Boa Leitura!

Verho – Curse of Faces | PS5 Review

O título se trata de um RPG medieval sombrio inspirado em King’s Field — um dos primeiros projetos da aclamada FromSoftware para o PlayStation 1 e que serviu de base para o surgimento do gênero soulslike. Verho preserva o estilo visual e a jogabilidade retrô, mas agrega melhorias modernas de qualidade de vida que não eram comuns na época.
Verho
Agradeço ao grupo Patobah e ao estúdio CobraTekku Games por confiarem no meu trabalho e me darem a oportunidade de analisar Verho.

Premissa: A maioria dos RPGs posiciona o jogador como um herói com um propósito grandioso, em que o destino de tudo depende de suas ações. Em Verho, a abordagem é oposta: o mundo já ruindo chegou ao fim e a humanidade encontra-se à beira da extinção, sustentada e “protegida” apenas pela maldição das máscaras. Em momento algum o protagonista é incentivado a salvar a terra — a esperança dos sobreviventes se esgotou há muito tempo e os poucos que restaram permanecem estáticos esperando o fim, agarrando-se a vícios como cascas vazias do que um dia foram.

O “herói” é apenas mais um desses seres. A única força que o move é a determinação do próprio jogador em seguir em frente, superando os obstáculos e o desânimo geral enquanto tenta acender uma centelha de esperança em um vilarejo sem nome.

Tudo ao redor já foi corrompido pelo Caos, uma força interdimensional que se libertou trazendo demônios e abominações. Ainda assim, o protagonista não desiste ele busca entender a maldição das máscaras e livrar a região dessa influência maligna. Caberá ao jogador ir até o fim e decidir se usará os poderes adquiridos ao longo da jornada para o bem ou para o mal, ou se tombará pelo caminho como tantos outros.

Gameplay: Com visão em primeira pessoa, a jogabilidade bebe bastante da fonte dos soulslikes. No início, escolhemos uma máscara que define a classe inicial, concedendo equipamentos básicos e atributos específicos (o cavaleiro possui mais força e vitalidade; o ladrão foca em agilidade; o feiticeiro prioriza a inteligência). Esses atributos determinam as armas e magias que o personagem poderá utilizar e quais terão maior afinidade.

Verho

A movimentação é leve e ágil. Cada arma de combate conta com dois tipos de ataques: o rápido (mais fraco) e o carregado (um pouco mais lento, porém devastador). Há também diversos consumíveis para auxiliar na exploração, como poções de vida e mana, facas de arremesso, bombas e plantas que curam status negativos como envenenamento e sangramento. Para se mover e defender, o personagem conta com mecânicas diretas de pulo, corrida e bloqueio com escudo.

Verho

A variedade do arsenal merece destaque: enquanto muitos títulos independentes pecam na diversidade de combate, Verho permite personalizar a dinâmica de jogo com opções variadas para confrontos de curta ou longa distância.

Direção de Arte: Os desenvolvedores miraram no estilo visual do PlayStation 1 para a parte gráfica. Em contrapartida, a composição dos cenários e o level design são excelentes, retratando com maestria a atmosfera de uma civilização decadente. Cada elemento do mapa foi posicionado de forma a contar uma história ambiental, sem a necessidade de cenas de corte ou diálogos expositivos. O design dos oponentes e as ruínas antigas deixam clara a escala da destruição causada pelo Caos.

Verho

A trilha sonora é mais sutil e minimalista. Embora simples, ela cumpre o papel de enfatizar a sensação de perigo em áreas inóspitas, alternando para melodias calmas e suaves quando alcançamos zonas de descanso seguras.

Qualidade Técnica: Durante a experiência presenciei poucos problemas técnicos, concentrados em pequenas falhas nas caixas de colisão (hitboxes). Em alguns momentos, o personagem subia em geometrias indevidas e ficava flutuando no ar. Fora isso, não encontrei erros graves ou travamentos que comprometessem o progresso ou desanimassem a jogatina.

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PATÔMETRO
Conclusão
Se você, assim como eu, é apaixonado pelas obras da FromSoftware, não pode deixar de conhecer Verho. Apesar dos gráficos intencionalmente antiquados, a obra carrega muita personalidade e certamente vai surpreender quem der uma chance. Há pontos a melhorar, mas entrega uma jornada rica que vale a pena ser jogada.
História
7
Gameplay
8
Gráficos
9
Trilha sonora
6
Qualidade técnica
8
Notas do Visitante0 Votes
0
7.6
NOTA FINAL

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