Lançado originalmente em 2021 apenas para PC (Steam) com suporte obrigatório para realidade virtual, Iron Guard ganhou uma nova forma e foi adaptado para o PlayStation 5 sem a necessidade do periférico. Batizada de Iron Guard: Day Zero, é esta nova versão que analisaremos aqui. O título pertence ao gênero de Tower Defense futurista e, até o momento, este port foi lançado exclusivamente para o console da Sony.

Premissa:
No futuro, a humanidade dominou a viagem intergaláctica e passou a colonizar diversos mundos. Para essa tarefa, foram criados robôs com inteligência artificial programados para terraformar as regiões conquistadas. Muitos anos se passam até que uma anomalia é detectada em um desses mundos, motivando o envio de uma equipe de três especialistas para investigar o ocorrido.
Ao chegarem, a nave cai e o time é recebido por máquinas que deveriam ser aliadas, mas que, por algum motivo, começaram a atacá-los. Para conter as hordas inimigas, a equipe lança um drone equipado com armas e coletama recursos que caem dos oponentes destruídos para construir defesas. O objetivo principal é garantir a sobrevivência do trio e escapar do local o quanto antes. Porém, como a ajuda mais próxima está a meses de distância, os sobreviventes precisam avançar território adentro com o que têm em mãos, reconquistando espaço, consertando a nave, aprimorando suas estruturas e descobrindo a causa da revolta cibernética.
A história é contada por meio de ilustrações exibidas em fases-chave e também através dos diálogos entre os personagens durante as missões.
Gameplay:
Na maioria dos jogos de Tower Defense, o usuário fica estático, apenas movimentando a câmera e posicionando estruturas para defender uma rota. Em Iron Guard a dinâmica é diferente, aqui você controla um drone de combate. É possível e necessário atirar nos inimigos ativamente, já que o dano causado pelas torres nem sempre é suficiente.

À medida que o grupo avança, novas construções, como plataformas de lança-misseís, são liberadas. Elas interferem diretamente na jogabilidade ao darem acesso a habilidades especiais, como ataques de mísseis e bombas químicas que causam grande dano em área. Embora a variedade de estruturas seja baixa, cada uma tem um propósito bem definido. Há a metralhadora comum, a torre elétrica (que diminui significativamente a velocidade dos robôs), o lança-chamas (que causa dano contínuo por queimadura) e o lança-foguetes (capaz de atingir múltiplos alvos).

Essas defesas são desbloqueadas conforme o jogador adquire pontos de pesquisa. Além disso, é possível evoluir cada estrutura até o nível 3, aumentando o dano e a taxa de disparo. Caso mude de estratégia, o jogo permite resetar os pontos investidos para gastá-los como preferir.
A complexidade:
Conforme a campanha progride, a jogabilidade se torna mais ampla e desafiadora. Se no início os mapas são pequenos e controláveis, mais adiante tudo fica caótico, exigindo mais atenção para evitar avarias no núcleo que deve ser protegido. Felizmente, essa curva de dificuldade acompanha o aprendizado do jogador de forma justa.

Outro diferencial é a possibilidade de erguer barreiras para obrigar o exército inimigo a desviar a rota. Contudo, é preciso cautela, um bloqueio feito de forma errada pode custar caro. O gerenciamento de tempo também é crucial ao escolher qual estrutura evoluir e o momento certo de fazer isso, já que os aprimoramentos demoram para terminarem e cada segundo é valioso em um jogo de estratégia, sem falar obviamente no dinheiro gasto.
Direção de arte:
Os gráficos são bastante simples. Não chegam a ser feios, mas não possuem o apelo visual necessário para chamar a atenção. O design dos oponentes, aliados e cenários é genérico e carece de carisma, por outro lado, a renderização e as texturas são competentes.
Na parte sonora, o estúdio fez um excelente trabalho que merece destaque. As músicas são incríveis, trazendo para cada estágio uma trilha sonora empolgante repleta de rock e batidas intensas que transmitem a sensação de uma jornada épica. O design de áudio também é muito bem executado e combina perfeitamente com os combates na tela.
Qualidade técnica:
Durante as sessões de testes não foram encontrados bugs graves, apenas alguns glitches visuais simples, como robôs tremendo enquanto caminhavam, nada que atrapalhe a experiência. O estúdio soube otimizar muito bem o produto na plataforma e entrega um desempenho técnico sólido.


Apaixonado por jogos que desafiam, especialmente no cenário indie. Produzo análises com opinião honesta, senso crítico e compromisso com a transparência editorial.
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