Boa Leitura!

The Drifter | Nintendo Switch Review

The Drifter é um jogo point and click e de aventura no estilo pulp desenvolvido e publicado pela Powerhoof. O jogo foi lançado em 17 de julho de 2025 para PC e será lançado no dia 22 de junho de 2026 para Nintendo Switch e Nintendo Switch 2.
The Drifter

Agradeço imensamente à Powerhoof pela licença e pela oportunidade de testar e fazer essa review de The Drifter.

HISTÓRIA/PREMISSA 

A campanha é contada pelo ponto de vista de Mick Carter, um andarilho que está retornando para a cidade que havia deixado para trás devido ao velório de sua mãe. Sem dinheiro para transportes tradicionais, o jogo começa com Carter saltando em trens para conseguir chegar ao velório a tempo. 

Quando o trem para, ele abre o vagão para poder descer na cidade, mas é surpreendido com um esquadrão de soldados altamente equipados e atirando para matar. Mick testemunha o assassinato do outro andarilho que o acompanhava e segundos depois também é assassinado. Entretanto, a história não termina por aqui. Após sua morte, o mesmo vê uma luz e sofre com uma dor excruciante. O resultado dessa experiência é ver a si mesmo vivo novamente, segundos antes da sua morte e lembrando de tudo que aconteceu.

Carter consegue escapar com vida do trem, mas não sem lutar pela própria vida. Na fuga, ele cai de uma ponte e encontra alguns outros moradores de rua que conheceu no passado. Sem bateria e sem saber o endereço de sua irmã, Mick precisa achar uma forma de carregar o celular e começa a revirar um carro que estava ali perto. Entre o vai e vem de procurar peças para fazer um reparo rápido e ligar o motor para carregar seu celular, uma repórter o interroga a respeito de como é morar nas ruas e outros assuntos.

Entretanto, as coisas desandam muito rápido. Os soldados que tentaram matar Mick instantes atrás estão de volta e sequestram a repórter. Bill, um antigo amigo, é brutalmente assassinado. O caos da luta pela vida e a ganância de continuar vivendo, nem que sejam segundos a mais, fazem Carter ter alucinações e ver pessoas que não estão ali. A fuga é desordenada e desesperada, mas sucedida.

Após essa noite conturbada, Mick Carter tem objetivos claros, encontrar sua família no funeral de sua mãe e descobrir a respeito desses soldados que ainda estão tentando matá-lo e sequestraram uma jornalista inocente.

GAMEPLAY/JOGABILIDADE

Como um jogo point and click, a jogabilidade é mais simples do que outros gêneros. Você interage com o cenário em busca de novas informações e pode coletar alguns itens importantes para acessar áreas novas e avançar na história. Diferentemente de outros jogos do gênero, The Drifter foca mais em ser um jogo com ritmo mais acelerado, diminuindo a frequência que o jogador retrocede no cenário para descobrir mais coisas e aumentando a frequência de momentos com entradas temporizadas e tensão.

The Drifter

Para adaptar a mecânica de interação com o cenário para o console, foi feito um sistema genial. O analógico direito serve como cursor, podendo ser rodado em uma circunferência que indica todos os pontos interativos do cenário. Para interagir, pode-se utilizar os botões faciais ou o gatilho do controle, emulando ainda mais um clique de um mouse. 

Buscando uma jogabilidade melhor, esse sistema sacrifica um pouco da exploração do gênero. Ao invés de clicar em cada centímetro quadrado da tela, agora é possível ver claramente todos os objetos interativos em uma boa distância do protagonista. Na minha opinião, foi uma troca que equilibrou bem a mecânica central do gênero com um controle de um console e sacrificou a exploração dos cenários, mas os prejuízos são muito menores quando comparados aos benefícios desse sistema.

The Drifter

DIREÇÃO DE ARTE/TÉCNICA

The Drifter é um colírio aos olhos. O jogo tem animações em pixel art lindas e tão detalhadas que supera até mesmo jogos realistas de gerações passadas. É até difícil expressar com palavras o que esse jogo conseguiu alcançar no quesito de gráficos e imersão.

Quando se trabalha com resoluções menores (com resolução, entenda a capacidade de distinguir dois objetos próximos como diferentes) o nível de complexidade em retratar pessoas e cenários aumenta exponencialmente. Com milhões de polígonos e texturas extremamente detalhadas, a capacidade de expressar sentimentos e reações das personagens é muito maior, retratar expressões faciais é bem mais fácil.

Entretanto, mesmo com a dificuldade de criar um jogo com pixel art, The Drifter consegue transmitir tudo de maneira orquestral. Desde a reação e o sentimento intenso que Mick tem ao morrer pela primeira vez, até a animação de um guarda-chuva abrindo por conta de um vento e caindo ao chão, o nível de detalhe que foi possível alcançar com esse estilo de gráfico é simplesmente incomparável.

A violência dos assassinatos, a ânsia de permanecer vivo para encontrar sua família, o terror da fuga de inimigos mais numerosos e poderosos, tudo isso sem necessitar de modelos 3D altamente detalhados e texturas ultrarrealistas. The Drifter é prova viva que direção de arte não se resume em fazer algo cinematográfico, mas sim com intenção, onde cada mínimo pixel de uma imagem possui um propósito na composição e a obra final não ficaria completa sem esse pixel.

The Drifter

A trilha sonora é outro ponto que brilha nesse jogo. Momentos de tensão, calmaria e desconfiança são altamente melhorados pela presença das músicas de fundo, que trazem cada vez mais imersão na história e nos cenários. Cada instante desse jogo fica mais imersivo com as músicas que foram cuidadosamente criadas e inseridas nos momentos certos.

O resumo é que The Drifter é um jogo proposital. Tudo que se vê nesse jogo tem um propósito de estar ali. Seja construindo a imersão com cenários e trilha sonora ou seja um objeto que vai ser útil para apenas uma única coisa na história inteira, tudo nesse jogo recebeu o mesmo carinho e atenção aos detalhes, formando uma obra prima interativa e eletrônica.

The Drifter | Nintendo Switch Review The Drifter

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PATÔMETRO
Conclusão
The Drifter é um jogo point and click e de aventura no estilo pulp desenvolvido e publicado pela Powerhoof. Com uma campanha extremamente densa e envolvente, o jogo entrega uma experiência única que possui ritmo mais rápido do que o usual do gênero. Os gráficos são em pixel art e são um colírio para os olhos, com detalhes e animações meticulosamente adicionados para formar uma composição final digna de ser chamada de obra-prima. A trilha sonora melhora muito toda a experiência e aumenta ainda mais a imersão. Um dos melhores que joguei esse ano e um prato cheio para quem é fã de jogos point and click e até mesmo que, assim como eu, terão sua primeira experiência com o gênero através de The Drifter.
Notas do Visitante0 Votes
0
PROS
Campanha envolvente e densa, uma das melhores que joguei;
Direção de arte impecável e trilha sonora brilhante;
Jogabilidade bem adaptada para controles;
CONTRAS
O jogo chega ao fim.
10
NOTA FINAL

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