Boa Leitura!

REVIEW | PRIMATE

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Em um mundo no qual o universo de filmes de terror envolvendo animais foi completamente dominado por tubarões e oceanos inteiros de desespero, é extremamente satisfatório e refrescante ver como Johannes Roberts não só quer fazer diferente disso, como também sabe exatamente quais pilares respeitar desse estilo de mídia, fazendo com que o filme te pareça confortável, principalmente se for familiarizado ou gostar desse tipo de produção, ao mesmo tempo que ainda sobra algum espaço para ficar surpreso, já que tudo é novo quando temos um animal diferente do que vem sendo comum.

POR ONDE COMEÇAR, ENTÃO?

Sabendo que Ben, aqui tão bem construído enquanto animal e membro da família, é parte de toda uma estrutura social e real que, por anos, tentou estudar os chimpanzés e procurar, de alguma forma, entender onde é que estaríamos tão distantes de compreendê-los ou eles nos compreenderem. Mas que, infelizmente pela situação do roteiro, no filme se transfere todo esse peso de importância do animal também para um espaço de “objeto de conforto”, um auxílio quase que emocional por ser parte de uma lembrança para essa família de uma pessoa que já não está com eles.

Ben é muito mais do que o principal estudo da mãe da nossa protagonista, ele também é claramente entendido como uma lembrança viva do que ela era, já que agora não está mais entre eles. E é exatamente por esse nível de intimidade e sentimento, que o terror vai conseguir chegar tão perto deles.

GOSTAMOS MUITO…

Do Ben. E, cara, não tem por que esconder ou fugir disso.

As atrizes são, sim, muito boas e você até sente uma surpresa por não ter ninguém inteiramente detestável na personalidade desses personagens, o que não seria surpresa dentro de um filme centrado em adolescentes enfrentando uma criatura. Mas não tem como pensar nelas por muito tempo, já que o destaque mesmo vai ser pela forma que o Ben é introduzido quase como que uma criança inofensiva e como, à medida que ele vai se tornando selvagem, toda essa transição impacta, e muito, de forma emocional a família.

Você tem, por um lado, as reações dos amigos, que não conviviam o suficiente com o animal ou o entendem ele tão somente como isso, um animal, e, por isso, estão tão desesperadas. Enquanto pelo outro lado, também tem as irmãs e, eventualmente, o pai, que quase que sentem um remorso e um desespero interligados ao próprio ato de atacar o Ben.

Para eles, parece ter o peso de estar ativamente destruindo o que um dia já foi a memória da sua mãe e tudo o que restou dela, vindo a tona enquanto um predador fora de controle avança pra cima deles.

FALANDO NELE…

O diretor não vai te poupar nem um pouco da angústia dos corpos lentamente e intensamente feridos, ou de como Ben vai pra cima dessa família com tudo o que ele puder ter nas mãos, ou até mesmo com elas nuas.

A violência aqui é visual, mas também, majestosamente, sonora. O trabalho é inteiramente focado em te gerar um sentimento de repulsa, sendo ele o único capaz de falar mais alto do que a tensão que é quase palpável, de tão nervoso que o filme te deixa.

E, POR ISSO, DEPOIS DE ASSISTIR PRIMATE, SENTIMOS FALTA DE…

Mais obras como essa, ousando e desafiando o que já foi estabelecido, mas também sabendo que o foco em filmes como esse é tão somente a criatura. Nós, enquanto público consumidor, queremos, quem sabe, estar diante do que vai se concretizar e solidificar como a próxima grande surpresa daqui a cinco, seis ou dez anos.

E pode ter certeza de que esse diretor parece buscar isso.

Não só recomendamos como esperamos que você consiga, o quanto antes, ver

Primate, uma grande surpresa de 2025.

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OPINIÃO
Eu vejo Primate como uma das grandes surpresas de 2025, justamente por sua ousadia em desafiar padrões e apostar em uma proposta focada na criatura, enquanto já demonstra o potencial do diretor em buscar algo ainda maior no futuro; recomendo com entusiasmo, mesmo entendendo que o filme funciona mais como uma promessa marcante do que como uma obra definitiva.
4.3
NOTA FINAL

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