Review | Daredevil: Born Again – Temp 2 Ep 6
Se em algum momento você já ouviu “por trás de todo grande homem há uma grande mulher”, essa frase cai como uma luva pro Wilson Fisk e pra Vanessa Fisk. Após os desdobramentos dos episódios 4 e 5, o episódio 6 já começa com clima de luto. E se você tá lendo isso, já sabe: Vanessa morreu. E isso muda tudo. Se antes o Fisk era um homem apaixonado, com um freio bem estabelecido desde a fase da Netflix, aqui pode esquecer. Agora é outro nível.
O episódio já começa chutando o balde, com o médico responsável pela Vanessa, e ali você já vê que o destino dele tava traçado. E a partir daí, o Wilson Fisk entra num silêncio absoluto que pesa mais do que qualquer grito. Antes de mais nada, o ponto mais notório aqui é que o Daredevil já salvou tanto o Fisk quanto o Bullseye da morte. Dois monstros vivos por escolha dele. E isso começa a cobrar um preço.




Desde o início da temporada, fica claro que qualquer personagem pode morrer, e isso faz você temer pelos que não estão na linha de frente. O Matt Murdock e a Karen Page não enxergam o mundo da mesma forma, e isso coloca os dois em rota de colisão. Eles dependem um do outro, mas isso não impede o conflito. Depois do Matt chegar carregando o assassino do Foggy Nelson, essa tensão explode de vez, porque a Karen está disposta a cruzar uma linha que o Matt não cruza.
Enquanto isso, temos o retorno da Jessica Jones, agora com a pequena Danielle Cage, trazendo um ar de evolução e novidade. O Wilson Fisk reagir matando o cirurgião não surpreende. Quando ele começa a dar condolência, você já sabe o que vai acontecer. E depois disso, é só silêncio. Pesado, incômodo, perigoso. Enquanto isso, alianças começam a ruir, investimentos vão pro ralo e a cidade começa a entrar em colapso.
Na prefeitura, a tensão vira revolta. E aí temos o confronto entre Daredevil e Wilson Fisk novamente. E aqui não é só luta, é obsessão. Esses dois vivem nesse ciclo onde um precisa destruir o outro. Todos os acontecimentos desde o fim da primeira temporada passam pelo Bullseye, mas aqui ele fica mais em segundo plano, ainda que com momentos fortes.
A tentativa da Karen Page de matar ele é um desses momentos. “Caiu, mas caiu atirando.” Foi o que a Vanessa Fisk fez. E, sendo sincero, ela apostou alto demais ao tentar usar o Poindexter como o Fisk sempre fez, como ferramenta, e deu errado. O Bullseye continua sendo imprevisível, distorcido e até sincero quando desafia o Matt a acabar com tudo. E isso leva ao conflito direto entre Matt e Karen.
Ela admite que ainda carrega os pesadelos de quando matou Wesley, mas está disposta a carregar esse peso junto dele, e isso vai contra tudo que o Matt acredita. A luta entre o Daredevil e o Wilson Fisk é uma das mais fluidas até agora, com acrobacias, esquivas e a brutalidade absurda do Fisk. A prefeitura é um show à parte, e a AVTF continua sendo um problema gigante, mas nada me fez odiar tanto um personagem quanto o Powell.
Ele é simplesmente impiedoso. Achou uma ponta solta, pode enterrar. Enquanto isso, o clima de luto do Fisk reforça aquela ideia de que um rei sem sua rainha perde parte de si. Em paralelo, temos Daniel tentando proteger a BB Urich enquanto ela expõe tudo, mantendo a tensão lá em cima. Já o momento da Karen tentando matar o Bullseye marca a primeira grande ruptura. Não é término, é moralidade.
A regra do Matt de não matar começa a mostrar o lado ruim. Fisk vive, Foggy não. E isso pesa muito. No geral, esse episódio foi tenso do começo ao fim. A volta da Jessica Jones foi uma surpresa muito boa, ainda mais com essa nova fase dela, com filha e com seus poderes afetados.
Mas o destaque absoluto vai pra Débora Ann Woll. O peso que ela traz pra Karen Page aqui é absurdo. E sendo sincero, esse foi o primeiro episódio que eu precisei pausar pra respirar. A cena dela com o Matt mexe muito. O final na prefeitura, com o Powell apontando uma arma pra Karen, é aquele tipo de momento que te deixa tenso de verdade.
Esse personagem foi feito pra ser odiado, e funciona. No fim, caro leitor, o dilema moral do Daredevil continua sendo o centro de tudo. E quando ele cruza essa linha, como já vimos em histórias como Daredevil End of Days, as consequências são gigantes. Então é isso. Nos vemos na próxima terça, episódio 7.
RESIST. REBEL.
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Fã número 1 de Demolidor, leitor ávido de quadrinhos e nas horas vagas lutador de Muay Thai
