Conheça mais de Warhammer Survivors.
Como superar uma fórmula que para a maioria, já parece ter sido vencida? Como inovar dentro de um gênero que viu seu auge chegar rápido, bagunçar o mercado e logo em seguida, perder boa parte do entusiasmo que ele mesmo criou? Pior: como convencer investidores e trabalhadores a dedicarem seu tempo a um projeto que, olhado de fora, poderia parecer apenas mais uma variação de algo já considerado “exaustivo”?.

Bom, esse me parece o principal e mais difícil trabalho que Warhammer Survivors vai tentar responder. A nova aposta da franquia, mais uma vez sob comando da Auroch Digital que também desenvolveu recentemente o tão elogiado Warhammer Boltgun; agora eles seguem em frente com a tentativa de apresentar e criar uma sólida porta de entrada para esse gigantesco universo, dessa vez apostando em um action roguelike 2D.
A proposta é simples: hordas absurdas de inimigos ocupando sua tela, progressão acelerada e perigosa, habilidades que vão se acumulando e uma sensação familiar de que sobreviver pelos próximos vinte segundos, já é uma vitória pessoal.
Vou contar pra vocês nessa review a minha experiência testando a review de Warhammer Survivors, que você também pode testar no exato momento da publicação dessa matéria.
Quando universos se colidem
Talvez uma das decisões mais inteligentes que eles já escolheram apresentar nessa demo, logo de início, foi que Warhammer Survivors não pretende existir preso apenas à uma cronologia. Pelo contrário. A sacada mais esperta foi apresentar também uma fase ambientada no tempo de Age of Sigmar, mudando não apenas o contexto visual da experiência, mas praticamente tudo oque dá forma a ela.
E isso foi muito além de trocar cenários ou estética de personagens. O clima mudou. As habilidades mudaram. Até a maneira como você pensa a sua sobrevivência, precisou ganhar outra direção.
No primeiro olhar você pode até achar parecido demais, mas basta alguns minutos dedicado a sobreviver e cumprir objetivos pra você perceber que não é assim.
A variedade de habilidades também contribui muito pra isso, mudando drasticamente o ritmo com que você precisa se locomover pelo ambiente. Senti, por exemplo, que a fase 40k é disparada mais rápida do que a de AgeofSigmar, mesmo que a princípio pudessem te dar a impressão de serem parecidas demais.
Não faltam elogios também para a direção de arte, que sem precisar fazer alarde ou exagerar nos contrastes, dá personalidade para as duas experiências em sua própria
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“No gods or kings. Just ducks.”
