Olha só quem voltou: nada mais nada menos que o GOTY inesquecível, Elden Ring, só que agora na palma da mão, no novo console da Nintendo, o Switch 2. Antes de tudo, meu muito obrigado à Bandai Namco pelo envio da chave de acesso para que eu pudesse trazer esta análise e outros conteúdos do game para vocês.

Elden Ring dispensa apresentações. É o jogo favorito de muita gente (e com razão), então vou focar direto no que interessa aqui: como essa joia roda no Switch 2 e o que essa nova edição traz de especial.
Para testar o game, fiz uma transmissão ao vivo de quase duas horas no meu canal, Asvero — onde sempre trago conteúdos cobrindo os jogos da Bandai e pretendo continuar com os de Elden Ring, então já aconselho você a se inscrever por lá. Depois da live, continuei jogando no off por mais umas 15 horas. A FromSoftware fez um trabalho de otimização impecável: tanto no modo portátil quanto dockado na TV, a experiência surpreende do começo ao fim.
Falando mais da parte técnica, o jogo trabalha com uma meta de 30 FPS extremamente consistente, o que impressiona pelo tamanho e peso do mapa. O grande truque aqui foi a implementação da reconstrução de imagem via DLSS da Nvidia. Isso faz o jogo renderizar internamente em uma resolução mais leve e entrega uma imagem limpa em 1080p na telinha e um upscale lindo quando dockado na TV, sem deixar aquele aspecto embaçado. Além disso, os tempos de carregamento pelo SSD interno estão voando: o Fast Travel e o respawn nas Graças levam poucos segundos, o que muda a dinâmica em um Soulslike.
Durante a live, comecei a gameplay na Dock. Tive um pequeno imprevisto técnico com a placa de captura e precisei fazer uma gambiarra para transmitir diretamente a partir da tela do console, mas o resultado falou por si só. A fluidez e a qualidade visual ficaram nítidas para todo mundo que acompanhou. Ver a imensidão das Terras Intermediárias sendo renderizada sem engasgos na tela do Switch 2 é algo impressionante.
Além do jogo base perfeitamente adaptado, essa versão já conta com a expansão principal inclusa, além de novas classes iniciais e itens cosméticos inéditos para o Torrent.

No modo portátil, a leitura dos menus e o tamanho da interface foram muito bem dimensionados, sem poluir a visão durante os combates mais intensos. A estabilidade da taxa de quadros se manteve firme mesmo nas áreas abertas mais densas de Limgrave ou nas lutas contra chefes repletas de efeitos de magia e partículas. Para quem sempre quis explorar esse mundo em qualquer lugar sem sacrificar o desempenho, a transição para o novo hardware da Nintendo é praticamente perfeita.


Criador de Conteúdo de Games e da Bandai Namco