Urban Strife se passa no condado fictício de Urban, no sul dos Estados Unidos, dois anos após uma epidemia viral devastadora transformar a maior parte da humanidade em zumbis.

A história começa quando o protagonista — um paciente imune transportado de um laboratório em Atlanta — sobrevive a um acidente com o comboio que o transportava. Ele é resgatado semimorto pelos residentes do Urban Shelter, um dos últimos refúgios da região. O local abriga sobreviventes vulneráveis, sem infraestrutura adequada e sem defensores capacitados. Nesse momento, você cria seu personagem e define os atributos originais, sexo etc.
Tem alguns NPCs com nomes de pessoas famosas como J.J Abrams e Lucy Li.
A história é bem clichê para jogos de zumbi: Sempre tem um imune, sempre tem uma horda e o fim está a espreita em cada esquina.
Gameplay
Urban Strife é um CRPG e segue a estrutura bastante padrão desse tipo de jogos: exploração em tempo real e combate em turnos. A visão é isométrica, permitindo virar a câmera livremente.

Em Urban Strife não há um sistema de subida de nível como em outros RPGs em que o personagem efetivamente, muda de nível e você precisa fazer escolhas em como direcionar os pontos ganhos. Aqui, os personagens ganham pontos de perícia a medida que vão executando as atividades. Se você usa armas de longo alcance, ganha “pontaria” (marksmanship), se usa facas e outras armas corpo a corpo, ganha destreza, carregar peso ganha força e por aí vai.
A ideia do jogo é bem legal, porém a execução deixa a desejar e o game loop é muito repetitivo. Uma parte das suas atividades é buscar aliados para ajudar a defender o asilo.
O jogo basicamente é: explora um local, encontra o líder da facção daquela área, resolve algum problema para ele, ganha uma planta de melhoria para o abrigo, retorna ao abrigo e faz melhorias. Isso nem seria um problema, se não fosse tudo muito repetitivo. A diferença das áreas onde a dificuldade é fácil para a difícil basicamente é que os inimigos têm coletes e armas melhores. De resto, a gameplay é idêntica.

Como todo bom jogo de zumbi, gerenciamento de recursos é uma parte importante do jogo. Os recursos são escassos e você estará o tempo todo fazendo escolhas.
Definitivamente esse é um jogo para quem gosta de combate e de gerenciar recursos.
E diria que aqui começam os problemas:
- O gerenciamento de recursos é confuso e trabalhoso;
- Como coletar o “loot” é algo essencial do jogo, você fica o tempo todo sobrecarregado de comida, remédios, lazer e armas;
- Você precisa levar várias armas, pois a munição é escassa. Cada arma tem um tipo de munição e você precisa levar várias armas para cada tipo de munição o que te leva novamente a ficar sobrecarregado;
- A interface é enrolada e demora um pouco para se acostumar;
- O jogo não tem suporte para controles. É só teclado e mouse;
- O jogo não tem tradução para PT-BR e é tudo em texto. Embora a história e os diálogos sejam fracos, alguns pontos são interessantes de entender para poder fazer escolhas alinhadas a sua gameplay;
- A parte de “crafting” é sofisticada e abundante ao mesmo tempo que é exaustivo e trabalhoso. Coisas se complicam desnecessariamente:
- Por exemplo: Para reparar armas e armaduras precisa de um mecânico, peças e uma caixa de ferramentas. Se você quiser reparar a arma de uma pessoa que não é o mecânico, precisa passar a arma e todos os itens para o mecânico reparar. Poderia ser feito automaticamente.
- Tudo isso toma um tempo absurdo do jogo.

Aspectos técnicos
Urban Strife foi desenvolvido em Unreal Engine 4 e foca mais na criação de ambientes pós-apocalípticos convincentes em vez de realismo visual de última geração. Resumindo, tem gráficos bem simples, mas que atendem ao objetivo.
O ambiente é interativo e é transformado por suas ações: você e os inimigos quebram janelas, janelas de carros são quebradas com tiros, cenário se incendeia com fogo e assim por diante. Nada extraordinário, mas convincente o suficiente.
Como graficamente é simples, o jogo roda muito bem em qualquer hardware.

Ex empresário e professor de Assembly, atualmente vive em Portugal e adora passar o tempo nos seus joguinhos, com o gênero RPG de turno como seu preferido.

