Boa Leitura!

Saros | PS5 Review

Saros é a prova viva da evolução e competência da Housemarque. Um jogo de tiro à moda antiga, onde a jogabilidade é o ponto mais alto.

Saros

Nada funcionava. Meu equipamento não ajudava. Mesmo assim, cheguei ao primeiro chefe do local: o Profeta! Depois de uma luta emocionante, onde aprendi muito com meus erros passados, o inimigo foi abatido. Bom demais! Saros, assim como seu antecessor, Returnal, confia no jogador. Ele espera que você evolua, melhore e, acima de tudo, retorne MELHOR do que na última partida. A forma como a Housemarque conseguiu equilibrar a experiência sem esquecer os veteranos é simplesmente notável.

Um agente de segurança obcecado e uma empresa terráquea de extração espacial gananciosa: combinação perfeita!

Você é Arjun Devraj, um executor da empresa Soltari. Executores são soldados preparados para defender os membros e interesses da corporação. Você faz parte da expedição Echelon IV ao planeta Carcosa. O lugar é habitado por criaturas hostis, robôs e outras criações de uma raça alienígena muito avançada. O motivo do interesse por esse planeta? LUCENITA. Um material energético que só existe lá e que, de tão inovador e poderoso, transformaria a empresa na maior do ramo de prospecção energética. Contudo, nosso amigo Arjun tem outro motivo para estar nessa expedição. Cabe ao jogador desbravar as localidades de Carcosa e descobrir tudo conforme os eventos se desenrolam.

Saros

Belo começo para uma descida à loucura, não é mesmo? Saros é um jogo que sabe contar sua história; ela é interessante, mas a jogabilidade brilha tanto que o maior interesse do jogador — mesmo com uma narrativa intrigante — é derrubar tudo que ouse atravessar seu caminho. O ponto alto para mim são, com certeza, as reviravoltas do roteiro e o BANCO DE DADOS que a Housemarque criou. É simplesmente lotado de detalhes. Além disso, a ambientação é gloriosa e também conta a história para o jogador.

Beleza de outro mundo

Saros é lindo. A Housemarque conseguiu pegar po

ntos que precisavam melhorar em Returnal e evoluiu tudo aqui. Das feições aos inimigos com mais detalhes e variedade, tudo é fora de série. Destaque também para o design das armas (principalmente as nativas) e os detalhes das armaduras e do próprio Arjun. Um ponto que achei fantástico são as localidades que você visita. O eclipse é uma constante durante a exploração, e sua imponência ajuda ainda mais a criar uma ambientação tensa. Vou dar uma dica: pare em locais mais calmos e observe-o diretamente.

Jogabilidade responsiva, rápida e satisfatória

Atirar contra inimigos, parar projéteis com o parry e “retribuir o carinho” é viciante. Este é o ponto alto de Saros, com toda a certeza. E, honestamente? Jogos da Housemarque arrebentam nesse quesito. Em nenhum momento me frustrei com a dificuldade, porque sabia que, quando errava, o erro era completamente meu. E isso é ÓTIMO. Desviar, correr, atirar e usar todos os seus recursos de sobrevivência nunca foi tão divertido. Você equipa apenas uma arma por vez, mas todas têm um tiro alternativo e, devido à alta rotatividade de equipamentos que você adquire em cada bioma, esse detalhe não incomoda em nada. Pelo contrário: dá um tempero diferente a cada momento.

Saros

Progressão e Riscos

Vamos começar pelo óbvio: a inclusão de uma aba de melhorias é refrescante. Mesmo nas suas piores incursões, o jogador sabe que ficará melhor. Arjun pode aprimorar três tipos de perícias:

  • > Resiliência: beneficia a vida e tudo o que diz respeito à recuperação dela.
  • > Domínio: atrelado ao poder contra-ofensivo e defensivo, melhorando seu escudo e a absorção de projéteis, permitindo que o jogador resista muito mais antes de o escudo se partir.
  • > Ímpeto: traduz-se no poder e relevância das diversas armas que você coletará, melhorando seus benefícios. Um exemplo direto? O rifle de assalto inteligente tem uma melhoria que dispara projéteis extras após uma recarga.

A janela de habilidades é didática, funciona e torna todas as suas excursões importantes, por mais que você tenha perdido a vida no caminho. Para apimentar as coisas e não te deixar muito relaxado, esses atributos podem se transformar em Arrogância, Ignorância e Negligência, caso você colete muitos artefatos de poder. Basta que você chegue a um nível muito alto de poder para isso interferir na jogatina. Os efeitos negativos incluem inimigos sem barra de vida, efeitos “corruptos” ocultos e a perda de toda a Lucenita conquistada se você morrer no ciclo.

Saros | PS5 Review Saros

Além da Lucenita necessária para evoluir atributos, você coleta Serenidade. Ela destrava nódulos roxos essenciais para seu avanço e, por serem raros, exigem mais exploração. O eclipse também afeta a quantidade de inimigos fortes que disparam projéteis corruptos (que limitam sua barra de vida). Ao menos, você coletará mais recursos nesses momentos, então fique ligado e adapte-se.

Menção mais do que louvável às lutas contra os chefes. Memoráveis, divertidas e com três fases distintas, esses encontros conseguem ser superiores aos de Returnal. Lógico que Mephisto e outros chefões do jogo anterior são incríveis, mas Saros eleva o nível.

Som e Atuação

Saros tem uma boa trilha sonora, e a maioria de suas músicas remete à atmosfera alienígena opressora. Mas é inegável que o destaque são os efeitos sonoros. Tiros, projéteis inimigos, explosões e os gritos de agonia dos monstros… tudo em uma sinergia impressionante. O jogador também vai se acostumar com os monólogos de Arjun e os diálogos da jornada. A atuação de Rahul Kohli é muito boa, e todo o elenco — que inclui Jane Perry (a Selene de Returnal) — é ótimo, tanto em interpretação quanto nas vozes.

Tecnicamente quase impecável

Saros já está no patch 1.04.1. Não tive nenhum crash, mas inimigos ficaram presos em paredes em duas oportunidades. Outro bug que incomodou um pouco foi cair em um buraco e o jogo encerrar minha expedição, perdendo toda a Lucenita. Quando voltei à passagem, Arjun ficou em câmera lenta. Estranho. De resto, mesmo no PS5 base, o jogo rodou muito bem, sem engasgos.


Aqui no pato valorizamos diferentes opiniões! Confira a análise em vídeo também feita pelo coroa que testou o jogo no ps5 pro:

PATÔMETRO
Conclusão
Saros é um jogaço. A Housemarque conseguiu, mais uma vez, criar algo especial. A história serve como um ótimo fio condutor, mas a jogabilidade, os efeitos sonoros e o sistema funcional de evolução são as bases de mais um jogo com o DNA do PlayStation Studios. Recomendo muito a experiência!
História
8.3
Gráficos
9
Jogabilidade
10
Som e música
9
Parte técnica
8.5
Notas do Visitante0 Votes
0
9
NOTA FINAL

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