Em outros tantos jogos, o nosso senso de revolução e rebelião contra o sistema foi estimulado e levado ao ápice quando finalmente derrubamos tiranias ou nos tornamos mártires contra sociedades superdesenvolvidas, mas afundadas em corrupção humana, moral e tecnológica. Mas e se, dessa vez, formos parte de algo diferente?

Formos um só, em sentido literal e estrutural, com o que parece ser uma organização de controle, ordem e extermínio? Pois é isso que a demo de SPRAWL Zero entrega, colocando você no controle de um supersoldado que tem à sua disposição luvas com controle gravitacional e um enorme arsenal, coletado dos corpos daqueles que se opuseram à sua presença.
Acompanhe o que foi a minha experiência, que só aconteceu graças ao apoio dos amigos da Patobah e ao excepcional e talentoso trabalho de todos os desenvolvedores da MAETH, que deram vida a esse jogo.
Como uma demo pode te surpreender
Sem muita escolha e tendo sua vida validada como parte de uma organização que sequer dá rostos aos seus membros, você é imediatamente jogado em um ambiente que será a sua queda. Literalmente.

Com uma gameplay e uma construção de mapas que valorizam muito a movimentação, ainda que o jogo te ofereça três níveis de dificuldade, baseados e principalmente influenciados pela porcentagem de dano que você recebe e pelo impacto que isso, obviamente, causa na sua barra de vida; eu senti, mesmo jogando no que seria o “modo padrão” ou normal, como queira chamar, que o balanceamento dessa demo está bastante acertado e que, mesmo parecendo mirar em um fluxo semelhante ao de consagrados jogos da indústria, como DOOM, ainda assim SPRAWL Zero consegue encontrar sua própria identidade.
Tanto na forma como você se movimenta pelo cenário, usando e abusando dos seus golpes físicos, que por serem extremamente fortes também são lentos; quanto na ambientação em si e na forma como a narrativa vai se construindo ao longo desse pequeno trecho da história. Tudo dessa DEMO, se mostrou bastante satisfatório e divertido.

Uma grande crítica que tenho, inclusive, ao estilo de jogos no qual SPRAWL Zero parece querer conquistar espaço, é que geralmente o balanceamento da vida ou é muito mal feito, ou exageradamente generoso, de forma que você nunca se sinta realmente em perigo. É muito difícil acertar esse aspecto, por isso a minha surpresa ao ver uma demo que apareceu para mim por meio das redes sociais dar uma aula sobre como compor cenários e saber exatamente qual será o ponto de “crise” do jogador.
Só tenho elogios e termino, depois de quase 45 minutos de demo, bastante interessado em acompanhar o lançamento desse jogo.
Minhas expectativas para o futuro do jogo.
Na própria descrição que a equipe da MAETH escolheu deixar na página oficial de SPRAWL Zero na Steam, eles se mostram extremamente dedicados a recriar, dando a sua própria personalidade ao produto, a experiência e a sensação dos jogos da “era de ouro” do gênero de tiro e combate acelerado do início dos anos 2000. O sagrado momento para muitos de nós, tido até hoje como o ápice de muitos membros e ex-membros que ainda compõem a indústria do nosso hobbie favorito.
É, com certeza, um objetivo que muitos jogos almejaram até hoje, mas poucos, muito menos da metade deles, conseguiram chegar sequer perto.
A minha opinião? Que a equipe da MAETH, diferente de muitas outras, pelo menos sabe a direção que quer seguir e trilha esse caminho com o objetivo certo.

Foi uma excelente primeira impressão do trabalho deles e que agora, com a visibilidade que a Patobah pode entregar, espero que resulte em muito mais acessos e pessoas jogando o que foi, definitivamente, uma das minhas melhores experiências recentes em jogos de tiro.
Agradeço imensamente pela oportunidade de compartilhar oque foi a DEMO com vocês e, ainda que tenha sido bem rápida, deu para mostrar o que essa equipe de desenvolvedores independentes consegue fazer.
Desenvolvido pela MAETH e distribuído pela Kwalee, SPRAWL Zero ainda não tem uma data de lançamento, mas já pode ser jogado e experimentado por meio da sua demonstração na plataforma Steam.
Desejamos tudo de melhor para essa equipe e aguardamos a oportunidade de cobrir esse lançamento na Patobah.
Mais reviews: AQUI

“No gods or kings. Just ducks.”

