Não sei se foi o visual ou a proposta dos cenários, mas em algum momento Uppercute chamou a minha atenção nas redes sociais, e eu fiz questão de imediatamente ir atrás, baixar a demonstração que ainda está disponível na Steam e não apenas me aventurar, mas também poder contar para vocês como foi essa rápida sequência de fases, igualmente carismáticas e com uma proposta que nos recorda que jogos bons não precisam ser necessariamente complexos.

Com lançamento previsto para outubro deste ano, te convido a ler o relato do meu primeiro contato com o título. Desenvolvido e distribuído pela PrettyScar, sigamos para a análise.
Fases rápidas, gameplay fácil de entender.
Abrindo com um tutorial que eu diria ser até mais longo do que a média que os jogos costumam estabelecer, a demonstração de Uppercut é bastante didática quanto ao caminho que o título quer trilhar e ao público que deseja atrair.
O jogo aposta em uma ambientação futurista e em um apelo voltado para jogos de plataforma mais modernos, onde a mobilidade e a liberdade de movimento não apenas são maiores, mas o fluxo constante de inimigos também nos coloca em situações genuínas de desafio.
Aqui, mais do que simplesmente ir do início ao fim da fase, você precisa coletar pontos que podem ser encontrados espalhados pelo mapa ou obtidos ao realizar ações específicas e abater certos adversários. Há também melhorias e habilidades especiais que podem ser usadas apenas um punhado de vezes, o que exige que sejam bem pensadas, racionadas e acionadas exatamente no momento certo.
O sistema de pontuação exibido em um sumário ao final de cada fase é, para mim, um claro aceno para o cenário de competições cronometradas e speedruns. Inclusive, esta demonstração já conta com um modo extra desbloqueado após zerar o conteúdo disponível, que consiste basicamente em uma corrida contra o tempo pelas mesmas fases já percorridas na campanha principal.
Uppercut apresenta uma demonstração que me chamou muito a atenção e que eu aconselharia você a jogar. Finalizada em pouco menos de trinta minutos, é a oportunidade perfeita para experimentar algo diferente e já garantir a inclusão do jogo na sua lista de desejos da plataforma.
Uma arte que chama a atenção.
Flertando com uma estética que remete à mistura de vários estilos em algo genuinamente autoral, Uppercut é um jogo incrivelmente bonito. E, ainda que conte com uma estrutura de fases que, pelo menos nesta demonstração inicial, repete-se um tanto quanto demais, eu confio bastante no que os desenvolvedores da PrettyScar podem entregar neste projeto.
Aqui, com a ajuda de sua irmã, a protagonista embarca em uma aventura por dentro da mente de diferentes clientes, tendo como único objetivo coletar o máximo possível de informações valiosas que podem eventualmente ser convertidas em vantagens neste mundo tão misterioso. A protagonista, cujo visual é o mais explorado nos materiais promocionais até o momento, infelizmente não é a mais aprofundada em termos narrativos, mas é quem mais aparece em situações, feições e poses distintas. Uppercut intercala as fases de plataforma com diálogos em estilo estático, contando com variações de expressões e posições que remetem vagamente à estética das visual novels. Também tive uma forte sensação de futurismo nos cenários, mesclado ao uso marcante de neons e a uma licença poética lúdica que, por se tratar da invasão de mentes humanas, brinca o tempo todo com a percepção do vazio e da abstração do inconsciente.
Agradecimentos.
Seguimos aqui na Patobah ansiosos pela oportunidade de testar este título completo, e agradecemos à desenvolvedora pela possibilidade e disponibilidade de sua demonstração, já acessível nas plataformas digitais.
Para mais notícias sobre o jogo, aguardamos ansiosos pela cobertura de seu lançamento, previsto a princípio para este dia 9 de outubro. Meu muito obrigado pelo seu tempo e pela leitura.

“No gods or kings. Just ducks.”