Shard Squad é um survivor-like — gênero que se popularizou grandemente com Vampire Survivors. Lançado originalmente apenas para PC, a obra agora chega aos consoles Xbox Series, PlayStation 5 e Nintendo Switch. A versão analisada aqui é a do port para o portátil da Nintendo.

História: A trama nos apresenta os shards: criaturas mágicas e altamente inteligentes que enfrentam uma catástrofe iminente e lutam contra a própria extinção usando suas habilidades e conhecimentos. Tudo isso é conduzido por uma narração dublada de altíssima qualidade.
Um ponto que merece destaque é a rica biografia individual de cada criatura, além dos livros que vamos adquirindo ao completar certos desafios. Esses elementos trazem bastante profundidade ao universo do jogo e demonstram não apenas o cuidado na construção desse mundo, mas também como cada personagem foi pensado e trabalhado com carinho pelo estúdio.
Jogabilidade diversificada:
O título apresenta uma ótima variedade estratégica baseada na formação da equipe escolhida durante as partidas. Isso cria milhares de combinações que alteram a dinâmica dos combates. Cada shard possui três características principais que geram efeitos únicos: a propriedade “Apaixonados” de Sid e Nana, por exemplo, faz com que corações apareçam pelo mapa para recuperar a vida do jogador quando ambos estão no mesmo esquadrão. Portanto, cada escolha precisa ser bem planejada.

Por mais que seja um survivor-like (subgênero do roguelike), o título traz elementos de progressão permanente, como as relíquias e as refeições, que facilitam a vida do jogador ao lado dos itens aleatórios de cada rodada. Contudo, apesar da vasta diversidade de personagens e builds possíveis, os itens temporários não possuem tanta variedade, servindo basicamente para aprimorar atributos do líder, como dano, velocidade de recarga e área de efeito.
Foco na simplicidade:
Em uma época na qual os jogos tendem a ser cada vez mais complexos, densos e cheios de mecânicas sobrepostas, Shard Squad vai contra a maré ao apostar na simplicidade dos objetivos. A jogabilidade consiste basicamente em caminhar pelo mapa, esquivar dos inimigos e assistir à barra de experiência subir enquanto novos aliados surgem para criar o caos na tela com poderes especiais. Meus favoritos são os de cristal, e costumo optar pela característica “Garotas Mágicas”, que reduz o tempo de recarga dos ataques de todo o grupo.
Direção de arte:
Os gráficos utilizam uma pixel art belíssima e muito bem executada, com destaque para o visual dos oponentes, a interface do menu e, principalmente, os próprios shards. Eles contam com duas formas: a inicial comum e a versão evoluída, que ganha uma nova habilidade e um visual inédito bem trabalhado — uma clara e excelente inspiração nas evoluções da franquia Pokémon, mas com um toque autoral. A trilha sonora, por sua vez, é ótima e as músicas são relaxantes e combinam perfeitamente com a atmosfera leve da jornada.

Qualidade técnica:
Durante os testes, notei apenas pequenos detalhes visuais, sem presenciar falhas que atrapalhassem a progressão ou travamentos (crashes). Mesmo jogando no Nintendo Switch Lite, não enfrentei problemas de desempenho, o que demonstra o cuidado da equipe com a otimização e a acessibilidade para quem possui dispositivos menos potentes.

Agradeço ao grupo Patobah, aos desenvolvedores do time The Root Studios e aos responsáveis pela publicação, Nuntius Games e Vsoo Games, por me enviarem uma chave de acesso antecipado para o console da Nintendo.

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Apaixonado por jogos que desafiam, especialmente no cenário indie. Produzo análises com opinião honesta, senso crítico e compromisso com a transparência editorial.
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