Agradeço ao grupo Patobah e à Sabotage Studio por me concederem acesso ao jogo. Sea of Stars é un RPG baseado em turnos com visão panorâmica (top-down) e uma belíssima pixel art, desenvolvido e publicado pela equipe da Sabotage Studio.
Inicialmente, o título foi lançado apenas para PC e consoles, porém foi portado para aparelhos mobile recentemente.

É justamente essa versão que estarei analisando. Como já possuo experiência prévia com a obra, o foco principal será em como ela se comporta no celular. Vale ressaltar que estou jogando em um Samsung Galaxy S23.
Premissa
Sea of Stars nos conta a história de dois jovens com poderes mágicos que acompanharemos desde a infância até o momento em que se tornam Guerreiros do Solstício. A missão deles é lutar contra o Flashmancer, um mal que assolou o mundo décadas atrás e, ao ser banido, deixou sementes para continuarem seu legado. Os protagonistas são Valere, a monja combatente ligada à magia lunar que segue o caminho da deusa Luana, e Zale, o espadachim portador da magia solar, guiado pelo deus Solen. Antes do início, devemos escolher qual dos dois será o líder da equipe e, consequentemente, o personagem controlado. Isso não afeta a história ou seus acontecimentos e pode ser mudado a qualquer momento.
Os dois sonham em se tornar grandes aventureiros e, para provar seu valor, decidem invadir uma masmorra proibida junto de seu amigo Garl. Porém, são derrotados facilmente por um grupo de monstros logo na entrada e precisam ser salvos pelo diretor da Academia de Guerreiros, que prontamente os leva para a escola a fim de ensiná-los a lutar. Anos se passam e enfim a jornada “realmente começa”, com ambos mais fortes e preparados para encarar o mundo. A história é muito linda e marcante; com certeza a recomendo para todos.
Gameplay
Durante a exploração, utilizamos o lado esquerdo da tela do celular para mover os personagens, enquanto o lado direito serve como o botão de ação (nos consoles, utiliza-se o botão X ou A para interação). E para que serve o botão de ação? Para tudo! Podemos usá-lo para pular, escalar e interagir com objetos no cenário.
Durante o combate, temos algumas opções de movimentos: ataque físico comum, mágico e combo. Cada um tem sua função. O ataque comum, por exemplo, serve para recuperar pontos de mana e causa baixo dano. Já as habilidades mágicas precisam de pontos de mana para serem usadas e possuem efeitos além do dano, como a luz curativa de Zale. Por fim, o combo é o ataque combinado entre os personagens: seu dano é muito alto e seu medidor enche conforme atacamos os inimigos, permitindo armazenar até três pontos. Mais para a frente, desbloqueamos novas opções, como imbuir ataques normais com magia e muito mais.
A jogabilidade funciona muito bem. No começo fiquei com receio, pois o sistema conta com mecânicas de quick time event durante os turnos — nas quais precisamos apertar o botão de ação no momento certo para amenizar o dano sofrido ou causar mais dano ao atacar. Achei que, por estar jogando no celular, o toque não seria tão preciso, mas felizmente eu estava enganado e tudo funciona perfeitamente.
Direção de Arte
Aqui o título brilha. Seus gráficos são belíssimos e possuem uma pixel art muito bem construída e detalhada, além de uma iluminação aconchegante. A trilha sonora é um show à parte, com músicas que estão no mesmo nível de clássicos do RPG como Final Fantasy. Com cenários de tirar o fôlego, mesmo jogando em uma tela menor dá para ver todo o esforço e dedicação que o estúdio investiu para construir um mundo vivo com personagens marcantes. Com certeza um marco para os jogos indie no geral.
Qualidade Técnica
Não há o que falar de bugs: tudo funcionou perfeitamente, sem contar a ótima responsividade dos controles. A equipe da Sabotage Studio fez um excelente trabalho de otimização aqui.

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Apaixonado por jogos que desafiam, especialmente no cenário indie. Produzo análises com opinião honesta, senso crítico e compromisso com a transparência editorial.
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