The Fissure é um jogo de aventura narrativa e visual novel desenvolvido pela eastasiasoft e SMV Games, sendo publicado pela primeira.

O jogo foi lançado para PC, PlayStation 4 e 5, Xbox One e Series X|S e Nintendo Switch no dia 08 de julho de 2026. Agradeço às desenvolvedoras pela licença fornecida para essa análise.
HISTÓRIA/PREMISSA
A história de The Fissure acompanha um jovem chamado Nahuel que retorna para sua cidade natal, San Adraín. Entretanto, a cidade e, principalmente, a casa de sua mãe parecem familiares demais, mesmo sem ele visitar aquele lugar anteriormente.
Quanto mais Nahuel investiga e explora a casa, mais coisas estranhas começam a acontecer. A mesa da cozinha aparece arrumada e com um chá pronto, mesmo sem ter ninguém em casa, o quarto aparece com a cama arrumada mesmo sem Nahuel ter mexido nela. O sobrenatural é muito presente ali.

Acompanhando a história do jogo, Nahuel deverá descobrir os segredos que a casa e San Adraín escondem e descobrir mais sobre si e sobre sua conexão com aquele lugar. Infelizmente, a narrativa falha em cativar o jogador e mantê-lo preso com o que poderá acontecer mais adiante.
GAMEPLAY/JOGABILIDADE
A jogabilidade é bem simples, como todo bom visual novel. A história é contada pelos textos de narração e diálogos, com a única opção de passar para o próximo bloco de texto.

As escolhas aqui são bem raras, posso contar nas mãos as escolhas feitas em uma playthrough inteira. O jogo, inclusive, parece te induzir a fazer uma escolha preferencialmente à outra, por conta das várias dicas bem diretas nos diálogos que apontam diretamente para uma escolha a ser feita logo em seguida.
Sobre a parte técnica das mecânicas, o jogo tem também opções de passagem automática dos textos para facilitar quem está jogando em um ritmo mais acelerado e não deseja clicar o botão toda vez. Além disso, o jogo incentiva o fator replay com a galeria de cenários visitados e de finais que você alcançou.
DIREÇÃO DE ARTE/TÉCNICA
Na direção de arte, foi onde esse jogo me decepcionou. Em visual novels, esperamos uma boa história a ser contada e artes que sejam bem produzidas, uma vez que não é necessário muito movimento e nem muitas animações no jogo. Entretanto, The Fissure possui um visual genérico e que não se destaca da multidão de jogos do gênero.

Além disso, a trilha sonora também soa bem genérica e erra o timing das cenas com certa frequência. Ao tentar criar uma ambientação mais madura e sombria, o jogo acaba acertando no desconforto com músicas desconexas com a narrativa sendo contada e, muitas vezes, com loops que não encaixam muito bem entre si.

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Mestrando em Química Analítica e gamer desde sempre. Maior defensor da CD Projekt Red

