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The Lord of the Rings War in the North – Legacy Edition | PC Review

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The Lord of the Rings: War in the North está de volta em uma nova versão pelas mãos da Aspyr, quinze anos após seu lançamento original. A Legacy Edition resgata um dos RPGs de ação menos lembrados ambientados no universo de J.R.R. Tolkien e mostra que, apesar das limitações herdadas da geração do PlayStation 3, sua proposta continua funcionando surpreendentemente bem.
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Em uma época marcada por jogos cada vez mais complexos, sistemas de progressão extensos e experiências repletas de conteúdo adicional, War in the North segue pelo caminho contrário. Seu foco está no combate, na evolução dos personagens, na exploração linear e, principalmente, no multiplayer cooperativo.

O resultado é uma experiência que está longe de ser perfeita, mas que possui uma característica cada vez mais rara: diversão direta e sem grandes complicações.

História/Premissa

A história de The Lord of the Rings: War in the North acontece paralelamente aos acontecimentos que antecedem e acompanham o início de O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel. Em vez de colocar o jogador diretamente no caminho de Frodo e da Sociedade do Anel, o game apresenta uma aventura original situada nas regiões do norte da Terra-média.

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A campanha acompanha três protagonistas: Eradan, um patrulheiro dos Dúnedain; Farin, um guerreiro anão; e Andriel, uma elfa especializada em magia. Os três acabam envolvidos em uma missão que começa em Bri e rapidamente se transforma em uma ameaça muito maior.

Aragorn funciona como um dos principais pontos de ligação com os acontecimentos conhecidos pelos fãs. A preocupação é que as forças de Sauron não estão concentradas apenas nas áreas apresentadas nos filmes. O inimigo também pretende atacar regiões menos conhecidas da Terra-média, criando uma nova frente de batalha que pode comprometer a resistência dos povos livres.

A premissa é interessante justamente por explorar um espaço pouco aproveitado da obra de Tolkien. Em vez de simplesmente repetir os acontecimentos dos filmes, o jogo cria uma aventura paralela que consegue coexistir com a história principal sem disputar protagonismo com personagens como Frodo, Gandalf ou Aragorn.

A ambientação também contribui bastante para essa sensação. Bri, por exemplo, apresenta uma versão decadente e castigada pela chuva, enquanto outras regiões exploradas durante a campanha ajudam a transmitir a variedade geográfica da Terra-média.

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Apesar de não possuir a profundidade narrativa de grandes RPGs, War in the North oferece mais elementos de interpretação do que seu foco na ação poderia sugerir. É possível conversar com personagens, escolher algumas respostas durante os diálogos, encontrar missões secundárias e descobrir pequenos acontecimentos espalhados pelas áreas.

Esses elementos não transformam o título em um RPG tradicional, mas dão mais personalidade à jornada e ajudam a fazer com que a campanha pareça uma aventura dentro do universo de Tolkien, e não apenas uma sequência de fases com orcs para derrotar.

O principal antagonista é Agandaur, um guerreiro Dúnedain que se colocou a serviço de Sauron. Sua presença conduz boa parte da campanha e estabelece um objetivo claro para os protagonistas, mantendo a narrativa em movimento.

A história não é revolucionária, mas cumpre muito bem sua função. Para um jogo de ação cooperativo, existe uma quantidade satisfatória de conteúdo narrativo e de exploração do universo.

Gameplay/Jogabilidade

É no gameplay que The Lord of the Rings: War in the North encontra sua identidade. O jogo aposta em uma estrutura de RPG de ação, combinando combates em tempo real, equipamentos, árvores de habilidades, exploração e coleta de itens. A fórmula lembra experiências como Diablo, embora apresentada em uma perspectiva mais próxima de um jogo de ação tradicional.

Os combates são rápidos e objetivos. Cada personagem possui ataques próprios, podendo utilizar golpes leves e pesados, além de habilidades específicas de sua classe. Também existem opções de combate à distância, permitindo variar a abordagem dependendo do inimigo e da situação.

Uma das mecânicas mais interessantes são as execuções. Quando um adversário está enfraquecido, o jogador pode realizar um golpe final que elimina o inimigo de maneira bastante brutal. Além do impacto visual, essas execuções ajudam na progressão ao fornecer experiência adicional.

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A estrutura das fases, entretanto, é bastante repetitiva. Em muitos momentos, o ciclo consiste em entrar em uma área, enfrentar grupos de inimigos, coletar os itens deixados para trás e avançar até o próximo confronto.

Isso não chega a ser necessariamente um problema, especialmente para quem gosta desse estilo de RPG de ação, mas fica evidente depois de algumas horas. O combate poderia apresentar uma variedade maior de situações e comportamentos inimigos.

Por outro lado, a progressão dos personagens é uma das melhores características do jogo. Eradan, Farin e Andriel possuem árvores de habilidades próprias, permitindo desenvolver diferentes estilos de combate. É possível investir em capacidades ofensivas, defensivas ou de suporte, criando personagens mais adequados às preferências de cada jogador.

O sistema de equipamentos também funciona muito bem. Durante a campanha, é possível encontrar armas, armaduras e outros itens, além de adquirir equipamentos com comerciantes. A quantidade de opções ajuda a transmitir aquela sensação clássica de sempre existir algum item melhor esperando para ser encontrado.

A exploração também é recompensada. Caixas, vasos e outros objetos espalhados pelo cenário podem esconder recursos e equipamentos, enquanto áreas menos óbvias podem guardar baús e recompensas adicionais.

Esse sistema cria um incentivo simples para investigar os cenários. Mesmo sabendo que muitos desses espaços seguem estruturas bastante lineares, sempre existe a expectativa de encontrar algum equipamento interessante.

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Mas é no cooperativo que War in the North realmente se destaca. A campanha permite até três jogadores no multiplayer online e oferece suporte para dois jogadores localmente em tela dividida. Essa última opção é particularmente interessante porque remete a uma época em que o multiplayer local ainda era uma presença muito mais comum nos videogames.

Jogar com amigos torna os combates mais divertidos e também permite explorar melhor as diferenças entre as três classes. Enquanto um jogador pode assumir uma postura mais ofensiva, outro pode atuar na defesa ou utilizar habilidades mágicas e de suporte. É justamente essa combinação de progressão, combate e cooperação que faz com que uma estrutura relativamente simples continue funcionando.

Direção de Arte/Técnica

A Legacy Edition não tenta reconstruir completamente War in the North. A proposta está muito mais próxima de uma remasterização tradicional, aprimorando elementos visuais e técnicos sem transformar o projeto em um remake.

O resultado mais evidente está na resolução e na fluidez. A apresentação em 4K e 60 fps ajuda bastante a tornar a experiência mais agradável em plataformas modernas, especialmente quando comparada à versão original.

Modelos de personagens, ambientes e elementos da geometria também receberam melhorias. A Terra-média ganha uma aparência mais limpa e definida, e regiões como Bri conseguem transmitir melhor a atmosfera de fantasia sombria que o jogo pretende apresentar.

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A direção de arte continua bastante ligada à identidade visual dos filmes de O Senhor dos Anéis. Isso é particularmente importante para os fãs, já que a familiaridade de determinadas localidades, criaturas e elementos arquitetônicos ajuda a estabelecer uma conexão imediata com aquele universo.

A trilha sonora também merece destaque. As composições orquestrais contribuem para a escala da aventura e acompanham bem os momentos de exploração e combate.

Entretanto, existe um problema inevitável: a melhoria técnica também deixa mais evidentes as limitações originais, War in the North continua sendo um jogo concebido para uma geração anterior. Os cenários são relativamente pequenos, existem carregamentos entre determinadas áreas e alguns modelos de personagens apresentam um nível de detalhe claramente inferior ao que encontramos em produções atuais.

As animações também denunciam a idade do projeto. Os golpes não possuem o peso esperado, alguns movimentos parecem rígidos e ocasionalmente inimigos podem apresentar problemas de colisão ou ficar presos em elementos do cenário.

Portanto, a Legacy Edition melhora significativamente a apresentação, mas não consegue esconder completamente a idade da estrutura original, isso não invalida o trabalho realizado pela Aspyr. Pelo contrário, a remasterização cumpre seu papel ao tornar o jogo mais acessível para o público atual. Apenas é importante entender que estamos diante de uma versão aprimorada de um jogo antigo, e não de uma reconstrução completa.

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Conclusão
The Lord of the Rings: War in the North – Legacy Edition é um daqueles jogos que retornam ao mercado e acabam surpreendendo justamente por aquilo que não tentam fazer. Ele não procura competir com RPGs gigantescos, não transforma sua campanha em um mundo aberto e não adiciona uma quantidade exagerada de sistemas para prolongar artificialmente a experiência. Sua proposta é simples: escolher um dos três heróis, evoluir suas habilidades, encontrar equipamentos melhores, enfrentar hordas de inimigos e avançar por uma aventura inédita na Terra-média. É verdade que os anos cobraram seu preço. O combate poderia ser mais refinado, as animações são datadas e a estrutura repetitiva fica evidente durante a campanha. A Legacy Edition também não chega ao ponto de transformar esses aspectos em algo completamente moderno. Ainda assim, o conjunto continua bastante agradável. A progressão é divertida, o universo de Tolkien é bem aproveitado e o cooperativo consegue elevar consideravelmente a experiência. Jogar com amigos, especialmente no multiplayer local, transforma uma aventura que poderia parecer repetitiva em uma experiência muito mais descontraída. Além disso, existe um charme próprio em revisitar um RPG de ação que não está preocupado em seguir todas as tendências atuais. War in the North é um produto de outra época, mas justamente por isso oferece uma experiência mais direta e descomplicada. Para os fãs de O Senhor dos Anéis, é uma oportunidade interessante de explorar uma parte menos conhecida da Terra-média. Para quem gosta de RPGs de ação cooperativos, também existe conteúdo suficiente para justificar uma visita. A Legacy Edition não apaga os problemas do jogo original, mas consegue apresentar War in the North de uma maneira mais agradável para o público atual, quinze anos depois, a aventura continua tendo valor, principalmente quando compartilhada com outros jogadores.
Notas do Visitante0 Votes
0
PROS
Excelente opção para jogar em cooperativo
Progressão satisfatória
Boa utilização do universo de Tolkien
Combate simples e acessível
Atmosfera muito bem construída
CONTRAS
Combate pouco profundo
Animações envelhecidas
Problemas ocasionais de colisão
Estrutura bastante linear
A remasterização não resolve todas as limitações originais
8.5
NOTA FINAL

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