E aí, galera! Vamos falar um pouco sobre os mutantes mais famosos da Marvel.
X MEN ’97
Se você, assim como eu, nasceu em 99, deve ter pego a série clássica de X Men 94 passando na Globo. Mas pulando as apresentações, o desenho clássico teve ali suas cinco temporadas, pelo que me recordo. Agora vamos ao que todos queremos.
Ali no final da fatídica série clássica, o Xavier é gravemente ferido e levado pela rainha Shi’ar. A partir daqui teremos bastante spoiler sobre a primeira temporada de X Men ’97.
Um dos maiores desafios que a família dos X Men vai ter é seguir sem a liderança do mentor, algo que me pegou desprevenido. Porém, as ameaças não acabam. Com os Sentinelas ainda existindo, já nos é revelado que tem coisa estranha rondando Westchester.
Com o resgate do Roberto da Costa, vulgo Sunspot, ou Mancha Solar como queira chamar e sim, temos um brasileiro do Rio de Janeiro, olha que maneiro voltando ao resgate dele, temos uma segunda luta com Bolivar Trask e o último Master Mold até então, capaz de fabricar Sentinelas modelo padrão, sendo destruído.
Mas a grande surpresa fica para o futuro herdeiro dos X Men: Magneto.
Nosso querido Erik Lehnsherr se torna o novo líder dos X Men ao final do primeiro episódio, levando as tensões entre o antigo vilão e os mocinhos até então para um nível completamente diferente.
E isso foi uma das coisas que mais me surpreendeu logo de cara.
E devo admitir: o Magneto é meu personagem favorito e vou falar muito dele ao longo dessa review.
E aqui vamos entrar num ponto que eu quero ressaltar porque, pra mim, é um dos maiores acertos da temporada: o tom dessa série é muito mais maduro, e talvez seja justamente isso que tenha me fisgado.
Com o Magneto se… quer saber? Dane se. Entre Magneto e Magnus, vou chamar de Magnus porque, convenhamos, olha que nome bom.
A tensão entre ele e os membros dos X Men continua enorme. Mesmo assumindo o legado do Xavier, ninguém esqueceu quem ele foi durante anos. Ao mesmo tempo, o preconceito contra os mutantes continua ainda mais escancarado. Tecnologias capazes de suprimir poderes mutantes, Sentinelas e grupos radicais anti mutantes continuam espalhados por todo lado, mostrando que a paz que o Xavier tanto sonhava ainda está muito longe de acontecer.
E o mais legal é que duas tramas importantes acontecem ao mesmo tempo.
Enquanto Magnus tenta provar que realmente está honrando o legado do seu melhor amigo e nadando completamente contra a maré de tudo que ele representou durante anos contra a humanidade, a Jean está grávida. E eu confesso que isso me chocou bastante, porque pela primeira vez eu realmente pensei na possibilidade de Scott e Jean os primeiros alunos do Xavier saírem de cena depois da “morte” dele, dando espaço para o futuro filho que estava prestes a nascer.
Durante o julgamento do Magneto, essas duas histórias praticamente acontecem em paralelo.





De um lado, Jean sente que Nathan está prestes a nascer.
Do outro, o Executor X invade a audiência para cometer um atentado contra o Magneto.
Em determinado momento, o Scott acaba sendo derrotado e uma arma modificada é usada para retirar, ou melhor, suprimir de maneira intensa os poderes mutantes.
E o alvo… foi a Ororo. Aquilo foi a gota d’água.
O antigo vilão simplesmente volta a mostrar por que sempre foi um dos mutantes mais poderosos da Marvel. Em uma das cenas mais absurdas da temporada, Magneto domina completamente a situação, subjulga o agressor da Ororo e leva as autoridades que estavam julgando ele simplesmente para a estratosfera.
É uma cena que deixa muito claro o tamanho dos poderes dele.
Mas uma das coisas que mais surpreende vem perto do fim do episódio.
Nathan Summers finalmente nasce, fruto do amor entre Scott e Jean… ou pelo menos de uma parte dela.
Porque logo depois, outra mulher idêntica à Jean aparece na Mansão X pedindo ajuda.
E aí fica aquele silêncio.
Os X Men olhando sem entender.
A Jean que estava em pé…
e a outra Jean sendo carregada nos braços do Morfo.
E é nesse momento que a temporada deixa claro que as maiores ameaças talvez não venham apenas dos inimigos… mas também dos próprios segredos escondidos dentro da equipe.
Aqui começa uma parte que eu nunca acompanhei da série original, ali entre talvez a quarta e a quinta temporada da animação clássica, onde pode ter acontecido a troca entre as duas Jeans.
Exames posteriores revelam que a mulher que apareceu na Mansão era, na verdade, a verdadeira Jean. E é nesse ponto que chegamos a uma das maiores revelações da temporada: a Jean que há pouco tempo deu à luz o Nathan era, na verdade, a clone.
É o Senhor Sinistro quem revela isso a ela por meio de seus poderes.
E aqui entra uma parte que, pra mim, ficou muito justa na adaptação. A Rainha dos Duendes aparece, mas sem aquela sexualização desnecessária que algumas histórias deram à personagem. O foco está no conflito. Depois de brincar com a mente de praticamente todos os X Men incluindo o Gambit eles conseguem quebrar o controle que o Senhor Sinistro exercia sobre a clone da Jean.
No fim desse confronto, ela decide seguir seu próprio caminho, agora assumindo de vez o nome de Madelyne Pryor.
Mas os problemas estavam longe de acabar.
Um dos destinos mais tristes da temporada começa justamente com o pequeno Nathan. Descobrimos que o Senhor Sinistro colocou as mãos no recém nascido e o expôs ao vírus tecno orgânico, que começa a consumir o corpo do bebê.
Sem outra escolha, Madelyne e Scott entregam Nathan para Bishop, que viaja no tempo com a esperança de que ele encontre um futuro onde exista uma cura.
E olhando tudo o que acontece depois…
isso se prova uma ironia extremamente dolorosa.
Após a despedida da Ororo, a Mansão X começa a ficar cada vez mais silenciosa.
Uma das coisas que eu mais gostei foi justamente o vínculo que o Scott cria com as duas Jeans. E a ironia mora justamente aí.
Uma passou por toda a gravidez.
A outra não.
E a dor disso se aproxima muito de uma gravidez psicológica. É um sentimento que continua existindo mesmo quando a verdade vem à tona.
Enquanto isso, outra trama começa a ganhar força.
O relacionamento entre Magneto e Vampira se torna cada vez mais próximo.
E isso coloca o nosso amante das cartas numa posição extremamente dolorosa.
Porque durante anos o Gambit esteve ao lado da sua Mon Chère sem nunca poder fazer algo tão simples quanto tocá la.
Uma necessidade tão humana quanto o toque.
E chega um momento em que ele entende que talvez nunca possa oferecer aquilo que ela precisa.
É aí que ouvimos uma das frases mais bonitas e mais tristes da temporada:
“Existem coisas mais profundas do que a pele, Chère… mas até lá seremos apenas amigos.”
O coração do Gambit é partido.
Mas ele sai de cena da maneira mais digna possível.
Mesmo sofrendo.
E então chegamos ao momento que muda completamente o rumo da série.
Genosha.
O paraíso mutante.
Um lugar criado para que mutantes finalmente pudessem viver longe dos olhos da humanidade.
Mas não fora do alcance dela.
Porque uma das mensagens mais fortes dessa temporada é justamente essa: aquilo que o ser humano não entende… ou não consegue controlar… muitas vezes tenta destruir.
Madelyne agora vive em Genosha, trabalhando como representante da nação mutante, algo que sinceramente me deixou feliz de ver.
Ao mesmo tempo, Magnus quer que a Vampira governe ao lado dele.
Só que essa escolha cobra um preço enorme.
O rompimento entre ela e Gambit se torna inevitável.
Quando tudo parecia caminhar para uma noite de celebração, Cable surge desesperado tentando impedir uma tragédia.
Antes de ser puxado novamente pelo fluxo temporal, ele encontra Madelyne.
Mãe e filho se reencontram por alguns segundos.
E tudo o que ouvimos dele é:
“Sinto muito, mãe.”
Pouco depois…
o inferno começa.
Mutantes começam a morrer.
Os resgates começam.
A evacuação vira prioridade.
E um Sentinela colossal aparece devastando Genosha.
Com a aparente morte do Magneto e Genosha completamente destruída, somos presenteados com um dos finais de episódio mais marcantes que eu já vi em uma animação da Marvel.
O último romântico. O nosso amante das cartas. Gambit impede que sua Chère se sacrifique e escolhe enfrentar sozinho aquele monstro. Como ele mesmo diria: “As cartas sempre estão a meu favor.”
O resto… a gente já sabe. A Vampira perde o homem que mais a amou. E tudo termina com uma frase que, sinceramente, ainda dói de ouvir:
“Fofo… eu não consigo sentir você.”
Com o velório do Gambit, o tom da série muda completamente.
A Vampira passa a lidar com o luto indo atrás de respostas sobre quem foi o verdadeiro responsável pelo massacre de Genosha.
Nesse meio tempo a série ainda nos presenteia com participações de personagens como Thaddeus Ross e Steve Rogers, além de outros rostos conhecidos que vão aparecendo conforme a temporada avança.
Em determinado momento descobrimos que Magneto sobreviveu aos acontecimentos de Genosha, mas estava preso com um colar capaz de suprimir seus poderes.
Enquanto isso, os X MEN ’97 seguem atrás de Trask em busca de respostas.
Mas antes disso somos apresentados a uma das revelações que mais me deixaram revoltado.
Charles Xavier estava vivo.
Enquanto a Terra afundava cada vez mais no preconceito contra os mutantes, Charles vivia ao lado da Lilandra no Império Shi’ar, enfrentando seus próprios conflitos políticos.
Mas quando sente psicicamente o massacre de Genosha…
ele entende que precisa voltar para casa.
Ao mesmo tempo, a Vampira encontra Trask, que já havia sido transformado em um Prime Sentinela.
É o início da Operação Tolerância Zero.
Os Prime Sentinelas atacam a Mansão Xavier enquanto Bastion revela ao Senhor Sinistro que eles são criados a partir de seres humanos comuns.
O famoso lobo em pele de cordeiro.
Qualquer pessoa podia ser um Prime Sentinela.
Com a fuga do Magneto e o retorno de Charles…
os X MEN ’97 são reunidos mais uma vez.
Com todos os acontecimentos até então, Magnus toma a decisão que muda completamente o rumo da temporada: desliga a energia de todo o planeta.
Depois de descobrir que Charles estava vivendo ao lado da mulher que ama enquanto Genosha queimava, Magneto perde completamente a esperança.
Não existe mais convivência.
Só resta proteger os mutantes a qualquer custo.
A Vampira e Roberto da Costa ficam ao lado dele.
Ela pela perda do Gambit.
Ele por ter sido entregue pela própria mãe aos Sentinelas.
Enquanto Magneto constrói o Asteroide M, a Terra mergulha no caos.
Os X Men se dividem em duas equipes para enfrentar Bastion, Senhor Sinistro e o próprio Magneto.
E aqui os uniformes clássicos dos quadrinhos finalmente aparecem.
O uniforme marrom do Wolverine.
A Jean como Garota Marvel.
Os clássicos azul e amarelo.
Scott ainda entrega um novo uniforme para Cable e faz uma referência divertida aos filmes da Fox.
Outro momento bonito é quando Jean admite que lembra de toda a gravidez do Nathan.
É bonito.
E ao mesmo tempo muito triste.
Durante a batalha final, Wolverine tem todo o adamantium arrancado do corpo pelo Magneto em uma adaptação direta dos quadrinhos.
Bastion é derrotado. O Asteroide M ameaça cair na Terra. Scott e Jean se despedem do filho. Jubileu e Roberto conseguem escapar. Jean e Scott acabam indo parar no futuro, onde encontram Nathan ainda jovem.
Já Xavier e Magneto despertam no Egito. E ouvimos um nome que qualquer fã dos X Men conhece.
En Sabah Nur.
A série conseguiu trazer novos ares respeitando tudo o que aconteceu na animação clássica, e acho que esse foi o maior acerto dela.
O Charles não é totalmente bom.
Muito menos o Magneto é esse mal absoluto.
E é justamente isso que torna tudo tão interessante. Você entende os dois. Você entende por que cada um acredita estar fazendo o certo.
Durante o apagão provocado pelo Magneto, vários heróis da Marvel aparecem, como Capitão América, Homem de Ferro, Pantera Negra, Samurai de Prata, Homem Aranha e, claro…
o Demolidor impedindo o caos em Hell’s Kitchen.
Simplesmente meu favorito apareceu ali.
A apresentação do Bastion também rende muitos momentos bons.
Pra mim, foi um vilão marcante, com um design excelente.
Genosha também foi um dos maiores acertos da temporada.
Durante alguns episódios eu realmente senti que aquele poderia ser o lugar onde os mutantes finalmente viveriam em paz.
Infelizmente… não foi possível. E talvez essa seja a maior qualidade de X Men ’97.
Ela mostra que os heróis não são 100% mocinhos. Eles têm limites.
Sofrem.
Erram.
E vivem constantemente na linha entre continuar acreditando no sonho do Xavier ou colocar um fim definitivo naqueles que acreditam merecer isso.
Bom, galera, atualmente a segunda temporada já está rolando e está indo para o episódio 5, então aguardem as reviews dos episódios iniciais.
E já adianto uma coisa…
o que aconteceu em Genosha com o Gambit não vai ser a única tragédia.
Além disso, o gancho do final da primeira temporada só me deixa ainda mais animado.
Ver Apocalipse aparecendo em Genosha, encontrando uma carta do Gambit e deixando no ar que ele pode se tornar um dos Cavaleiros do Apocalipse algo que já aconteceu nas HQs foi uma forma excelente de preparar o terreno para o que vem pela frente.
No fim das contas, X Men ’97 pega grandes arcos dos quadrinhos, respeita a essência deles e cria uma história única.
Mas é isso por enquanto. Esse texto já ficou enorme. Se você leu até aqui, muito obrigado.
Espero te ver na próxima. E até lá…
A MIM, MEUS X MEN!
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Fã número 1 de Demolidor, leitor ávido de quadrinhos e nas horas vagas lutador de Muay Thai

