Au Revoir é um jogo de point and click e puzzles desenvolvido pela Invisible Studio e publicado pela NUNTIUS GAMES. O jogo foi lançado para PCs em 30 de janeiro de 2025 e será lançado para os consoles PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series X|S, Nintendo Switch e Nintendo Switch 2 no dia 17 de janeiro de 2026.
Agradeço à Invisible Studio e à NUNTIUS GAMES pela licença fornecida para essa análise e pela confiança no meu trabalho e na Patobah!.

HISTÓRIA
A história de Au Revoir acompanha Tristan, um funcionário da corporação que dá nome ao jogo. A Au Revoir é a empresa responsável pela popularização dos cérebros sintéticos, que são capazes de armazenar a psiquê dos clientes e, em casos graves ou fatais, permitem o download e upload da mente para outro cérebro e corpo doador. A função de Tristan é ser um Sentinela, agentes da corporação responsáveis por realizar o download das psiquês dos clientes nos cenários que ocorreram acidentes ou crimes e fazer o upload dessas mentes para o servidor da Au Revoir para serem direcionadas para outro cérebro.
No que parecia ser só mais um dia de trabalho comum para Tristan, seu próprio cérebro sintético começa a dar defeito, com glitches e memórias que não são dele, mas que parecem reais até demais. Após esse incidente, Tristan acorda em sua própria cama sem saber como chegou ali. Sem nem tempo de processar as informações que acabaram de acontecer, ele recebe uma ligação de sua chefe para um novo trabalho: recuperar a psiquê de um V.I.P. que está localizada no Distrito Desconectado, a região mais marginalizada da cidade.

A campanha aborda, principalmente, a ética de trabalhos com a mente humana. Ao extrair a mente de um cliente e fazer um upload para servidores corporativos, a psiquê fica à mercê dos algoritmos da empresa e ao processo de transferência ao novo cérebro. O jogo aborda isso de uma forma sutil e bem escrita, uma vez que é considerado normal para as pessoas daquele universo. Não se pensa no que pode ocorrer com a própria mente, somente na promessa da vida eterna.
JOGABILIDADE
A jogabilidade de Au Revoir no Nintendo Switch mantém-se fiel ao gênero de point and click, trazendo um cursor para o jogo. Ao clicar com objetos interagíveis, são dadas as opções, como diálogo ou investigar. Ao clicar em locais que não possuem interações, Tristan caminha até lá. A câmera do jogo é fixa, alternando a posição ao alcançar pontos específicos (normalmente, na extremidade da tela), o que colabora com o design retrô de Au Revoir que abordarei no próximo tópico.

Outro aspecto importante do jogo são os puzzles, que são variados entre si. Desde utilizar cores para somar e atingir o valor necessário até mudar as páginas de um documento de texto para formar uma frase específica. O download das mentes também é dado por um puzzle, com o intuito de sincronizar a onda cerebral do Sentinela com a onda cerebral do cliente. Os puzzles são relativamente simples, mas bem divertidos de se resolver.
DIREÇÃO DE ARTE
No quesito direção de arte, sinto que é onde Au Revoir mais se destaca e de fato torna-se único. O jogo conta com um estilo cyberpunk na narrativa e nos cenários, mas os gráficos adotam um estilo retrô. Os modelos são inspirados na quinta e sexta geração de consoles, com poucos polígonos e texturas mais simples. A resolução do jogo é mais baixa do que o padrão atual, mas por escolha de design.

Os cenários do jogo são mais apertados e escuros, trazendo uma ambientação de suspense bem interessante para a obra. Os desenvolvedores prometem uma ambientação neo-noir e entregam de uma forma orquestral. A trilha sonora foi projetada de uma forma excelente também. A transição de cada faixa nos momentos intensos do jogo colaboram muito para o estilo de suspense.


Mestrando em Química Analítica e gamer desde sempre. Maior defensor da CD Projekt Red