Lançado no final de 2025 para PCs, Constance acaba de chegar aos consoles. Vou contar mais sobre minha experiência jogando-o no PlayStation 5.

A Jornada de Constance
Constance, a protagonista do jogo, é uma artista que está passando por problemas mentais. Cansada, ela sofre um burnout e, ao chegar ao extremo, é teletransportada para outro mundo através da tela do seu computador.
Ao entrar nesse mundo, somos apresentados a um metroidvania em 2D e às mecânicas básicas do jogo: andar e pular. Logo mais à frente, ela recebe um pincel, que usa para atacar os inimigos e também para utilizar novas habilidades que são desbloqueadas ao longo da jornada.
Mecânicas e Gameplay
O jogo é curto se comparado a outros do gênero, e o combate também é bem simples, mas bem executado. Ela possui apenas um combo de ataque, que não muda ao longo de todo o jogo. Posteriormente, o jogador libera novas habilidades, como:
- Dash: transforma a personagem em tinta, podendo ser usado para atravessar espinhos e desviar de inimigos.
- Pincelada: um ataque que quica no chão.
- Forma de Tinta: permite que Constance suba paredes.
Essas habilidades consomem uma barra de tinta que se recupera sozinha com o tempo. No entanto, ao exaurir toda a tinta, ela fica vulnerável — como se estivesse em burnout novamente — e usar a tinta nesse ponto pode causar danos à sua própria vida, criando um sistema de risco e recompensa.
Existem também os equipamentos, chamados aqui de inspirações, que adicionam melhorias; há, contudo, um limite para o que pode ser equipado por vez.
Pontos de Atenção
Constance não possui um sistema de melhoria de golpes, novas armas ou elementos de RPG. Aqui, a simplicidade acaba sendo um pequeno problema, pois o jogo mantém apenas o básico do início ao fim.
O número de inimigos é reduzido e não há muita variedade. Isso não chega a tornar o título repetitivo, pois o jogo é curto e possui poucas áreas; por outro lado, os chefes chamam a atenção, pois cada um é criativo e exige uma mecânica diferente para ser derrotado.
Ao ser derrotado, o jogo apresenta outra mecânica com duas opções: voltar ao último banco ou renascer no local, o que torna os inimigos mais fortes.
Exploração e Arte
O mapa do jogo é pequeno e apresenta vários desafios de plataforma. Alguns, inclusive, acabam sendo frustrantes pela dificuldade, e as habilidades podem atrapalhar um pouco a precisão.
A arte de Constance é belíssima e chama a atenção desde os primeiros minutos de gameplay. Os ambientes, apesar de poucos, são belos e possuem muita personalidade. Outro destaque positivo é o sistema de tirar um “print” da tela e deixá-lo marcado no mapa para voltar mais tarde, facilitando a exploração ao adquirir novas habilidades — um recurso que todos os metroidvanias deveriam ter.
Problemas Técnicos
Falando em mapa, na versão de lançamento para PlayStation, encontrei um bug: ao abrir o mapa-múndi, o analógico fica puxando sempre para cima, como se o controle estivesse com drift. Para garantir que não era um problema de hardware, testei outros jogos e o movimento involuntário não ocorreu. Acredito que isso deva ser corrigido em atualizações futuras.
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