Marvel’s Guardians of the Galaxy: The Telltale Series é um jogo episódico de aventura desenvolvido e publicado pela Telltale Games. O primeiro episódio do jogo foi lançado em 18 de abril de 2017 para Xbox One, PlayStation 4, PC e celulares Android e iOS.

HISTÓRIA/PREMISSA
A história de Marvel’s Guardians of the Galaxy: The Telltale Series começa com os Guardiões recebendo um pedido de ajuda da Tropa Nova para combater Thanos, que havia invadido um posto avançado Kree em busca de um artefato. Ao responder o chamado e ir ao resgate da Tropa Nova, o cenário que encontra é de uma batalha perdida: destroços e corpos espalhados pela região.
Os Guardiões encontram Thanos e, para a surpresa de todos, Peter Quill mata Thanos usando uma arma experimental que Rocket havia criado. Os Guardiões ficam eufóricos e até um pouco céticos da conquista, mas a vingança que Drax e Gamora buscavam tinha acabado de ser realizada. O artefato é recuperado e, devido ao formato de um ampulheta, Peter Quill o usa como uma taça para beber comemorando sua vitória.
Entretanto, é aqui que a narrativa de fato começa. O Senhor das Estrelas começa a ter visões sobre sua falecida mãe e sua infância na Terra, chamando-o para que encontre sua progenitora. A campanha foca no artefato, seu verdadeiro poder e as consequências que tal poder pode causar.
A narrativa é bem criativa e o humor característico dos Guardiões da Galáxia se faz muito presente aqui. Desde Drax levando qualquer fala ao seu sentido literal até os péssimos trocadilhos do Senhor das Estrelas, qualquer fã dos Guardiões (assim como eu) vai ter uma ótima experiência com esse jogo.
Além disso, as decisões tomadas de Marvel’s Guardians of the Galaxy: The Telltale Series sempre apresentam um peso gigantesco. Toda vez que uma decisão maior era apresentada, eu ficava por minutos ponderando qual lado escolher e qual teria o menor número de contras. Isso aumenta até mesmo o fator de replay para descobrir o que poderia ter acontecido com decisões diferentes.
GAMEPLAY/JOGABILIDADE
A jogabilidade de Marvel’s Guardians of the Galaxy: The Telltale Series é o que todos esperamos de um jogo da Telltale, básica. O foco desses jogos não é a jogabilidade complexa e polida, mas a narrativa intensa e com escolhas difíceis; e isso fica bem claro durante todo o jogo.
Dividindo em dois estilos de jogabilidade, temos os momentos de diálogo e os momentos de exploração. Durante os diálogos, o maior desafio que se encontra são os Quick Time Events, que nem são desafiadores sendo bem sincero. O tempo para reagir é bem generoso e, caso queira, é possível aumentar esse tempo nas configurações. Além disso, temos as escolhas de diálogo que podem ser tanto temporizadas ou não. Sempre é possível pensar antes de escolher uma resposta e, novamente, é possível aumentar o tempo caso precise.
Por outro lado, a exploração é bem minimalista. Os cenários não possuem muitos objetos interativos e não existe qualquer tipo de colecionável, então a exploração serve mais para ambientação do mundo e para procurar algum item necessário para progredir nas missões.
Para quem gosta de platinar / miletar / fazer 100% das conquistas, o jogo é o mais fácil possível de conseguir completar tudo. Basicamente, você só precisa zerar o jogo e todas as conquistas / troféus serão desbloqueadas. O jogo não tem nenhum tipo de coletável, não existem conquistas de miscelâneos e as suas escolhas não mudam o desbloqueio.
DIREÇÃO DE ARTE/TÉCNICA
Como toda obra dos Guardiões da Galáxia, música e ambientação devem ser bem trabalhadas para apresentar uma obra completa. Música é um dos pontos marcantes do Senhor das Estrelas e a ambientação dos diversos planetas e naves siderais coloca um toque especial na narrativa. Marvel’s Guardians of the Galaxy: The Telltale Series entrega de forma excelente ambos os pontos.
A trilha sonora é bem selecionada e usada, desde os momentos de combate com músicas das décadas de 70 e 80, até os momentos de tensão entre os membros dos Guardiões e para decisões difíceis.
A direção de arte é mais inspirada nos quadrinhos, mesmo com o lançamento sendo após o primeiro filme dos heróis ter sido lançado. Isso não tira mérito nenhum do jogo e, inclusive, é um dos pontos altos para mim. A originalidade da direção de arte faz com que o jogo tenha um estilo único e, quando é tão bem feito assim, se destaca com facilidade.
PROBLEMAS DO JOGO EM 2026
Como nem tudo são flores, o jogo tem alguns problemas que podem afetar a sua decisão de comprá-lo ou jogá-lo. Primeiramente, o mais óbvio: ele foi removido de todas as lojas digitais. Para consoles, é possível achar a mídia física no mercado de usados, mas isso requer uma pesquisa para pagar um valor que não seja exorbitante. Para PC, comprar o jogo em revendedores de códigos é algo extremamente caro, coisa que eu não recomendo. Eu consegui pegar por um bom preço a mídia física nacional para o Xbox One.
Agora, o segundo problema que não é tão óbvio: os servidores não estão mais ativos. Para um jogo de narrativa e que não tem modo multijogador, isso não deveria ser um problema, mas a Telltale tomou a decisão de manter o acesso às legendas em português do Brasil somente disponível após uma atualização que é baixada do servidor deles.
Na prática, é impossível jogar Marvel’s Guardians of the Galaxy: The Telltale Series com legendas nos consoles porque o servidor que possuía a atualização de idioma não funciona mais. Além disso, uma função que eu gosto muito dos jogos da Telltale é a de ver qual porcentagem dos jogadores tomaram a mesma decisão que eu tomei. Essa função também se perdeu com o desligamento dos servidores.
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Mestrando em Química Analítica e gamer desde sempre. Maior defensor da CD Projekt Red
