração da cidade, que, mesmo possuindo uma área bem pequena e poucos elementos presentes, sofre com a performance.

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