Seguindo a cobertura da BGS 2026, tivemos o prazer de testar uma demonstração de Persona 4 Revival, que permitiu passar por momentos iniciais da campanha, testar o combate e uma batalha contra chefe. Por ser uma demonstração curta e por não estar em sua versão final, fica complicado analisar certos detalhes mais técnicos da gameplay. Porém, a experiência no geral é satisfatória e vou compartilhar com vocês.
Mas antes, um contexto breve sobre a obra
Originalmente lançado em 2008 para PlayStation 2, versão que joguei, e posteriormente atualizado com novos conteúdos na versão Golden, Persona 4 é o meu capítulo favorito da saga, misturando a vida escolar e seus relacionamentos a uma investigação sobrenatural que transforma completamente o clima do game.
Pegue as referências de animes dos anos 90 e 2000 que utilizam a cidade pequena e pacata do interior para resolver o grande mistério da temporada, uma cidade incrível e viva, cheia de personagens interessantes com desenvolvimentos repletos de camadas e detalhes sutis, e com isso temos Persona 4.
Sobre a gameplay de Revival
Ele segue a pegada de Reload principalmente na atualização visual e nas movimentações, com a diferença de que a esquiva vira, nesse game, uma opção de defesa. Isso deixou as batalhas mais contidas para mim e direcionou minha atenção à análise do oponente para combos e ampliação de dano. Não pense que por isso a gameplay será mais parada: mesmo sendo de turnos, esse Persona utiliza muito bem o visual e suas animações para deixar o ritmo bastante interessante. Por mais que o desafio seja simples na demonstração, consigo ver que há mudanças pontuais para um bom respiro de um game a outro. Agora é aguardar a versão final para analisar com calma a proposta de Revival.
O visual me preocupava
Quando Reload saiu, uma crítica que vi de uma parte da comunidade era que o game se tratava apenas de uma fusão dos visuais de Persona 5 colocados no terceiro título da saga. Não pretendo validar ou invalidar essa opinião aqui, mas a cito porque o meu medo com Revival era exatamente esse: ver os visuais vibrantes de Reload jogados em Persona 4 sem o capricho e o refinamento que o título merecia, principalmente devido à velocidade do anúncio.
Porém, ao jogar a demonstração, fiquei mais aliviado. Não apenas achei o game mais bonito que o título anterior, como consegui perceber que a reformulação visual carrega a essência total do título original, desde as cores até elementos centrais da narrativa, como a vibe analógica das TVs e seus canais.
As animações estão melhores e aprimoram muito a dinâmica do combate, como mencionei anteriormente. A reação dos personagens fica muito mais dinâmica, esboçando de fato o que está sendo dito e colocando o jogador com maior facilidade no ambiente da narrativa.
Sobre o level design dos mapas, o tempo é muito curto para opinar com propriedade, mas posso dizer que a vibe de tensão e mistério do clássico segue presente aqui, embora visualmente beba bastante da fonte de Reload.
Conclusão
A demonstração de Persona 4 Revival foi um grande alívio para mim. Saber que o game possivelmente está tendo um ótimo remake me agrada muito. Espero ver mais novidades e melhorias mais para frente, quanto mais, melhor. Porém, com o que vi, já vale colocar na lista de desejos e aguardar ansiosamente pela review.
O game segue divertido, lindo e bem atualizado para uma nova geração de fãs, mas também vai segurar muito bem os fãs mais antigos da saga que gostaram do trabalho feito em Reload. Com certeza tem potencial para ser um dos grandes jogos de 2027, mantendo a Atlus em uma sequência impecável de títulos lançados.
Obrigado à SEGA por disponibilizar um tempo para testarmos o game. Persona 4 Revival já tem suporte em português desde o lançamento, marcado para 20 de maio de 2027, disponível para PlayStation 5, Xbox Series X|S, PC (Steam) e Nintendo Switch 2.

Criador do canal Toca Du Corvo