Boa Leitura!

The Mound: Omen of Cthulhu | PC Review

The Mound: Omen of Cthulhu veio pra mim absolutamente do nada! Eu não sabia nem da existência dele até meu primo me indicar pra gente jogar nas nossas noites de coop. Como a gente gosta muito de jogos de sobrevivência, ação, terror e dos contos do H.P. Lovecraft, ele não poderia ter vindo em melhor hora.
The Mound

The Mound: Omen of Cthulhu é um jogo de sobrevivência e terror focado no coop e em missões de extração. Desenvolvido pela ACE Team e publicado pela Nacon, o game tá disponível pra PC, PS5 e Xbox Series X|S.

HISTÓRIA

Por ser um jogo focado no coop e em cumprir contratos por missão, a história acaba sendo contada por partes. Em cada contrato você precisa concluir um objetivo pra liberar mais informações do enredo, então de início fica meio confuso de juntar as peças — ainda mais no meio do caos e da correria da jogatina em grupo.

Mas a lore é bem bacana: ela se inspira direto no universo de Lovecraft e no conto The Mound (O Outeiro). Conforme você resgata NPCs ou acha registros dentro dos fortes antigos, você vai entendendo o contexto macabro da região e o que tá acontecendo ali.

GAMEPLAY

A gameplay é focada na sobrevivência por missões. Você aceita contratos que estipulam o total de riquezas necessárias pra extrair e os tipos de armas liberados, o que já mostra o grau de dificuldade da partida. Além de coletar os espólios e jogar na carroça pra voltar em segurança, você precisa fazer pequenos objetivos, como salvar um NPC ou investigar o mapa.

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Entre uma missão e outra, você usa as riquezas que conseguiu salvar pra comprar e melhorar seu equipamento na base. Essa dinâmica de risco e recompensa dá um peso muito maior para cada escolha, porque se o grupo ganha, todo mundo evolui, mas se perder… o prejuízo na preparação da próxima partida é real.

O arsenal tem armas de perto (facas, sabres, espadas e machados) e de longo alcance (pistola, mosquete, arco e flecha e besta). Um detalhe muito legal é que toda missão mostra como vai estar o clima: chuvoso, nublado ou ensolarado. Isso interfere direto no jogo, porque em momentos de chuva as armas de fogo não funcionam por não acenderem o pavio. É uma sacada sensacional que melhora demais a imersão!

E por falar em imersão, é aqui que o jogo brilha de verdade. Pode parecer simples você ter que pegar tesouros, jogar na carroça e fugir, mas não é por aí. Além de lidar com cultistas fanáticos e criaturas bizarramente macabras que te caçam pela floresta, o jogo brinca com um sistema de sanidade: conforme você vai passando tempo no mapa, você começa a ver e ouvir coisas. Por isso é essencial usar o voice do próprio game, porque com o áudio em 3D a experiência fica de outro nível.

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O tempo passa e as coisas vão ficando bem difíceis, mais inimigos fortes vão aparecendo e tudo começa a não parecer certo. Você vê coisas que não existem — ou que podem existir, mas fica difícil distinguir! Teus próprios amigos começam a aparecer pra você como monstros ou até árvores saltitando, hahaha! Não é brincadeira!
Outra coisa muito bacana: quando um amigo morre, a floresta engole ele e devolve o cara corrompido. Nisso a máquina toma conta do personagem dele até ele matar outro amigo ou ser “morto” por vocês. Aí você “reza” pra ele e ele volta, mas tem um número limitado de vezes que isso pode acontecer.

DIREÇÃO DE ARTE E PERFORMACE

Sobre a direção de arte, o jogo é lindíssimo mesmo! O trabalho gráfico é surreal e retrata bem demais o terror cósmico que o Lovecraft idealizava nos contos dele. O clima de desespero não vem só dos monstros, mas da sensação constante de pequenez, das ruínas antigas cobertas de névoa espessa e da iluminação que te deixa sempre na dúvida do que tá te espreitando na escuridão.

The Mound

Mas com toda essa beleza vem aquele problema rotineiro de performance que acaba desagradando todo mundo. Se você tiver um PC minimamente decente vai conseguir desfrutar do visual, mas prepara pra encarar umas quedas de quadros — principalmente naqueles momentos mais caóticos onde a névoa acumula com vários efeitos de tiro e inimigos na tela ao mesmo tempo.

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PATÔMETRO
Conclusão
No fim das contas, The Mound: Omen of Cthulhu foi uma grata surpresa. Ele pega uma ideia simples de coletar e extrair e transforma num teste de nervos entre amigos, onde a paranoia e as risadas andam juntas. Se você curte o universo do Lovecraft e tem uma galera pra jogar, vale muito a pena dar uma chance.
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