Assoluto Racing é um simulador de corrida focado em realismo que já estava disponível para dispositivos móveis há 10 anos e recentemente chegou ao Nintendo Switch com um bônus pelo aniversário do game.
É justamente este port para o console da Nintendo que abordarei nesta análise.

Agradeço ao grupo Patobah e ao estúdio Infinity Vector por me enviarem uma chave de acesso antecipado e pela confiança no meu trabalho.
Problemas e Pontos Negativos:
- Acesso bloqueado e dependência de conexão: Não há como começar esta análise senão pelos graves pontos negativos. Mesmo recebendo a chave de acesso antecipado, os servidores estavam fora do ar e não foi possível experimentar a obra até o lançamento oficial. O título não oferecia sequer um modo de treino ou acesso aos menus offline, ao tentar iniciar, surgia apenas a mensagem informando que os servidores não estavam funcionando.
- Monetização agressiva em um jogo pago: Nos smartphones, o título é gratuito (free-to-play) e conta com microtransações como moedas premium para adquirir veículos e melhorias, Passe de Batalha sazonal, assinatura mensal com brindes e um sistema de lootboxes (sorteios) para obter carros, pinturas e peças de upgrade. Embora esse modelo seja compreensível em uma experiência gratuita para se manter como live service, não há justificativa para manter exatamente o mesmo ecossistema no Nintendo Switch, onde o jogo é vendido por R$ 115,00.
É possível obter moedas virtuais jogando e completando pistas, mas a quantidade concedida é irrisória e exige um grind excessivo para ter uma experiência completa. Para piorar, a loja do console conta com pacotes de microtransações que ultrapassam os R$ 600,00, vendendo desde carros iniciais ligeiramente superiores aos gratuitos até pacotes de moedas para expandir garagens.
Jogabilidade cansativa e deserta:
A estrutura se resume a selecionar categorias de desafios, como realizar uma volta em um determinado tempo ou acumular pontos de drift em uma área aberta. Como todas as modalidades giram em torno da mesma premissa, a rotina se torna repetitiva rapidamente. Contudo, o maior incômodo é a ausência de oponentes: a pista fica completamente vazia e o jogador compete apenas contra o relógio.
Apenas ao atingir o Nível 4 de piloto são liberadas as corridas customizadas com outros carros na pista, mas as recompensas oferecidas nesse modo são tão baixas que não compensam o tempo investido, sem contar que a inteligência artificial possui uma dificuldade totalmente desequilibrada, proporcionando uma experiência nada amigável e convidativa.
Direção de Arte e Gráficos:
Por curiosidade, baixei a versão mobile no smartphone para comparar a conversão. Para a minha surpresa, o visual nos aparelhos móveis é visivelmente superior ao do Switch, apresentando texturas de maior qualidade, melhor renderização e mais detalhes no cenário.


Outra disparidade crítica está na localização: enquanto a versão para celulares está totalmente traduzida para o português do Brasil, a versão de Switch foi lançada inteiramente em inglês.
A trilha sonora também adiciona pouco à experiência, limitando-se a poucas músicas que tocam em looping apenas nas telas de menu. Por outro lado, o trabalho de áudio nos motores, roncos, pneus e freios dos veículos é excelente e merece destaque.
Qualidade Técnica:
Durante os testes não presenciei falhas graves que impedissem a progressão, crashes ou fechamentos inesperados, apenas pequenos glitches visuais pontuais.


Apaixonado por jogos que desafiam, especialmente no cenário indie. Produzo análises com opinião honesta, senso crítico e compromisso com a transparência editorial.
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