Desenvolvido e distribuído pela ReRolled Studio, Pardon My French Toast é um jogo cuja demonstração ainda está disponível e chamou bastante a nossa atenção.
Atualmente, ele segue em acesso antecipado, mas já tem previsão de um grande lançamento para outubro deste ano o que, em partes, me motivou para cobrir esta versão para o público da Patobah.

Então, se você é do tipo que gosta de plataformas 3D, jogos de aventura e desafios cada vez mais doidos, te convido a embarcar comigo nesta jornada e a testar, ao fim da review, os níveis já disponíveis por si mesmo.
Sigamos agora para o texto.
Não questione porque os alimentos falam e andam.
Com um estilo que remete a inspirações de uma velha escola de ideias, Pardon My French Toast é um jogo que dá vida e protagonismo a um grupo de torradas aparentemente disposto a enfrentar e ultrapassar quaisquer desafios que se imponham em sua frente. A história não ficou muito bem explicada, mas nem sei se em algum momento pretendem ir para além do que já foi concebido.
É divertido, bem desenhado, a ambientação não larga mão da ideia de envolver comida em quase todos os aspectos do jogo e, visualmente, é bastante agradável.
Pretendo no próximo tópico discutir, no entanto, se quando posto à prova como um jogo de plataforma isso realmente funciona. Mas é inegável o acerto no que se refere ao tom da direção de arte, um ponto que chama muito a atenção.
Plataforma e escolha artística.
Com uma perspectiva e uma escolha de comandos quase sempre engessada e pouco maleável, o que mais me incomodou na gameplay de Pardon My French Toast foi a forma como os momentos de plataforma 3D são desenvolvidos.

Aqui, com uma câmera que em nada ajuda, me vi preso em um looping de mortes e falhas motivadas pela minha incapacidade de gerenciar onde cairia e do pouco pouco auxílio do jogo em me permitir prever se alcançaria ou não o outro lado de uma plataforma dividida. Os saltos se tornaram com isso meus piores inimigos em um jogo que a premissa central me parecia girar exatamente em torno de saltar por ai.
Vários outros títulos que tentaram a mesma ideia de gênero em consoles do passado, como o PS1 ou mesmo alguns clássicos do PS2, talvez tivessem a desculpa de serem pioneiros em uma época em que o formato ainda engatinhava, limitados por fórmulas rígidas. Mas será que hoje o consumidor pode tolerar um jogo que siga nesse mesmo ritmo e repita os mesmos erros? Eu não sei, e sei menos ainda o que o jogador vai pensar da versão final. No entanto, da mesma forma que preciso elogiar o quão criativos são os desenvolvedores da ReRolled Studio e que me parecem genuinamente comprometidos e apaixonados por dar vida a uma proposta tão excêntrica quanto esta, também preciso apontar onde surgem problemas que parecem oscilar entre falhas de otimização e escolhas artísticas questionáveis.
Espero descobrir a resposta disso tudo, junto com vocês quando a versão final for lançada.
Agradecimentos e Expectativas.
Convido a todos que, independentemente das críticas tecidas, dúvidas e levantamentos, ainda assim testem o jogo por si mesmos. Porque, onde alguém encontra frustração e não consegue cultivar apreço por aquele título, simultaneamente também pode haver quem goste, seja mais tolerante ou esteja simplesmente mais disposto a se divertir com algo dessa natureza.
Desejo todo o sucesso aos desenvolvedores e sinalizo que, aqui na Patobah, aguardamos ansiosos pela versão final.

“No gods or kings. Just ducks.”