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Boa Leitura!

Where the Seeds Fall | PC DEMO

Talvez uma das DEMOs que eu mais estava ansioso para testar, Where the Seeds Fall é o mais novo título da CygamesEdge em parceria com a ZEREO Inc, que conta com um protagonista atrelado a uma criança e que, juntos, têm o objetivo de nessa demonstração, alcançar da melhor maneira possível a linha de chegada situada no chão, a talvez milhares de metros da nossa posição: o topo de um enorme abismo.

Misturando Parkour com Aventura, esse Indie possui uma Atmosfera que me lembra tantos bons jogos que foi impossível, desde as suas primeiras imagens, não me sentir extremamente nostálgico e admirado pelo que eles poderiam entregar.

O que, para a minha felicidade, a DEMO conseguiu demonstrar, pelo menos no que se refere aos aspectos técnicos.

Um pouco mais dessa experiência, te convido a descobrir lendo.
Meu muito obrigado aos amigos da Patobah pela liberdade desta postagem.

Jogo bom não precisa fazer sentido.

Where the Seeds Fall.

Brincadeiras à parte nesse título provocativo, ainda assim parte de mim realmente acredita nisso.

Where the Seeds Fall te explica pouco o que é pra fazer e não sai do básico, sem pressa de empurrar o jogador para frente ou sobrepor um desafio ao outro, exaurindo nossa mente e cansando a gameplay no percurso.

Aqui, pelo contrário, os desenvolvedores da CygamesEdge confiam que o ritmo que deram ao mapa e a forma como ele se formou são o suficiente para guiar o jogador da forma mais natural possível.

Não há dicas partindo da criança presa às nossas costas e tão somente suas habilidades se revelam quando efetivamente elas passam a ser úteis.

Em Where the Seeds Fall, poderemos correr, saltar, utilizar habilidades mágicas e, com este combo de mecânicas, tentar descer esse desafio quase que surrealista, mantendo não só nossa vida como também a da criança que nos acompanha.

Ele lembra outros títulos que tentam, da mesma forma, emular essa preocupação com o que carregamos, o que infelizmente não é passado com tanta naturalidade assim, por falta de um contexto do que estamos fazendo. De forma que essa DEMO me pareceu muito mais uma apresentação das mecânicas e a comprovação de que este projeto, à medida que viralizou ao ponto de chegar às minhas redes sociais, igualmente agora comprova que não eram apenas imagens isoladas ou vídeos “montados”. Não, trabalho realmente foi feito e a entrega está bastante competente.

Você leva algum tempo, sim, para se adaptar ao peso do personagem principal, em específico. Mas, depois que se acostuma, fica mais fácil prever os saltos e as quedas.

Inclusive, ponto positivo nesse aspecto, que eu considero um dos mais importantes em um jogo com fases de plataforma: a ciência de onde estou caindo. Porque não existe coisa pior do que tentar jogar títulos em que, seja por conta da câmera ou pelo funcionamento do seu salto, você passa muito tempo se frustrando por não conseguir prever ou entender de que forma vai cair.
Pelo contrário, aqui Where the Seeds Fall é um jogo exatamente sobre uma descida e como ela funciona muito bem.

Você vai ter checkpoints ao longo da sua descida, mas te convido a se desafiar a ver quanto tempo consegue descer em um “pique só”. Sem mortes e o mais rápido que puder.

Saltos em uma descida envolvendo flores.

Where the Seeds Fall.

À medida que a gameplay de Where the Seeds Fall avança, eventualmente os poderes da criança presa às nossas costas se manifestam. Ela se mostra então capaz de ter uma conexão única com as plantas desse universo, fazendo por vezes enormes raízes brotarem das paredes, enquanto em outras nos tornamos capazes de usar flores do próprio ambiente para criar uma espécie de “cama elástica” que nos agarra quando a atingimos, tendo caído de uma altura mortal.

Esses são só dois exemplos do que eu imagino que eventualmente vai ser expandido no lançamento final. Mas não deixa de ser algo diferente e que também aumenta o leque de possibilidades que temos para descer nesse cenário.

Você tem trechos inteiros aqui em que tem que correr por essas raízes e folhas que ela gera, atento ao fato de que elas eventualmente vão apodrecer de maneira acelerada, te forçando a não poder ficar parado tempo demais nas folhas, pensando o que vai fazer.
Você precisa continuar correndo, saltando de uma ponta a outra para voltar à segurança dos blocos de pedra.

Essa mesma criança em Where the Seeds Fall é quem manifesta duas habilidades que nos mantêm no ar por mais tempo. Uma delas, inclusive, sendo capaz de nos lançar para cima, dando mais uma chance de agarrar em uma beirada de parede ou em um parapeito que passamos reto e pensávamos que morreríamos.

Mas se atente que isso é uma técnica limitada e que, sim, eventualmente se recupera quando você está novamente em um ambiente seguro, mas não vai se regenerar enquanto você estiver no ar, o que impossibilita você de tentar calcular uma forma de voar por mais tempo.

As quedas de Where the Seeds Fall também me pareceram programadas de forma que, depois que você alcança uma certa velocidade ou altura, sem se fixar ou tocar nenhuma superfície, automaticamente entra em uma animação de morte, o que é, de forma inteligente, uma maneira de os desenvolvedores impedirem que alguém tentasse, por exemplo, saltar lá de cima direto para o final da fase, contando apenas com a sorte de conseguir voar nos trechos finais.

Where the Seeds Fall possui um dano de queda, mas ele é bastante generoso. É só você não abusar da sua própria sorte.

Agradecimentos e Expectativas.

Meu muito obrigado a todo o time de desenvolvimento da Cygames Edge e da ZEREO Inc. pela oportunidade de testar Where the Seeds Fall. É um título que me impressionou desde a primeira vez que conheci sua proposta e pelo qual espero me surpreender tanto quanto me surpreendi nessa DEMO.
Gostei do que joguei e queria conhecer mais do que vai vir pela frente.

Meus parabéns pelo esforço em desenvolver um jogo independente tão diferente assim. E obrigado aos amigos da Patobah pela oportunidade de me deixar compartilhar com você, leitor, o que foi esse título.

Joguem e experimentem por si mesmos! Descubram muito do que eu não falei aqui, querendo que vocês se surpreendam por si próprios! Vale muito a pena, mesmo.

Foto de DioC
SOBRE O AUTOR

DioC

"No gods or kings. Just ducks."

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