Existe algo quase que hipnótico que me atrai por esse gênero de jogos de cartas, sempre transformando algo simples como baralhos em sistemas complexos e que constroem todo um ritual de progresso. Você começa com alguns poucos efeitos, números e chances… só para então depois de algum tempo estar tratando de qualquer inimigo que apareça na sua frente. E é disso que hoje, com a demonstração recém liberada de Shroom and Gloom, que viemos falar.

CONTEXTO E DURAÇÃO
Em um universo tomado por fungos e plantas que parecem brotar de qualquer lugar do cenário, as suas escolhas e a forma como vai jogar vão definir o quanto essa DEMO pode durar. Eu consegui ter partidas muito rápidas que não chegaram nem aos dez minutos por conta de más escolhas, como também tive rotas longas que chegaram a uma média de quinze a vinte minutos, muitos deles pensando em como administrar dano contra os meus inimigos e a minha vida que ia pouco a pouco se esgotando.
Isso, inclusive, a equipe de desenvolvedores da Team Lazerbeam, parece fazer melhor do que a média de jogos recentes no universo do gênero desse jogo. Porque uma carência e problema que eu levanto na maioria deles, inclusive nos mais famosos, é sobre como há muita pouca gestão de cura e como o seu hp e a duração da sua rota, depende tão somente do quanto “o jogo está afim” de te deixar passar. Existindo por muitas e muitas vezes, cenários em que simplesmente o jogo te dá o xeque-mate sem que muito possa ser feito.
GAMEPLAY
Que sim, como previamente foi dito e criticado, é o ponto alto mesmo do jogo. Oque é muito gratificante, porque oque mais se pode sentir nesse gênero de cartas, é frustração por não fluir da maneira como se espera ou mesmo pior, quando o jogador tem a impressão de que a “máquina”, está apelando e usando recursos além do que deveria, só para tentar acabar com aquela sua rodada.

Shroom and Gloom parece muito mais auto consciente nesse aspecto e prioriza a satisfação e retorno do jogador no futuro, sem uma tentativa quase “sádica” por fazer ele gastar mais tempo tentando se superar. Não, essa “lógica de caça-níquel” tentando pegar mais e mais das suas fichas, felizmente o jogo aqui não sofre.
O QUE GOSTARÍAMOS DE VER
Definitivamente que o quão marcante é o visual, também pudesse chegar ao seu trabalho de trilha sonora. Esse sim sentimos que faltou e que em um jogo que vai ser basicamente uma constante repetição nos mesmos cenários, visto dez, vinte, cem, milhares de vezes, carece você ter algo que ajude ainda mais na imersão.
O visual é impressionante, as cartas são muito bem detalhadas e tudo oque você recebe no aspecto artístico, tem claramente a marca desse jogo estampada pra todo lado. Você realmente compra a proposta de estar lidando com um mundo subterrâneo nos quais os baús de tesouro também podem se revelar como criaturas vivas; mas de nada adianta isso, se oque vem para o meu fone não causa o mesmo impacto ou que por vezes, sequer pode ser ouvido.
Ainda há uma larga janela para Shroom and Gloom ser lançado, então oque vimos aqui é com toda certeza apenas os primeiros metros da largada de uma corrida que os desenvolvedores da Team Lazerbeam, vão precisar e em muito se dedicar e empenhar com a distribuição possibilitada pela Devolver Digital.
Nós, daqui, desejamos toda a sorte e ficamos no aguardo de no futuro, podermos cobrir o lançamento do que pode vir a ser, mais um grande sucesso do gênero de cartas.
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“No gods or kings. Just ducks.”
