Após os acontecimentos da luta na Fogwell, com Wilson Fisk enfrentando o Bullseye, que foi acertar as contas com Wilson e Vanessa Fisk, tivemos um momento decisivo.
Review | Daredevil: Born Again! Temp 2 – Ep 5
O prefeito consegue defender sua amada de um arremesso, mas vem o efeito colateral. Vanessa acaba sendo atingida na têmpora por estilhaços, o que muda completamente o peso da situação.
O episódio já começa dando sequência direta a isso, mas com um ritmo totalmente diferente dos anteriores. Agora entramos em uma caçada constante, com o Daredevil e o Bullseye sendo perseguidos pela AVTF em um jogo de gato e rato sem descanso, enquanto o próprio Poindexter, ferido, transforma tudo isso em uma verdadeira penitência.



Esse episódio funciona como uma verdadeira carta de amor à fase antiga. Aqui temos menos foco na Karen Page e mais momentos centrados no Matt Murdock e no Bullseye, com uma tensão constante do começo ao fim.
Ao mesmo tempo, a narrativa traz lembranças do Foggy Nelson, transitando entre passado e presente e mostrando o peso que ele ainda tem na vida do Matt. Isso bate forte.
Aqui também é impossível não destacar a atuação do Vincent D’Onofrio. O Wilson Fisk mostra um lado extremamente vulnerável quando o bem-estar da Vanessa Fisk é ameaçado. Mesmo assim, a tensão não diminui, ela só cresce.
Se a Vanessa era o freio do Fisk, tudo indica que daqui pra frente veremos um lado ainda mais brutal do personagem.
O Bullseye aqui prova de vez por que essa versão funciona tão bem. Mesmo ferido, ele continua sendo uma ameaça absurda.
O mais interessante é que o episódio coloca o Daredevil em uma posição moral muito complicada, repetindo o ciclo de salvar alguém que talvez não mereça.
Enquanto nos quadrinhos ele é quase desumano, aqui ele é mais psicológico, mais distorcido, com uma ideia completamente invertida do que seria fazer o “certo”. Isso bate direto no Matt.
Com a AVTF na cola e os flashbacks do Foggy Nelson reforçando o lado moral da história, fica ainda mais claro o quanto ele faz falta.
As cenas de ação aqui não são sobre explosão, são sobre tensão. A sequência da igreja, que já tinha sido especulada desde os trailers, entrega exatamente o que promete: um teste direto à moralidade do Matt.
Não é redenção para o vilão. É provocação. É limite. É o Bullseye empurrando o Matt Murdock até onde ele aguenta.
E quando ele quase abandona o Poindexter, é a lembrança do Foggy Nelson que traz ele de volta.
Sendo bem sincero, o episódio 5 claramente faz o Wilson Fisk e a Vanessa Fisk brilharem. Ao mesmo tempo, reforça como o Foggy Nelson ainda é essencial para o Matt, principalmente quando ele não aceita que o homem que matou seu melhor amigo sequer mencione o nome dele.
Uma das cenas que mais gostei, e que reforça o clima de urgência, é o Matt chegando com o Bullseye no antigo esconderijo do Frank Castle, e a Karen Page treinando como no início da temporada, mas agora com uma expressão de pura fúria ao ver seu amado carregando o assassino do amigo.
Outro detalhe muito bom é aquela fala do Fisk sobre odiar a sensação de areia nos dedos dos pés, que volta aqui nos momentos finais com a Vanessa, junto com pequenas demonstrações de cuidado dele com a esposa.
O episódio fecha de forma muito bonita. Os créditos sobem, mas não é a trilha da série. São só as ondas, o som do mar, deixando claro que as coisas vão mudar.
Para fechar, esse episódio é sim uma homenagem à fase da Netflix, mas também é um recado claro: está na hora de parar de olhar só para o passado e começar a ver o que estão construindo agora.
E pelo que já vazou dos bastidores, com nomes como Mike Colter sendo comentados, esse ano promete muito para quem curte heróis urbanos.
Então é isso, Avocados at Law!
Até semana que vem, no episódio 6.
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Fã número 1 de Demolidor, leitor ávido de quadrinhos e nas horas vagas lutador de Muay Thai
