Recebi o convite para conhecer o Scraps e de início fiquei bastante animada com o que me foi apresentado: uma rede social brasileira com minijogos e comunidades.
Para quem usava o Facebook, Orkut e sites de jogos na internet por volta de 2010, é uma viagem em uma máquina do tempo, linda e nostálgica, que é uma coisa que sabemos que está em alta em todos os tipos de mídia nos últimos anos. Contudo, acredito que já tenha ficado evidente que essa nostalgia geralmente vem seguida de uma decepção após a quebra de expectativa, ao nos depararmos com coisas que amávamos no passado sendo adaptadas a nossa realidade atual.
Como rede social o Scraps tem uma boa proposta, temos um perfil personalizado com opções de cores, informações pessoais detalhadas e uma “vitrine” com nossos interesses (jogos, filmes, séries, músicas, etc) que podem ser publicados como atividades que estamos realizando no momento.
A interface do app segue o modelo de aplicativos já conhecidos, sendo intuitiva e de fácil manuseio, os posts são geralmente curtos, com caracteres limitados e função de compartilhamento de mídias como imagens, vídeos e áudios. O app também conta com uma função de “comunidades”, que basicamente são grupos de mensagens sobre temas específicos, o que me gerou certa decepção, já que esperava que elas fossem mais elaboradas e interativas.

Porém, o que deveria ser o maior diferencial do aplicativo e meu verdadeiro foco de análise, os minijogos, foram decepcionantes. Os três principais jogos no Scraps são a fazenda, a casa do seu personagem e uma cafeteria. Nesses três o usuário tem uma função administrativa e opções de decoração compradas com o seu rendimento, missões diárias, semanais e conquistas relacionadas a cada um. Todos eles têm um ótimo potencial, mas o visual artificial e genérico e as funções extremamente básicas não atraem, nem mantém o usuário ativo por muito tempo.

O restante dos minijogos são clássicos e atemporais, como xadrez e sudoku, a seleção conta também com jogos para jogar com amigos como o stop e, de novo, todos com potencial, mas são jogos para se distrair em períodos de tempo curtos, que não prendem a atenção e não competem com os jogos individuais que geralmente podem ser jogados offline e tem mais do que só funções básicas.
Assistir à demonstração de Fazendinha
Conclusão
No geral, o Scraps traz essa sensação de conforto e se diferencia por ter um foco maior em conexão por afinidade, ao invés de publicações para viralizar como são a maioria das redes sociais atualmente, e o recomendo para quem busca ter essa experiência diferente, mas ainda familiar e de fácil uso. Quanto a questão dos minijogos, eles ainda precisam de aprimoramentos, assim como outras coisas que citei ao longo do texto, e não se destacam o suficiente para que o app fique conhecido por isso, mas, dada a minha experiência, o que posso dizer é que o Scraps é um aplicativo no mínimo interessante e com muito espaço para crescimento.


