Depois de jogar a demonstração de Kalanoro, posso dizer que saí bastante curioso para conhecer a versão completa. O jogo apresenta uma proposta diferente, misturando plataforma, ação, combate, música e uma boa dose de humor em um mundo inspirado no folclore de Madagascar.
Logo no início, uma das coisas que mais chama atenção é a personalidade do jogo. Kalanoro não parece querer ser apenas mais um jogo de plataforma. Tudo gira em torno de uma aventura bastante maluca, com uma banda de lêmures, um ônibus que funciona como base para o grupo, apresentações musicais e uma missão para enfrentar a poderosa bruxa Raneny.
Uma viagem pela Lemúria

A aventura acontece na Lemúria, uma ilha que antes era um verdadeiro paraíso, mas que agora sofre com o domínio da bruxa Raneny. A vilã decidiu organizar um grande show com as bandas mais famosas da ilha, e nossa missão é reunir músicos lendários para formar uma banda capaz de enfrentá-la.
Na demonstração, pude conhecer o início da jornada de Kalakely e explorar a primeira região do jogo. A experiência tem cerca de 40 minutos de conteúdo e apresenta três fases jogáveis, um tutorial completo, o primeiro show ao vivo, a loja do Aye e também o primeiro confronto contra um chefe, chamado Rapeto.
Mesmo sendo apenas uma demonstração, achei interessante a quantidade de coisas que o jogo consegue apresentar em pouco tempo. Não é apenas correr de um lado para o outro e derrotar inimigos. Existe uma preocupação em apresentar o universo, os personagens e os diferentes sistemas que devem acompanhar a aventura completa.
Plataforma, combate e… chinelos?
A jogabilidade mistura elementos clássicos de jogos de plataforma com combate mais ágil. Durante as fases, é possível correr, saltar, se esquivar e escalar, enquanto enfrentamos os inimigos espalhados pelo caminho.
Um dos detalhes mais divertidos é justamente a forma como o jogo trata as armas. Kalakely não depende apenas de equipamentos tradicionais. Na demonstração, temos acesso a armas improvisadas, incluindo martelos, placas e até chinelos.
Essa escolha combina bastante com o clima descontraído da aventura. Kalanoro parece abraçar o absurdo e transformar isso em parte da sua identidade.
Também temos acesso ao primeiro poder de xampu da personagem, algo que já mostra que o jogo pretende explorar ideias diferentes durante os combates. É aquele tipo de mecânica que pode parecer estranha quando você lê sobre ela, mas que faz sentido dentro do universo exagerado e divertido criado pelo jogo.

O ônibus é mais importante do que parece
Outro ponto que gostei foi a ideia de transformar o ônibus da banda em uma parte importante da aventura.
Entre uma fase e outra, podemos interagir com os integrantes do grupo e participar de pequenas atividades. Na demonstração, conhecemos Mena e Riki, dois dos primeiros lêmures artistas que fazem parte da equipe.
É possível preparar seus pratos favoritos e participar de momentos que envolvem a vida da banda. Essa mistura entre ação e gerenciamento ajuda a deixar a experiência menos repetitiva.
Também existe a ideia de aumentar a popularidade da banda. Para conquistar mais fãs, podemos imprimir e pendurar cartazes, salvar lêmures bebês e, claro, realizar apresentações para o público.
Gostei desse conceito porque ele dá uma sensação de evolução. Não estamos apenas avançando pelas fases para derrotar inimigos. Também estamos construindo uma banda e conquistando espaço dentro daquele mundo.
Um mundo inspirado em Madagascar
Um dos grandes diferenciais de Kalanoro está em sua inspiração. O jogo se apresenta como 100% Made in Madagascar, trazendo elementos da cultura e do folclore local para construir seu universo.
Isso ajuda o jogo a ter uma identidade própria.
Hoje em dia existem muitos jogos de plataforma e ação no mercado, então ter uma ambientação diferente pode ser um ponto importante. A Lemúria apresentada em Kalanoro é cheia de personagens estranhos, situações exageradas, música e cenários que ajudam a criar uma aventura com personalidade.
A sensação que tive jogando a demonstração foi justamente essa: Kalanoro sabe que é um jogo estranho e usa isso a seu favor.
O primeiro chefe dá uma ideia do que vem pela frente
A demonstração também apresenta Rapeto, o primeiro chefe do jogo.
O confronto funciona como uma boa introdução ao sistema de combate e mostra que o jogo não quer depender apenas dos inimigos comuns encontrados durante as fases.
Ainda é cedo para saber como serão os desafios mais avançados da versão completa, mas a demonstração consegue cumprir bem o papel de apresentar as bases da aventura e deixar aquela curiosidade sobre os próximos personagens, poderes, armas e regiões da Lemúria.

Requisitos de sistema acessíveis
Outro ponto positivo é que, pelo menos no papel, os requisitos para jogar não parecem exagerados.
Para rodar o jogo no mínimo, é necessário um computador com Windows 10 ou 11, processador Intel i3-8100 ou AMD FX 6300, 8 GB de memória RAM e uma placa de vídeo como a GTX 650 ou Radeon R7 260X.
Nos requisitos recomendados, o jogo pede um Intel i5-7400 ou Ryzen 5 1600X, mantendo os 8 GB de RAM, além de uma GTX 970 ou Radeon R9 290X.
Isso pode permitir que jogadores com computadores mais antigos também consigam conhecer a aventura.

Vale a pena jogar a demonstração?
Na minha opinião, sim.
Kalanoro tem uma proposta diferente e consegue misturar vários estilos em uma única experiência. Temos plataforma, combate, exploração, chefes, música, gerenciamento da banda e atividades dentro do ônibus.
A demonstração obviamente não é longa o suficiente para mostrar tudo o que o jogo completo poderá oferecer, mas entrega uma boa amostra do universo e da jogabilidade.
O que mais gostei foi justamente da personalidade do jogo. Desde as armas improvisadas até os poderes relacionados ao cabelo e a ideia de montar uma banda de lêmures, tudo parece fugir um pouco do comum.
Se a versão completa conseguir desenvolver bem essas ideias, oferecer variedade nas fases, evoluir os combates e manter o humor presente na demonstração, Kalanoro tem potencial para ser uma aventura bastante divertida e diferente dentro do gênero de plataforma e ação.

Pontos positivos:
- Mundo inspirado no folclore de Madagascar.
- Jogabilidade variada com plataforma, combate e exploração.
- Armas improvisadas e poderes criativos.
- Sistema de banda e aumento de popularidade.
- Personagens com bastante personalidade.
- Demonstração com bom conteúdo para apresentar o jogo.
Pontos a observar:
- A demonstração ainda mostra apenas uma pequena parte da aventura.
- Será importante que a versão completa mantenha variedade nas fases e nos combates.
- O sucesso da experiência dependerá de como os diferentes sistemas serão desenvolvidos ao longo do jogo.
No geral, Kalanoro é uma grata surpresa. Uma aventura musical, colorida, estranha na medida certa e com potencial para conquistar quem procura algo diferente no mundo dos jogos de plataforma.
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Olá, me chamo Adilson Roldão e sou apaixonado por video games, co-founder e Marketing Manager do Patobah