Boa Leitura!

The Adventures of Elliot: The Millenuim Tales | PC Review

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The Adventures of Elliot: The Millenmium Tales é um jogo de RPG de ação com perspectiva Isométrica e câmera fixa em HD-2D, porém com cenários e ambiente em 3D, feito em uma pixel art lindíssima, desenvolvido pela Square Enix, juntamente com a  Claytechworks e publicado pela própria Square dia 18 de junho de 2026 e atualmente disponível para PS4, PS5, Xbox Series, nintendo Switch, Nintendo Switch 2 e PC.
The Adventures

Então fica nosso enorme agradecimento à Square Enix que notou nosso trabalho e cedeu uma cópia do jogo para o Review, Valeu Square, tamo junto!

1 – HISTÓRIA E ENREDO – 9

Na história do jogo você encarna a persona de Elliot e logo no começo nos entendemos tanto o contexto do protagonista como uma boa parte da história do mundo.

Elliot é um aventureiro, que faz incursões fora das muralhas do reino de Huther. Reino esse que é protegido por uma barreira de magia branca, que é mantido pela princesa Heuria, uma das poucas pessoas vivas que consegue conjurar magia.

Logo, a princesa leva uma vida isolada no castelo, para proteger a cidade, e tal responsabilidade é passada de geração para geração, pois o mundo vive em uma época em que os monstros se espalharam e varios grupos numerosos e é justamente essa barreira que os mantém afastados do humanos.
Sim, no melhor pique de Attack on Tittan.

Elliot logo se revela como um herói clássico de RPG: ele é carismático, otimista, bondoso, correto, honrado e por ser um órfão também é caridoso e ajuda a cuidar de crianças em um orfanato.

Elliot é convidado a servir o Rei em uma missão para adentrar em ruínas próximas ao castelo, pois um grupo que foi até lá acreditando poder conseguir novas informações e também possivelmente melhorar as defesas do castelo acabou sendo abatido, e após realizar essa primeira missão, Elliot encontra um tomo de um livro que fala a respeito de um portal que fica nessas ruínas que dá acesso a outras eras do mundo.

Nesse episódio, um dos conselheiros do rei desobedece uma ordem direta e entra no portal, com o objetivo de viajar no tempo e mudar o curso da história.

Nesse momento, Elliot é enviado em mais uma missão para impedir tais atos de traição e salvar o mundo. E é aí que a história começa.

E o jogo todo se concentra nessa dinamicidade, de uma história simples, um mundo vivo, muito bem ambientado e com uma ótima jogabilidade.

2 – GAMEPLAY E MECÂNICAS – 10

2.1. A Riqueza do mundo

O gameplay do jogo evolui à medida que o jogador avança na história, então sem dar muitos spoilers, a partir de certo momento o jogador passa a ser acompanhado por uma fadinha chamada Faie, que na verdade apenas elliot consegue enxergar, por algum motivo misterioso, e Faie se torna uma das nuances mais criativas do gameplay.

A Fadinha, além de companheira, se torna a spellcaster de elliot, conseguindo conjurar 5 magias ao longo do jogo, que se revelam muito úteis em combate, mas principalmente na resolução de puzzles que estão espalhados no mundo inteiro do jogo.

e por falar em mundo, há de se destacar aqui a capacidade que a Square teve de criar um mundo vivo, dinâmico e bonito, não apenas por sua arte, mas também por sua história, pois a partir de certo momento do jogo o jogador também passa a poder acessar outras eras da história, indo séculos no passado o jogador pode ver como cada era impacta não apenas a vida e a cultura das pessoas que vivem naquele local, mas também pode ver como a ação do tempo age no cenário, na história, na memória, costumes, intrigas, rivalidades e todas as nuances sociais que se possa imaginar.

The Adventures

Determinadas eras do passado parecem muito mais tecnológicas que a era presente da qual Elliot tem origem, ademais, outras são muito mais tribais, repletas de rituais sociais e temores já superados em outros tempos. Trocando em miúdos, a Square conseguiu criar um arcabouço histórico muito denso e explorável dentro do proprio jogo porque o jogador não apenas lê sobre como era o mundo antes dele, ele vai la e experiencia aqui diretamente, coisa que poucos jogos conseguiram fazer com tanto afinco.

Isso impacta diretamente outro ponto do gameplay: a exploração.

2.2 Exploração.

Como você visita por vezes o mesmo local porém em eras distintas, algumas passagens, locais, segredos e estruturas estão diferentes, então apesar de ser em tese o mesmo mapa em tempos diferentes, é como se em cada incursão no tempo voce na verdade estivesse passando por um mapa totalmente novo com elementos muito familiares. e por ser muito fácil viajar entre as eras (basta abrir o mapa do jogo e escolher qual era quer ir com o direcional), é muito interessante ver como aquele setor do mapa evoluiu e quais segredos pode guardar.

Mas, a exploração não se baseia unicamente nessa nuance temporal, explorar o mapa é deveras recompensador!

Existe uma side quest e reaver gatinhas espalhados por todo o mapa em todas as eras, isso por si só já teria o condão de fazer o jogador querer explorar o mapa, porém, no melhor estilo zelda, existem templos espalhados também por todo e mapa e em diferentes eras que garantem ao jogador o desbloqueio das magias utilizadas por Faie, mas também a possibilidade de reunir fragmentos das “gotas de vida’’ de Elliot, ao reunir 4 desses fragmentos, uma nova fração de vida é desbloqueada, funcionando como os corações de zelda.

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Fora outras dungeons que funcionam como passagens entre o mapa e também baús que podem guardar tanto os fragmentos de vida, dinheiro ou mesmo armas mais fortes e equipamentos para as armas.

2.3 Armas

E por falar nas armas, elas são um charme a parte do jogo.

Você consegue 7 delas, sendo 4 para combate corpo-a-corpo  (Espada, Lança, Martelo e Corrente) e 3 para distância (Boomerangue, bomba e arco e flechas).

Todas possuem o ataque comum e o ataque carregado, o que pode parecer simples, porém, à medida que você pega armas mais fortes do mesmo tipo você vai conseguindo armas com efeitos diferentes e além disso existe uma outra nuance: os cristais para as armas, seus equipamentos.

Sim, além das 7 armas você pode equipá-las com cristais que podem proporcionar os mais variados efeitos, por exemplo; você pode equipar um cristal em seu martelo que ao usar o ataque carregado você invoca 3 raios que causarão dano aos oponentes mais próximos. Ou mesmo você pode equipar um cristal nas suas bombas para que elas não explodam enquanto você as segure. Ou você pode equipar um cristal em sua lança que enquanto seu HP estiver em 100% um ataque extra será desferido toda vez que você usar o ataque comum.

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Como já deu pra perceber, são inúmeros efeitos, criando uma gama alta e variedade de possibilidades e personalização, fazendo com que cada jogador possa criar sua própria build e jogar da maneira que achar mais interessante. Porque apesar de simples, os inimigos podem pedir estratégias diferentes para serem derrotados, principalmente os chefes.

2.4 O Combate

Então, se as armas são um charme à parte, da mesma forma o combate o é.

Como já dito, ele é simples, como quase tudo nesse jogo, porém suas nuances é que lhe revelam o segredo e o esmero por trás de seu desenvolvimento.

Existe uma boa variedade de inimigos, que possuem diferentes formas, por exemplo, alguns lobos humanoides usam apenas suas garras para lhe atacar, então espere ataques melee bem rápidos, esses são azuis. Porém, às vezes aparecem alguns lobos marrons, esses atacam à distância usando discos, então espere ataques com uma dinâmica diferente. Existem ainda lobos que usam espadas.
Elefantes que usam martelos, elefantes que usam escudos, galos que usam lanças, ratos que lançam bombas, caracóis que se multiplicam, elementais de tipos variados fora os chefes.

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As boss fights a meu ver é ápice do combate, onde ele brilha de verdade pois consegue invocar a verdadeira essência de lutas com chefes: um inimigo claramente mais poderoso que o protagonista, que possui grande quantidade de vida, ataques fortes e um padrão de ataques que deve ser estudado e entendido pelo player, e claro, esse padrão muda ao atingir certo grau de vida, então se um chefe tinha um padrão de ataques X ao ter 100% de vida, provavelmente ao chegar em 50% de vida esse padrão vai incorporar alguma mudança em seus ataques e ao chegar as 25%, mais uma vez esse padrão muda, fazendo com que o jogador precisa avaliar qual a melhor arma, qual a melhor abordagem de aproximação, se existe alguma magia que pode ajudar no combate etc.

Os chefes oferecem de fato algum desafio, mesmo jogando na dificuldade padrão do jogo, o normal, cheguei a morrer em vários chefes, sendo preciso pagar (é a taxa do HP, um absurdo111) para poder continuar de onde estava antes de ter o HP zerado. As batalhas, também são um charme.

3 – GRÁFICOS E ESTÉTICA – 10

Porém a parte mais charmosa eu diria aqui que de fato é seu gráfico.

O estilo pixel art em HD-2D é um tipo de trabalho que vem marcando essas produções não apenas da Square Enix, mas toda uma nova leva de games que vem aderindo ao estilo.

E diferentes direções de artes podem chegar a resultados completamente distintos.

Se formos comparar, por exemplo, dentro da própria square temos os jogos de Dragon Quest Remake, do I ao III, mesmo sendo o mesmo estilo artístico temos aqui um tom aparentemente mais infantil.

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Fora da Square, se formos observar, por exemplo o game Replaced (excelente lançamento de 2026), podemos ver um foco maior na iluminação, trazendo uma penumbra mais densa que combina com o tom distópico do game e difere bastante de elliot, que traz algo muito mais mágico, explorando efeitos especiais, os moldes dos personagens, cenários 3D muito bem feitos e uma coesão incrível entre todos os seus elementos.

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A iconografia do jogo também faz lembrar os clássicos da Square, como o já citado Dragon Quest, apesar de ter sua própria e marcante identidade. O fato é: estilo, gráficos e direção de arte aqui são engrenagens que funcionam perfeitamente e entregam um resultado surpreendente.

4 – TRILHA SONORA E DESIGN DE SOM – 9

A trilhe evoca a todo tempo sentimentos de “uma aventura inesperada”, sendo por vezes lúdica e por vezes épica, porém sabendo aparecer nos momentos certos, crescendo quando necessário e silenciando quando o tema pede. É, de fato, uma trilha muito boa, que faz lembrar grandes clássicos dos RPGs como Final fantasy XII e Dragon Quest VIII.

O mesmo pode ser dito sobre seu design de som, é muito característico.

Cada arma possui um som distinto, cada fragmento do menu, os save poits, as magias, tudo ganha muita identidade com a parte sonora que complementa o show visual e o ótimo enredo.

5 – OUTRAS CONSIDERAÇÕES

Seria impossível falar de todos os aspectos do jogo sem criar um documento do tamanho de uma monografia, então vou me limitar apenas a este review (que já está extenso) e dizer que o jogo possui ainda muitas outras atividades não citadas por aqui para preservar aqueles que eventualmente ainda irão jogar.

O jogo possui diversas missões secundárias, colecionáveis, áreas para explorar, uma excelente recompensa pelas suas atividades, uma boa história, um ótimo gameplay, uma excelente progressão e uma duração bastante acertada.

É possível zerar em torno de 20 horas e para os “complecionistas”, é possível obter todas as conquistas em torno das 30 horas. Uma duração adequada a meu ver para o escopo do jogo.

Mais reviews: AQUI

PATÔMETRO
Conclusão
The Adventures of Elliot é um jogo que possui inspirações claras: Zelda, chrono Trigger, Dragon Quest, Final Fantasy, Senhor dos Aneis, talvez, mas o fato é que apesar de todas essas inspirações serem perceptíveis, ele consegue entregar por méritos próprios seu grau de identidade, em uma história de fato, com elementos já vistos antes, mas ainda assim original, e o mesmo pode ser dito sobre todos os aspectos de seu gameplay, trilha sonora e estética visual. É um jogo que se revela uma amálgama muito densa e bem feita de tudo que há de bom em grandes jogos já feitos anteriormente. Apesar das legendas em portugues fazerem muita falta aqui, o que poderia proporcionar acesso a um público muito mais amplo, ainda assim é possível apreciar o game, sendo um jogo indicado a todos que procuram uma história sobre heróis, viagens no tempo, reinos, bem e mal, espadas, escudos e muita, muita aventura! É um jogo que merece uma sólida NOTA 9, por toda a excelência que entrega em quase todos os seus aspectos e que merece uma atenção do público.
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NOTA FINAL

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