Agradeço ao time Patobah e ao estúdio responsável pela distribuição do game Feardemic.
I hate this place é um game do gênero survival horror isométrico 3D que se passa em uma região de acampamentos com estética dos anos 80 e com estilo de arte baseado em história em quadrinhos, foi lançado pelo estúdio Rock Square Thunder e eu tive a grande honra de jogá-lo pela Steam, mas também é comercializado na Playstation store, Xbox store e Nintendo eshop.
HISTÓRIA/PREMISSA
Elena e Lou se juntam em um passeio pela floresta a noite com a intenção de realizar um ritual que invocará um deus ancestral conhecido como “homem de chifres”, o que poderia dar errado não é mesmo? Como de costume algo dá errado e as duas são separadas, nesse momento assumimos o controle de Elena e nossa missão é descobrir o que aconteceu com Lou, adentramos a floresta e nos deparamos com diversos animais mortos, muito sangue e órgãos espalhados pela trilha, ao final dela chegamos a um bunker e encontramos o homem de chifres, ele nos avisa que Lou entrou no bunker e que chamou a atenção de criaturas sobrenaturais, nosso dever então passa ser explorar o local e para isso devemos achar recursos, alimento, armas e munição para lidarmos com os perigos que o game nos apresenta. Quando chegamos ao final da fase o homem de chifres aparece e revela que tudo que passamos foi em vão e que Lou nunca havia entrado naquele lugar, ou seja, enfrentamos perigos mortais apenas para saciar a vontade de se divertir de um deus cruel. Após sairmos do bunker é que o game começa pra valer, somos livres para andar pela floresta, possuímos um rancho como base e devemos providenciar recursos para melhora-lo, também recebemos diversas missões extras através de conversas com NPCs, como consertar pontes para abrir novos caminhos, além do objetivo principal que é encontrar nossa amiga e descobrir o que realmente aconteceu naquela noite, o que aconteceu com a mãe de Elena entre outros mistérios sem solução lógica. Ao meu ver, o game possui uma premissa simples e direta sem muitos rodeios, mas que funciona muito bem e que me divertiu bastante.
GAMEPLAY
O jogo possui uma gameplay complexa e exige tempo até que se aprenda como o mundo funciona, o game possui sistema de dia e noite no qual durante o dia a melhor coisa a se fazer é explorar o mundo aberto e ir atrás de recursos como madeira, pedra e suprimentos alimentícios, mas durante a noite a coisa muda totalmente, zumbis, fantasmas e aranhas gigantes são algumas das criaturas que vagam pela terra em busca de sangue, portanto é necessário que o jogador saiba como gerenciar seu tempo e quais objetivos irá realizar em cada período afinal o game preza muito pela parte da sobrevivência e os recursos são escassos.






O combate do game é muito bem feito e diversificado tendo algumas armas de fogo, granadas e combate corpo-a-corpo, mas muito desbalanceado, visto que os monstros são cegos, mas possuem uma ótima audição e são atraídos por barulhos por menores que sejam, entretanto as vezes estamos parados ou agachados e mesmo assim nos ouvem e nos atacam, o que pode gerar diversas falhas e frustração, outra coisa desbalanceada é a vida dos inimigos, caso o jogador entre numa batalha com certeza irá gastar muita munição ou terá que se arriscar com o combate a curta distância, porém as chances de sucesso são baixíssimas. Na minha opinião, a gameplay é bacana e bem construída, falta equilíbrio, mas não é algo impeditivo e que irá travar a sua progressão, mas que vai te custar tempo até memorizar o padrão de movimento e onde cada inimigo se encontra, outra coisa que me frustrou é que os inimigos ficam “esperando” atrás de portas quando fugimos para outras áreas, o que obriga o jogador a eliminar a maior parte dos monstros e gastar seus valiosos recursos.
DIREÇÃO DE ARTE/TÉCNICA
O game possui um visual fantástico, a mistura entre estética dos anos 80 com visual de HQ e uma explosão de cel shading resulta em um mix incrível e combina perfeitamente com a proposta do game, mas peca em design de inimigos, que poderiam ser mais bem trabalhados e mais diversificados, em alguns momentos senti uma certa repetição, mas nada que atrapalhe ou que tire o foco do game. O design de áudio é muito bem trabalhado e que faz total diferença na imersão, já que os monstros são atraídos pelo som, buscamos fazer menos barulho possível, mas as vezes o jogo nos obriga a passar por cima de vidro quebrado ou utilizar objetos para distrair os inimigos como latas de metal. Gostei muito da direção de arte e da estética do game, é um dos pontos mais altos sem dúvida, sem falar no design de áudio incrível.
O game não possui muitos bugs além do relatado no qual os inimigos conseguem te ouvir quando estamos parados, mas o principal problema está na sua otimização, o jogo é muito pesado para o que entrega, não que seja ruim, mas exige muito do PC e possui quedas constantes de desempenho, há inúmeros relatos dizendo que o game roda muito mal em máquinas mesmo possuindo boas peças, o game passou por atualizações e agora está mais leve, mas ainda precisa de polimento. No mais não encontrei bugs de progressão ou crashes

Apaixonado por jogos que desafiam, especialmente no cenário indie. Produzo análises com opinião honesta, senso crítico e compromisso com a transparência editorial.
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