A queda de braço entre a carne cibernética e o metal imortal ganhou um novo e massivo capítulo. A Bulwark Studios e a Kasedo Games trouxeram a público no final de maio o aguardado Warhammer 40,000: Mechanicus II, sequência direta do aclamado título de estratégia tática de 2018.

Se o primeiro jogo estabeleceu um padrão ouro para as adaptações da franquia da Games Workshop, este segundo passo chega ao mercado com ambições muito maiores — e uma recepção consideravelmente mais turbulenta.
O jogo, que vem sendo destaque em transmissões oficiais da comunidade de estratégia, tenta morder mais do que seu antecessor, expandindo drasticamente a escala do combate tático e da gestão de recursos.
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=g1ATSF2dUtU
O despertar dos Necrons contra a fé do Omnissiah
A grande virada de chave em Mechanicus II está na dualidade da campanha. Enquanto o primeiro jogo colocava o jogador estritamente sob as vestes dos sacerdotes cibernéticos do Adeptus Mechanicus, a sequência abre os portões para o outro lado da trincheira.
A experiência agora se divide em duas perspectivas drásticas:
- Adeptus Mechanicus: Os acólitos tecno-religiosos retornam com sua busca obsessiva por conhecimento e tecnologia antiga, utilizando modificações corporais, dogmas sagrados e as ordens do Omnissiah para esmagar os inimigos com lógica e precisão cirúrgica.
- As Legiões Necron: Pela primeira vez na subsérie, é possível assumir o controle dos antigos, imortais e implacáveis Necrons, acordando de seu sono milenar. A jogabilidade foca em ressuscitar tropas no campo de batalha e subjugar os invasores orgânicos com tecnologia de desintegração molecular.
- Gestão de Duas Camadas: O jogo acelera o ritmo dos combates táticos em turnos e introduz um gerenciamento estratégico macro de nível planetário, onde o destino de um mundo inteiro é decidido pelas escolhas de movimentação de tropas e alocação de recursos.
O veredito do público: Uma recepção mista
Apesar da escala ampliada e da inclusão da campanha Necron — um pedido antigo da comunidade —, o título não teve uma lua de mel tranquila. Com algumas semanas de mercado, o jogo estabilizou com o status de “Mistas” na Steam, somando mais de 1.650 análises.
A divisão entre os jogadores é clara. Por um lado, puristas da estratégia elogiam a velocidade renovada dos combates e a assimetria das duas facções. Por outro, críticos apontam problemas de balanceamento nas novas mecânicas de gestão e uma quebra na atmosfera intimista e claustrofóbica que tornou o primeiro jogo um clássico cult.
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