Será que teremos esse ano ainda uma novidade tão grande e diferente quanto a que os desenvolvedores da Lobstudio querem propor com Zombie Police: Midsummer Unhappy New Year ?
Esse mistério de investigação policial, previsto para ser lançado em 22 de novembro de 2026, conta com dois protagonistas enterrados até a cabeça em uma trama de enigmas e segredos em uma vila remota que conecta o passado de um deles com o destino do outro.
Assuma o controle de ambos nesse Romance Visual envolvendo Zumbis, Comédia e Escolhas que só vão fazer sentido no final dessa aventura. Mas fique atento, porque um deslize nas investigações pode significar o fim da sua precoce carreira.
Meu muito obrigado ao time de desenvolvimento pela publicação da sua DEMO, com a qual tive contato no Festival de Demonstrações, e que já acabou no lançamento dessa review.
Zombie Police: Midsummer Unhappy New Year não tem Zumbis que se levam a sério.

A Lobstudio mesmo explica na página oficial do jogo que Zombie Police: Midsummer Unhappy New Year, é o terceiro título de uma série que já vem em desenvolvimento há algum tempo, mas assegura que não há necessidade de jogar os títulos anteriores para compreender totalmente Zombie Police: Midsummer Unhappy New Year. Aqui, pelo contrário, a interação que presenciamos assim que iniciamos a DEMO não só é divertida como autoexplicativa.
Zombie Police: Midsummer Unhappy New Year, é aquele típico jogo que não precisa falar muito para que você se veja convencido a continuar jogando, contando com uma dupla que carrega toda a história, sendo eles mesmos os quais você quer ouvir “falar” sobre seu próprio passado, além dos seus pensamentos e a análise da situação pela qual passam.
Em Zombie Police: Midsummer Unhappy New Year, temos um investigador de nome Tamura que tem de conciliar seu trabalho investigativo com a interferência e presença forte de sua parceira de investigações, Akemi Kabane, uma garota dedicada ao trabalho, mas que faz uso de suas habilidades enquanto uma zumbi, para não só solucionar casos testando provas que matariam qualquer ser humano comum, mas também se metendo em combates que poderiam custar a perda de uma pista ou mesmo a vida de seu parceiro.
Nessa dinâmica que inicialmente poderia te lembrar várias outras obras com duplas policiais, isso é é imediatamente quebrado quando o aspecto da zumbificação entra em jogo, não só como elemento narrativo para justificar certas conclusões precipitadas ou pistas que se tornam rapidamente respostas, mas também como algo presente a todo momento da gameplay e reforçado nas atitudes.
É interessante, inclusive, que os desenvolvedores de Zombie Police: Midsummer Unhappy New Year não pretenderam em nenhum momento ser presunçosos criando um sistema investigativo complexo ou coisa do tipo. Disso, no entanto, falarei mais à frente sobre o quão acertado foi jogar no seguro e no já garantido.
Porque, quanto menos tempo você passar tendo de solucionar quebra-cabeças, significa mais tempo ouvindo histórias, reunindo pistas e conhecendo um pouco mais desses dois personagens.
Suas personalidades são muito bem definidas e eu, honestamente, gosto como que a arte é bem aproveitada aqui, investindo tempo e dedicação na execução criativa, ao invés de uma preocupação de desenhar, corrigir e inserir centenas de variantes de visual, sem que te sobre tempo para usar elas bem ou mesmo dar algum sentido para o que podia ter sido revertido em narrativa.
É um jogo quase que bobo, e que por isso eu não digo em tom pejorativo, mas sim porque é aquele tipo de obra capaz de te arrancar uma risada por uma piada leve, ou por uma posição tão infantil, que é bacana de se recordar quando jogos se permitiam ser mais “sutis” nas suas abordagens, independentemente do quão pesados pudessem ser nos temas.
Investigação a moda antiga.

Continuando o que eu levantei em parte do primeiro tópico, Zombie Police: Midsummer Unhappy New Year acertadamente sabe exatamente que público ele quer cativar com esse título e exatamente por isso, seu sistema de investigação, pistas e intromissões, por mais que te remeta a outros títulos de execução parecida, ainda assim, em Zombie Police: Midsummer Unhappy New Year, essas mecânicas vão ser mais simplificadas e, acertadamente, isso é de longe um dos pontos mais positivos desse título.
Aqui, você tem de ouvir histórias ou ler seguimentos de pistas, discutir eles com a sua parceira e só então tirar a prova real de tudo o que aconteceu.
Um minigame acontece antes de qualquer acusação, e que serve pra te relembrar o que você leu e confirmar se você fixou bem as informações. Para logo em seguida, te restar prestar atenção nos depoimentos dos envolvidos e colher onde está a falha na fala do suspeito.
Não imagino que isso vá fugir para muito mais longe no produto final, então fico ansioso para poder compartilhar com vocês mais desse simples, porém muito bem executado, sistema de coleta de pistas e provas.
Zombie Police: Midsummer Unhappy New Year é um banquete para todo amante de jogos de investigação e dedução.
Agradecimentos e Expectativas.
Meu muito obrigado aos desenvolvedores de Zombie Police: Midsummer Unhappy New Year, da Lobstudio, pela oportunidade de testar a DEMO desse título. Reforço o seu lançamento para 22 de novembro de 2026, pelo qual aguardamos ansiosos para descobrir o fim desse mistério que conecta passado e futuro.
Espero por um caso mais denso envolvendo a vila natal de um dos protagonistas, assim como uma progressão maior no desenvolvimento da relação dos personagens. Humor é garantido, mas veremos até onde ele se sustenta e que surpresas a Lobstudio guarda para os jogadores.
Meu muito obrigado em nome de toda a Patobah. Não deixem de acompanhar nossos trabalhos.


