Biomechanical Toy (QUByte Classics) é um jogo de arcade e ação desenvolvido e publicado pela QUByte Interactive. O jogo será lançado para PCs, Xbox One e Series X|S, PlayStation 4 e 5 e Nintendo Switch 1 e 2. Agradeço à desenvolvedora pela licença fornecida para essa análise.

HISTÓRIA/PREMISSA
A história de Biomechanical Toy começa quando Scrubby, um criminoso que roubou o Pêndulo Mágico (um artefato capaz de trazer brinquedos à vida) de seu guardião: Relik, o relógio cuco. Para recuperar o artefato, Relik chama Inguz, o protagonista do jogo, para que ele recupere o Pêndulo Mágico antes que o mundo dos brinquedos seja destruído.
Para encontrar Scrubby e recuperar o artefato, Inguz parte por diversas regiões temáticas de brinquedos, como um parque de diversões e uma região com dinossauros. Além disso, Inguz pode resgatar outros brinquedos que foram sequestrados para ajudá-lo em sua missão e derrotar os inimigos.
GAMEPLAY/JOGABILIDADE
A jogabilidade é aquilo que esperamos de um arcade da década de 90: frenética, com vários inimigos na tela tentando te derrotar pra você colocar mais fichas na máquina. Inguz possui uma arma básica que pode ser melhorada encontrando diferentes munições nas fases e pode atirar em ângulos definidos. Os inimigos são bem numerosos e as fases são cheias de precipícios para te pegar desprevenido e roubar uma vida. Também é possível encontrar itens especiais, como comidas para regenerar vida ou explosivos que causam dano massivo e limpam regiões lotadas de inimigos.

O jogo foi originalmente lançado para arcades da Gaelco em 1995, uma empresa espanhola de desenvolvimento e publicação de jogos de arcade. Nesse port para as plataformas atuais, foram adicionadas diversas funções de qualidade de vida, como a opção de save states (podendo salvar e carregar em qualquer local do jogo) ou filtros para melhorar o aspecto gráfico do jogo. Além disso, para quem busca uma diversão rápida ou um desafio único, o jogo tem opções de dificuldade para modular ao gosto de cada jogador. Por fim, adicionaram uma gama de trapaças para quem gosta de usar e causar o caos com um personagem imortal e com um estoque infinito de explosivos de alto calibre.
DIREÇÃO DE ARTE/TÉCNICA
Biomechanical Toy mantém os gráficos e direção de arte do jogo original de 1995 e isso é um acerto muito positivo. Os personagens são vibrantes e detalhados, mesmo sendo designs em pixel art, sendo um colírio aos olhos em uma atualidade lotada de gráficos genéricos. Os cenários são lindos, mesmo que seja difícil apreciá-los quando dezenas de inimigos estão atirando ou golpeando o protagonista.

Os chefões de cada área são um destaque muito bom para a direção de arte também. Cada chefe possui um estilo de arte muito definido e que é explorado de forma maestral, desde o cenário da luta até o design dos ataques e do chefe em si.
A trilha sonora é bem básica, com bons loops em cada fase, mas que não é um destaque necessariamente. Não tome isso como ponto negativo, uma vez que jogos arcades, principalmente da década de 90, focam muito mais na jogabilidade (e na dificuldade para tirar mais fichas) do que nas músicas.
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Mestrando em Química Analítica e gamer desde sempre. Maior defensor da CD Projekt Red

