Boa Leitura!

Blood of the Dawnwalker | PS5 Pro Review

The Blood of the Dawnwalker conta a história de Coen, um jovem que vive no fictício Vale Sangora, localizado nos montes Cárpatos durante a Europa no ano de 1347. 
Dawnwalker
Obrigado, Bandai Namco Entertainment

O Vale Sangora está assolado pela peste bubônica e governado inicialmente com punho de ferro por um tirano que expurga os infetados. No meio do caos, surgem os Vraakiri, uma raça de vampiros imensamente poderosos liderados por Brencis

Como o sangue destes vampiros tem o poder milagroso de curar a peste, eles assumem o controle da região de forma messiânica. Eles banem as religiões locais e instauram um culto de sangue: a população aceita ser usada semanalmente como alimento em missas sombrias em troca da cura e proteção contra a doença.

A família de Coen vive perto de minas de prata (a fraqueza dos vampiros, que Brencis mandou fechar). Quando a mãe de Cohen adoece gravemente e o sangue vampírico deixa de fazer efeito, o desespero se instala. O pai de Coen junta-se a uma rebelião secreta para derrubar os opressores.

No entanto, o plano falha tragicamente. Numa emboscada violenta, a corte de Brencis destrói o vilarejo, captura a família de Coen e transforma o próprio protagonista num vampiro através de um ritual doloroso. Brancis deixa Coen amarrado para queimar e morrer sob a luz do sol.

Contra todas as probabilidades, Coen sobrevive ao amanhecer. Devido a uma transformação incompleta ou anomalia na linhagem, ele torna-se um Dawnwalker, um híbrido que vive uma natureza dupla: 

  • Durante o dia: Mantém a sua humanidade e vulnerabilidades humanas, podendo até praticar bruxaria.
  • Durante a noite: Transforma-se completamente num vampiro com garras, sede de sangue e poderes sobrenaturais.

O jogo traduz Dawnwalker como penumbro, mas podemos dizer que é o caminhante do amanhecer, ou seja, que anda de dia. 

Antes de partir, Brencis deixa um aviso cruel: a família de Coen foi levada prisioneira e será sacrificada num ritual de coroação de sangue dali a exatamente 30 dias.

E esses 30 dias foram objeto de muita discussão na Internet, mas na prática eu vou te falar no que afeta ou não a gameplay.

Gameplay

Como o jogo foi desenvolvido por ex-integrantes da equipe de The Witcher 3, você perceberá rapidamente suas fortes influências em muita coisa do jogo. O jogo é um RPG de ação de mundo aberto com foco narrativo.

As novidades que o jogo introduz são o ciclo dia e noite e a questão do tempo. 

Vamos começar falando do ciclo dia e noite. 

Durante o Dia (Humano): Coen pode caminhar livremente sob a luz do sol. O combate foca no uso da sua espada e de técnicas de bruxaria (através de runas mágicas cravadas como cicatrizes no corpo). Como não tem regeneração vampírica ativa, ele pode sangrar livremente, o que lhe permite realizar rituais de sangue para desferir feitiços.

Dawnwalker

Eu comecei gostando bastante da bruxaria, mas se puder lhe dar uma dica, prefira investir nas técnicas vampíricas e da espada. Por quê? Porque as técnicas da espada podem ser usadas durante o dia e a noite e elas influenciam também no combate com as garras. 

IMPORTANTE: O jogo não tem a possibilidade de reiniciar a árvore de habilidades! Muitas escolhas que fiz no início, foram inúteis no endgame e me fizeram falta em pontos de habilidades.

Durante a Noite (Vampiro): O instinto selvagem desperta. Ele ganha garras letais, superforça e a habilidade para se teleportar e escalar telhados. Pode também transformar-se temporariamente num lobo para viajar mais rápido pelo mapa. O combate torna-se muito mais ágil, permitindo ataques aéreos furtivos, beber o sangue dos inimigos ajuda bastante e tem umas habilidades passivas que desequilibram muito o jogo.

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Para poder melhorar na árvore de vampirismo, você precisa aumentar seu nível de corrupção e para isso, você terá que beber sangue, MUITO sangue. Sangue humano é o que dá mais corrupção, mas os de animais também servem. A verdade é que eu não senti nenhum impacto no meu personagem ou na história por estar com a corrupção máxima.

Tenha MUITO cuidado, quando for conversar com NPCs importantes à noite. Não inicie conversas com fome, pois você pode não resistir, atacar e matar o NPC. 

O jogo é em terceira pessoa e o combate é uma mistura de The Witcher 3 e Kingdom Come Deliverance (KDC). A bruxaria lembra os “sinais” de The Witcher e os bloqueios e ataques lembram KDC. O jogo usa um sistema de direção de ataques e bloqueios que é muito gostoso. 

Dawnwalker

Nos níveis de dificuldade história e equilibrado, o jogo te dá um aviso direcional na tela para onde você deve defender e atacar e o momento exato do para o bloqueio perfeito.

Para quem gosta de desafio, recomendo que jogue acima do equilibrado. O Brencis que é o último chefe foi tão fácil que nem cheguei a usar uma poção de vida nem nada. Simplesmente atropelei o coitado. 

Isso não significa que sua jornada será fácil até lá. O final que fica muito forte mesmo. No meio, confesso que o equilibrado foi bom para mim. Morria de vez em quando e tinha que me esforçar nos combates. O jogo avisa no diário se determinada missão é muito difícil, ou quase impossível no nível que você está no momento.

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E a mecânica do tempo? Comecei o jogo preocupado com isso, mas a verdade é que isso é a maior enganação. Te causa um senso de urgência, mas você rapidamente vê que tem tempo de sobra para fazer tudo o que precisa. O dia é dividido em 16 unidades de tempo, 8 de dia e 8 de noite. As atividades relacionadas a missões e a subir de nível consomem entre 1 e 6 unidades de tempo. 

Andar pelo mapa não consome nada. A única “restrição” é que não dá para “limpar” o mapa e zerar tudo. Subir de nível também consome unidades de tempo. 

Tem coisas que não faz sentido você perder tempo, tal como consertar os santuários, que são os pontos de viagem rápida e subida de nível. Eles são abundantes o suficiente. 

As missões são boas e variadas e a maioria pula aquela parte chata de seguir personagens se o destino for muito longe. O jogo pula para onde tem que ir e pronto.

No geral, gostei bastante da gameplay. Minhas únicas observações são: 

  • A pouca variedade de inimigos. São os mesmos o jogo inteiro. 
  • A trava de câmera no inimigo. Acho que ninguém consegue fazer isso tão bem quanto a From Software. O jogo ficava alterando o inimigo travado, mesmo quando eu tinha travado em um inimigo. Ele sempre alterava para o inimigo mais próximo, mesmo sem eu querer.
  • Muitas vezes eu morri porque fiquei preso no cenário e acho isso bem chato.
  • Música muito inspirada em The Witcher
  • Jogo deu algumas travadas

Aspectos técnicos

The Blood of the Dawnwalker foi desenvolvido no já famigerado Unreal Engine 5. O jogo faz uso de Lumen para reflexos e iluminação global com Ray Tracing. A implementação varia dependendo do console. No PS5 base temos iluminação global, mas os reflexos só estão disponíveis no PS5 Pro nos modos balanceado e qualidade. 

O uso de Nanite para a geometria, infelizmente não resolve o problema de texturas carregando com popups quando o LOD muda. Não é sempre que acontece, mas acontece.

The Blood of the Dawnwalker não faz uso do PSSR no PS5 Pro, ele usa o TSR nativo do UE5 em ambos os consoles. 

Em termos de modos e resoluções, o jogo usa mais ou menos o seguinte esquema

Modo de JogoPlayStation 5 (Base)PlayStation 5 Pro
Qualidade Resolução dinâmica entre 1080p e 1440p (Upscaling para 4K) a 30 FPSResolução dinâmica muito maior entre 1620p e 1800p (Upscaling para 4K) a 30 FPS
Equilibrado Resolução dinâmica mais baixa a 40 FPS (requer tela de 120Hz)Resolução dinâmica entre 1440p e 1800p a 40 FPS (requer tela de 120Hz)
Desempenho Resolução dinâmica caindo até 720p – 1080p com alvo de 60 FPS (com quedas)Resolução dinâmica superior entre 900p e 1620p com alvo de 60 FPS (muito mais estável)

Os personagens são relativamente bem modelados. Nada cinemático. Poderiam ter usado o Metahuman para conseguir uma qualidade melhor, mas como tudo, sempre há compromissos entre qualidade e desempenho.

Todas as roupas e armas estão unicamente modeladas e representadas no Coen tanto nas cutscenes, quanto no jogo em si. Já que falei das cutscenes, talvez elas sejam a parte técnica mais problemática do jogo. Muitas estão a 30 fps e sofrem de stutter.

Durante o jogo em si, pelo menos no PS5 Pro que foi onde joguei, não percebi stutters durante a gameplay, o que é algo louvável para o UE5.

Falando de efeitos sonoros e música, posso dizer que são fantásticos, bem inspirados em The Witcher, mas com sua originalidade.

Com relação ao uso do Dual Sense, nada foi implementado. 

Parece que no PC o jogo tem mais problemas técnicos, mas não posso opinar sobre o que não vi.

Blood of the Dawnwalker | PS5 Pro Review Dawnwalker
Blood of the Dawnwalker | PS5 Pro Review Dawnwalker
PATÔMETRO
Conclusão
Levei 60 horas para finalizar uma RUN de The Blood of The Dawnwalker e minha experiência foi sensacional. A história, a narrativa e o mais importante, a gameplay são todas sensacionais. Os pequenos problemas e a pouca variedade de inimigos não são suficientes para denegrir o jogo. Considerando que é o primeiro jogo da Rebel Wolves, posso afirmar que estrearam com o pé direito. Desejo somente sucesso ao estúdio.
História e narrativa
9.5
Gameplay
9
Gráficos
8
Som e trilha sonora
8.5
Mundo e ambientação
9
Desempenho técnico
8
Inovação e originalidade
8
Notas do Visitante0 Votes
0
8.6
NOTA FINAL

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