Boa Leitura!

Control Resonant | PC review

Em Control Resonant, a trama se passa sete anos após o primeiro jogo e traz uma grande mudança: o paranormal deixou de ficar confinado nos corredores da Casa Antiga e se espalhou pelas ruas de uma Manhattan totalmente distorcida por um novo Evento de Mundo Alterado (EMA). 
Control

Diferente do primeiro jogo, onde controlamos Jesse Faden, em Control Resonant o protagonista é Dylan Faden, o irmão de Jesse. Após os eventos do título anterior, Dylan acorda de um coma de sete anos dentro do Departamento Federal de Controle (DFC). Ao despertar, ele descobre que sua irmã Jesse desapareceu em uma missão misteriosa e que ele agora carrega a arma aberrante que antes pertencia a ela.

A temida força extradimensional conhecida como o Ruído escapou do prédio do DFC e invadiu Nova York, possuindo os cidadãos e alterando a realidade geométrica da cidade. Para complicar a situação, uma nova e misteriosa entidade chamada Padronagem surge em cena, colocando a cidade no centro de um violento conflito entre duas grandes forças sobrenaturais.

Guiado pela agente do DFC Zoe De Vera, que atua como o seu principal pilar emocional e suporte tático, a jornada de Dylan tem dois objetivos fundamentais:

  • Encontrar Jesse Faden e descobrir o que causou o seu sumiço.
  • Conter a crise paranormal que consome Manhattan, enfrentando as criaturas do Ruído enquanto lida com anomalias de espaço e tempo (como o “Sumidouro” e distorções gravitacionais).

Por ter sido o antagonista manipulado no passado, a história de Dylan é focada em uma forte jornada de redenção. A narrativa mantém o estilo clássico da Remedy, misturando ficção científica, terror psicológico e mistérios abstratos, incluindo pistas profundas sobre a própria ligação mental e existencial entre os irmãos Faden.

É tudo bem louco, característica comum da Remedy.

Gameplay

Resonant tem uma gameplay totalmente diferente do primeiro jogo. Ele é um Action RPG com foco muito maior em combate.  Dylan, usa a Arma do Serviço (Aberrante) herdada de Jesse. Em vez de disparar tiros tradicionais, ela manifesta-se fisicamente apenas no momento do golpe. 

As armas são mutantes e se transformam em várias formas durante os combos, assumindo o aspeto de foices, espadas, adagas, martelos pesados, brocas e chicotes de corrente.

Ela podes dar golpes rápidos focados em dano crítico, ataques amplos de área para empurrar grupos de inimigos (controle de grupos) e a violenta “Cutelada” para apanhar adversários pelas costas.

O jogo recompensa um estilo agressivo. Ao derrotar inimigos de perto, eles deixam cair esferas de vida e recarga de poder. A movimentação aérea é o que torna o combate tão frenético. Dylan consegue lutar suspenso no ar quase o tempo todo. 

O jogo introduz habilidades como: 

  • Salto duplo, flutuação e esquivas duplas.
  • Combos aéreos estendidos para fatiar inimigos sem tocar no chão.
  • Impactos contra o solo avassaladores a partir de posições elevada, empurrando inimigos e gerando abalo (atordoamento).

A Casa Antiga foi abandonada. Agora você vai explorar uma Manhattan dividida em grandes zonas abertas dominadas pelo Ruído. 

  • Exploração Orgânica: Ao contrário dos jogos da Ubisoft, o mapa não está entulhado de ícones obrigatórios. Você vai descobrindo missões secundárias, encontros misteriosos e libertando pontos de viagem rápida naturalmente.
  • Progressão Metroidvania: Muitas áreas estão bloqueadas inicialmente. Você vai precisar desbloquear novas habilidades de travessia nas missões principais para fazer backtracking para explorar novos locais e baús secretos.

Como um Action RPG, a progressão do Dylan é muito mais profunda: 

  • Árvores de Habilidades: Você conta com pontos para melhorar tanto as armas (principal, secundária e combos finalizadores) como os poderes paranaturais.
  • Criação de Builds: Ao longo do jogo vai recolher recursos pelo mundo para construir modificadores e apetrechos que adicionam vantagens únicas ao seu estilo de combate.
  • Regresso do “Mental Place”: Inspirado no sistema de Alan Wake II, Dylan pode teletransportar-se instantaneamente para uma zona mental segura para aplicar os seus upgrades e gerir o seu progresso.

A mecânica mais impressionante do cenário interage diretamente com as lutas. Através da habilidade Shift, Dylan consegue navegar e usar as Anomalias de Gravidade a seu favor. Você pode literalmente inverter a gravidade de uma arena no meio do combate para caminhar pelas paredes dos arranha-céus e apanhar os inimigos desprevenidos. 

O level design aqui merece, em minha opinião um ponto de destaque. Eu achei SENSACIONAL. Pode até parecer confuso e complexo no primeiro momento, mas depois que você se acostuma, fica impressionado com o que eles criaram aqui.

A cidade dobrada e distorcida, claramente se inspirou no filme “A Origem”, onde uma das cenas mais icônicas é quando Paris é literalmente dobrada ao meio, com ruas e prédios cobrindo o céu. Em Control Resonant, como o paranormal escapou para o espaço aberto de Manhattan, a Remedy usou essa exata estética. A arquitetura de Nova York se contorce, criando ruas verticais, prédios flutuantes e esquinas que desafiam a gravidade.

O jogo utiliza uma evolução da tecnologia de cenários mutáveis do primeiro Control. Enquanto você explora Manhattan, o mundo ao seu redor se altera dinamicamente. Paredes transformam-se em corredores do nada. Prédios inteiros se desfazem e se remontam em padrões geométricos brutais.

A gravidade muda, fazendo com que você ande pelas laterais de arranha-céus como se fossem o chão.

Essa estética de “pesadelo arquitetônico” serve tanto para desorientar o jogador quanto para criar arenas de combate tridimensionais fantásticas.

O jogo conta com diversas regiões, e cada uma delas tem tipos de inimigos diferentes. Embora tenha uma boa diversidade, achei o combate relativamente repetitivo. Divertido, em alguns momentos desafiador, mas tinha uma certa repetição. A Remedy sabe criar uma expectativa sempre que você entra em um mapa novo. Aparece em letras garrafais o nome da área e aquele som de suspense.

Em especial, eu gostei bastante dos inimigos do “mofo”. Eles têm uns pelos super bem renderizados e multicamadas. Você quebra a camada externa e vê o “interior” dos inimigos. Achei bem interessante. 

Com relação as lutas de chefe (Boss Fights), elas são “bonitas”, interessantes, mas relativamente fáceis. O foco desse jogo é na “esquiva perfeita” e fazendo isso, consegue se virar bem. Teve um chefe, o Co-Diretor, que tive que refazer o Build. Fora isso, os outros, incluindo o último, foram bem fáceis.

A exploração, talvez seja o ponto mais recompensador do jogo. Tem muito cantinho, lojinha, missão secundária escondida, a missão do cachorrinho, enfim, bem mais conteúdo que eu imaginava. Em termos de tamanho, Resonant é bem maior que Control.

E uma última coisa curiosa. Mais para o final do jogo, tem uma missão inteira em Pixel Art 2D, tipo um “Sea of Stars”, dentro do jogo. Achei legal para caramba e bem inovador.

Aspectos Técnicos

Control Resonant usa o motor gráfico proprietário da Remedy, Northlight. Joguei no PC Steam no meu Notebook com Intel i9 13ª geração e RTX 4080. Consegui jogar com quase tudo no máximo, com DLSS Qualidade e Frame Generation. Usei um MOD para colocar FG 4x e aí a coisa ficou boa demais. Com o MOD rodei a 90-100 FPS e sem ele, em torno de 55 FPS.

E é sempre importante citar que a experiência foi basicamente livre de Stutters!!! UFA!

Na configuração que usei, rodei com Ray Tracing e Path Tracing com o desempenho acima. Os gráficos são deslumbrantes! Reflexos, iluminação, renderização dos cenários e personagens, tudo de ótima qualidade. A minha única reclamação é não ter a opção de fixar nas configurações o monitor no qual o jogo vai rodar. No PC, isso deveria ser básico, pois a maioria das pessoas tem mais de um monitor e o Windows sempre abre o jogo no monitor principal.

O ambiente tem um certo fator de destruição, permitindo quebrar certas coisas do cenário, vidros de carros etc.

O Northlight faz um bom uso do DualSense, mesmo no PC, com o uso de Haptics, o alto-falante do controle e a cor do led.

O jogo está totalmente dublado em português do Brasil, com boa interpretação por parte dos dubladores. 

Em termos de “bugs” eu tive algumas situações de ficar preso no cenário e tive que carregar o jogo. Nada que estrague a experiência.

Control Resonant | PC review
VEREDITO PATOBÁH

PATÔMETRO

Levei cerca de 60 horas para finalizar sem platinar Control Resonant. Para platinar, imagino que teria que pegar um guia e investir mais umas 10 horas imagino. Resonant é uma experiência incrível, uma história inovadora no estilo malucão da Remedy. O foco do jogo é mais de ação com exploração em segundo plano. Talvez a parte mais fraca do jogo é que o combate tem um certo fator de repetição que pode cansar para algumas pessoas. Para mim, a história e os desafios constantes me mantiveram motivado o suficiente para apreciar a obra.

Com certeza Resonant, entra na lista dos top 3 do ano. Pragmata segue como meu GOTY, pois me apeguei emocionalmente ao jogo. Resonant não deixa nada a desejar e poderia tranquilamente ser o seu GOTY.
Quer uma nota? 8,8

Avaliado por: Carlos Fersura

Nota Final

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