Boa Leitura!

Static Dread: The Submarine | PC Demo Review

Os filmes de guerra preencheram construíram tanto do nosso imaginário com o terror dos confrontos diretos, das cidades destruídas e dos aviões que surgiam do nada para dizimar completamente as nossas linhas, que nós simplesmente parecemos ter nos esquecido dos horrores que habitavam os mares. Das vidas perdidas sem que sequer alguém soubesse, até que percebêssemos um naufrágio.

Static Dread
Static Dread: The Submarine
Static Dread: The Submarine é a DEMO que trago hoje para vocês e que, trabalhando em cima de uma guerra que eles não nomeiam, resolve nos mostrar que há horrores capazes de penetrar submarinos e habitar dentro dos oceanos, sendo piores do que o som de aviões se aproximando da nossa posição.

Desenvolvido pela solarsuit.games e distribuido pela Polden Publishing, te convido a oportunidade de vivenciar a tensão de estar preso em um submarino sem saber se o perigo está dentro com vocês ou lá fora.

Submarino: Ambientação e Parte da gameplay

A DEMO começa com o nosso protagonista recobrando a consciência do que parece ter sido um impacto muito forte no casco do submarino. Temos então que correr para fora da sala em que estamos, fugindo no último segundo antes que uma porta seja fechada por um dos poucos sobreviventes dessa catástrofe além de nós, seu nome é Michael.

Michael está horrorizado com o que aconteceu com parte da tripulação por conta desse impacto e veremos que ele não é o único a ter sido afetado por ele.

Corremos, conhecemos Zack tentando desbloquear acesso a sala de controle e o ajudamos com isso. Avançamos para dentro dela e conhecemos Kelly, que junto do Capitão parecem estar tentando retomar controle do submarino.

Static Dread

Descemos correndo a pedido dos dois para o coração do submarino, onde encontramos, aos pranto, Sharon com o antigo chefe desse setor morto no seu colo. Ela é de longe a minha personagem favorita dessa DEMO.

Temos que escolher então entre pressionar Sharon ou não por uma resposta e pela sua ajuda no controle das temperaturas que começaram a disparar dentro do submarino mas, independente do que escolhemos, nós resolvemos isso e podemos respirar por pelo menos mais um minuto.

Esse incidente, que é o ponto de partida da DEMO, é o que nos promove ao cargo de Segundo em Comando. Fazendo com que, fora o Capitão, nós sejamos quem manda e desmanda dentro do submarino, o que trás também com o privilégio a responsabilidade de gerenciar o funcionamento da máquina, alocar os funcionários nas melhores posições e decidir se o objetivo final ou a vida deles, qual dos dois mais valem.

Nós no posto de Segundo em Comando, também passamos a sentir a mesma tensão do Capitão ao recebermos dele a mensagem de que temos cinco dias para resolver um problema funcional na máquina e que pode implodir ela a qualquer momento, acabando não só com a nossa vida como falhando no objetivo que nos trouxe até aqui. Ele não explica mais do que isso e nós somos jogados de volta para a gameplay.

Largados nessa situação, a DEMO abrange os dois próximos dias do nosso personagem promovido a esse posto, tendo que gerenciar pensamentos, sentimentos, controlar brigas e lidar com o que precisa ser feito nesse submarino que mesmo em movimento, ainda está sendo reparado em tempo real.

Esses danos diversos também podem ser agravados pelos nossos erros, que vão ocorrer tanto por escolher alguém errado para uma tarefa que outro seria melhor em executar quanto também quando assumimos o nosso posto original de controlador dos rades e, seja lá por qual motivo, erramos nas nossas análises e no tracejo da melhor rota para passarmos da área que estamos no dia. Isso pode fazer com que nos choquemos a rochas, sejamos atacados ou coisa pior. Quanto mais dano, mais próximos de falhar na missão, ficamos.

O trabalho que o jogo faz em manter esse medo ativo o tempo todo, pode também ser piorado pelo gatilho da claustrofobia, já que a todo momento o ambiente e oque nós precisamos fazer, acaba por nos levar a locais e salas cada vez mais apertadas. Onde nela moram sons que você pode não ser rápido o suficiente para se virar a tempo.

Inimigos

O maior deles é o submarino. É a atmosfera que os desenvolvedores optaram por trabalhar de tal forma que, mesmo não tendo me causado medo na maior parte da DEMO, ainda assim gera um desconforto constante no mar, muito ampliado também pelo excelente trabalho da equipe de som.

Por mais que cheguemos sim a enfrentar um inimigo que eu não quero explicar pra evitar spoilers, ele não é nada demais no que se refere a combate. Acaba sendo mais parte de uma discussão moral para fora do personagem, do que efetivamente sendo um combate desafiador.

Combate, por sinal, é algo que eu duvido muito que teremos como foco central desse jogo. A DEMO me passou muito mais a impressão de que nós seguiremos no produto final a nos sentir impotentes frente à imensidão desse oceano sem fim.

Vale a pena jogar?

Foi meu primeiro contato com uma experiência narrativa mais focada no suspense e que cria, por natureza, um sentimento de medo desde que eu finalizei Silent Hill 2.

Oque me leva a sensação agora, tendo fechado a demo, de que estou bastante satisfeito e curioso pelo que os desenvolvedores podem entregar para além do que eu já vi.

Imagino que o jogo não vá ser muito longo e que o fator rejogabilidade, baseado na combinação de decisões diferentes que você pode tomar ao longo do jogo, devem fazer com que zeremos pelo menos duas a três vezes. Algo que eu já me imagino fazendo.

Agradeço aos desenvolvedores da solarsuit.games pela oportunidade de testar a DEMO e aos amigos da Patobah por me deixarem cobrir pra vocês essa experiência. Aguardo novas notícias do jogo e espero poder trazer o produto final pra vocês.

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