A convite da Sinny Comunicação, tive novamente a oportunidade de participar de uma cabine de imprensa, e dessa vez fomos assistir ao Blue Lock, adaptação live-action do famoso mangá e anime de futebol.
O filme traz como personagem principal Yoichi Isagi, um jogador de futebol que é convocado para participar do projeto Blue Lock, cujo objetivo é encontrar o maior atacante do Japão. Convivendo com outros 299 jogadores, ele precisa competir em uma espécie de seleção onde apenas os melhores conseguem avançar. A proposta do projeto é intrigante: para se tornar o melhor do time, é preciso desenvolver o próprio ego.
Confesso que, antes de assistir ao filme, não conhecia o anime, então não sabia muito bem o que esperar. Na minha cabeça, encontraria algo como um High School Musical sem música, com uma trama adolescente focada em futebol, rivalidades e competição. Mas, para a minha surpresa, a experiência me lembrou muito mais Round 6.
Não pelo gênero ou pela história em si, mas pela maneira como os personagens são colocados em um ambiente de competição, cercados por adversários e constantemente pressionados a provar seu próprio valor. Ser eliminado do jogo significa ficar cada vez mais distante do sonho de representar o Japão.
Desde os primeiros minutos, o filme deixa claro que ter talento não basta – é preciso ser egoísta o suficiente para tomar a responsabilidade, e liderar a equipe na hora do jogo.

O protagonista não é apresentado como o jogador mais habilidoso ou mais forte. Sua principal característica é a capacidade de observar o campo e entender os movimentos dos rivais. Ele começa a se desenvolver quando entende qual é a sua própria força e como pode utilizá-la para superar os outros jogadores.
Achei interessante como o filme transforma o futebol em uma espécie de disputa psicológica. Os jogadores não precisam apenas marcar gols, mas também criar sua estratégia de jogo e desenvolver um futebol do zero.
Em determinadas cenas, sentimos falta de um pouco mais de impacto visual. As partidas são fundamentais para a história, e algumas jogadas poderiam ter recebido efeitos mais elaborados para transmitir melhor a intensidade das habilidades dos jogadores.
As expressões e movimentos dos personagens também foram bem teatrais em alguns momentos, principalmente nas cenas mais dramáticas, o que acaba diminuindo um pouco a naturalidade da trama.
Considerando que a primeira temporada do anime possui 24 episódios, acredito que o filme conseguiu contextualizar bem a história sem me deixar perdida. Consegui entender as regras do projeto, as motivações dos personagens e, principalmente, a evolução de Yoichi Isagi.
CONCLUSÃO
Blue Lock foi uma surpresa para mim. Entrei na cabine esperando um filme esportivo adolescente e encontrei uma proposta muito mais voltada para competição, ego e superação.
A obra consegue fugir do padrão das histórias esportivas ao questionar até que ponto o trabalho em equipe é suficiente e quando é necessário colocar o talento em primeiro lugar.
Apesar das limitações nos efeitos visuais e da atuação mais teatral em alguns momentos, a adaptação cumpriu muito bem sua proposta e apresentou o universo de Blue Lock de maneira acessível.
Para quem já acompanha o anime, é uma oportunidade de revisitar a história em uma nova versão. Para quem nunca teve contato com a obra, também vale muito a pena assistir, principalmente se você gosta de competição, rivalidade e disputas.
Por fim, mesmo não sendo uma grande fã de animes, fiquei curiosa para saber como as demais temporadas serão representadas nos cinemas.
Blue Lock estreia dia 10 de setembro nos cinemas. Vale a pena conferir esse jogo por outra perspectiva!
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Adoro videogame e jogos de tabuleiro, ler romances, e assistir filmes e séries. True crime e terror psicológico são os meus favoritos.