Agradeço ao grupo PatoBah, a Crystal Dynamics e a Aspyr por me concederem acesso à versão de Steam do título.

Tomb Raider Remastered traz a exploradora mais famosa dos anos 90, Lara Croft, de volta às suas origens em grande estilo. O pacote tenta conquistar o público mais jovem ao mesmo tempo que respeita o fã veterano que acompanha a franquia desde o início. Durante os jogos, acompanhamos as aventuras e desventuras de Lara em sua busca por objetos valiosos através de diversos países e monumentos históricos — como o Coliseu e tumbas no Egito — enquanto enfrenta inimigos e escapa de armadilhas mortais.
Premissa
Controlamos a personagem feminina mais icônica do mundo dos videogames em sua viagem ao redor do mundo, invadindo ruínas atrás de relíquias antigas. Ao mesmo tempo, enfrentamos todo tipo de oponente: além de humanos, há leões, gorilas, lobos e até múmias que atiram bolas de fogo e explodem ao morrer — algo que apenas o “suco” dos anos 90 poderia proporcionar. A história é contada através de pequenas cenas e diálogos, mantendo-se fiel aos originais.
A adaptação para a modernidade
A missão mais importante e difícil de um remaster é modernizar a experiência para além dos gráficos e texturas, traduzindo a jogabilidade para novos jogadores e trazendo funções de qualidade de vida. Infelizmente, é aqui que Tomb Raider falha. A movimentação com os controles modernos não satisfaz e cria situações inconsistentes, causando pulos falhos e travamentos, o que me fez preferir o modo “tanque” clássico em diversos momentos.
Para os jogadores antigos, a experiência será familiar, já que o level design é o mesmo e os segredos permanecem nos mesmos locais. Contudo, os novatos certamente estranharão tanto os controles quanto a dificuldade planejada para frustrar, com hordas de inimigos e armadilhas que desafiam a lógica devido a caixas de colisão (hitboxes) imprecisas.
Direção de arte
Com certeza, este é o ponto onde o jogo mais brilha. A atualização visual traduziu muito bem os gráficos para a geração atual, com melhorias gritantes na iluminação e na distância de renderização, transformando completamente os cenários. Já a parte sonora não foi retrabalhada, e arrisco dizer que não havia motivos para tal: a trilha sonora é simplesmente perfeita e um show à parte. Os diálogos e o design de áudio poderiam ter recebido algum polimento, mas não chegam a ser um problema real, dado que já eram bem feitos em 1996.

Qualidade técnica
Em relação aos bugs, o título possui vários, incluindo pulos com alturas inconsistentes, comandos que falham (como o de agarrar em bordas) e colisões mal ajustadas. Um exemplo claro ocorre na luta contra Pierre, no segundo capítulo do primeiro jogo, na qual o inimigo consegue atingir o jogador mesmo sem linha de visão ou estando de costas. Também enfrentei problemas técnicos na Steam que corromperam boa parte do meu progresso. Embora não esteja injogável, esses problemas certamente causarão frustração, especialmente em jogadores novos.
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Apaixonado por jogos que desafiam, especialmente no cenário indie. Produzo análises com opinião honesta, senso crítico e compromisso com a transparência editorial.
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