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REVIEW | DAREDEVIL – BORN AGAIN TEMP 2 EP 07

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REVIEW | DAREDEVIL – BORN AGAIN TEMP 2 EP 07

Se o episódio anterior encerrou com o nosso detestável, pra não dizer coisa pior, Powell apontando uma arma pra Karen Page, aqui já somos jogados direto no desconforto. Estamos com nossa amada Karen Page de volta a uma cela, algo que remete muito à série original, misturando um pouco da temporada 1 e da 3 da fase da Netflix, ela presa e confrontando o Wilson Fisk. E isso por si só já carrega um peso absurdo.

E o título não mente. A Terrível Escuridão começa exatamente com essa sensação sufocante, incerta e pesada. Houve um pulo de tempo entre os acontecimentos do episódio 6 e 7 e fica claro que algo aconteceu nesse intervalo que só devemos descobrir no último episódio. O clima desse sétimo episódio passa justamente essa sensação de instabilidade, de que tudo está prestes a ruir. E me surpreendeu do começo ao fim, especialmente pelo foco nessa personagem tão amada pelos fãs, e sim, me incluo nisso.

Vou evitar especular o que ocorreu pra chegarmos em como o Matt Murdock aparece nesse começo do episódio, mas quando o Charlie Cox falou em entrevista que Matt e Karen seriam mostrados como codependentes um do outro, era exatamente disso que ele estava falando. Isso está muito presente aqui, com Matt preocupado com a segurança da Karen após o protesto em frente à prefeitura e dela ter sido capturada pelo Powell. E eu espero muito que o fim desse personagem seja satisfatório porque conseguiram fazer eu odiar esse cara, e muito.

Um julgamento pra Karen era esperado, mas a principal preocupação era se eventos como os do primeiro episódio da fase Netflix poderiam acontecer de novo com ela. Isso deixa tudo mais tenso. A volta do nosso querido Brett Mahoney traz um momento muito bom. Ele consegue alguns minutos de conversa para a senhorita Page e Matt, e é ali que os dois decidem encarar o julgamento dela e expor as contradições de tudo que vem acontecendo na cidade. O que mais me pegou é que não é só romance. É parceria, sobrevivência. É os dois entendendo que, nesse ponto, um sustenta o outro.

E a morte da Vanessa Fisk fez a chave virar de vez pro Wilson Fisk. Não é mais o mesmo homem. Até me lembrou a morte da Vanessa em Spider-Man: Into the Spider-Verse, esse ponto em que a perda não enfraquece, transforma.

E aqui, caro leitor, vai ter que me engolir falando tanto da Karen porque, mesmo sem superpoder nenhum, ela encara um homem que poderia tê-la matado há muito tempo. E encara de frente. Isso é absurdo. O Fisk vai conversar com ela, mas não é uma conversa de domínio, porque a Karen confronta ele por estar com medo. Sim, medo. Ela fala isso pro Rei do Crime. E essa mulher tem um dom quase sobrenatural de tirar vilões do sério sem esforço nenhum, e isso é magnífico.

Mas nosso prefeito agora está disposto a seguir as regras e condená-la em todas as instâncias se for preciso, só pra atingir seu arqui-inimigo. Só que desde a morte da Vanessa ele está diferente, mais frio, mais quebrado, mais perigoso, e até a Karen nota isso. Ela percebe que não está diante só do velho Fisk. Tem algo pior ali.

E à medida que a temporada se encaminha pro fim, a situação simplesmente saiu do controle. Se antes o perigo era localizado, agora parece que a cidade inteira está rachando. E uma das melhores surpresas do episódio é justamente ver o Matt advogado surgindo no tribunal pra defender sua amada. Porque nessa temporada estamos vendo muito mais o Demolidor do que o advogado, então esse momento foi épico e muito significativo. Não foi só legal, foi simbólico.

E eu preciso dizer: Bullseye está muito bem nessa temporada.

O conflito entre ele e Matt chega numa resolução muito interessante, com Matt pedindo um favor a ele, e eu não estava esperando isso. E funciona demais. É uma versão muito diferente dos quadrinhos e, ainda assim, excelente. E ver Kirsten McDuffie e Matt no tribunal me lembrou muito a fase do Mark Waid, de tão bom.

Enquanto isso, Powell e Cole North estão literalmente pisando em ovo, mas a real é que a situação já passou do ponto. A AVTF tentando silenciar Kirsten e Matt só reforça isso. E o mais assustador dessa temporada é justamente que não existe garantia de que os mocinhos vão ficar bem.

E, caro leitor, me aguente porque lá vem.

Assim como tivemos o teste psicológico da Heather Glenn pro vigilante espadachim, aqui tivemos algo que eu não esperava gostar tanto: namorada atual contra ex.

Karen e Heather frente a frente.

E que cena.

Karen com toda a bagagem trágica dela. Heather quebrada desde o incidente com o Muse. E as duas se enfrentando com palavras como se fosse uma luta. Karen basicamente esfregando e burlando o teste que Heather fez, levando tudo pro pessoal. E o melhor: a Karen simplesmente ter pena dela fez a Heather perder o controle.

Que satisfação.

Isso é muito Demolidor.

Não é porrada.

É combate.

Só com palavras.

E dos bons.

E sim, a sombra do Muse ainda ronda a Heather, e eu estou curioso pra ver o que essa nova versão vai fazer. Mas eu amo e odeio essa personagem. Amo porque ficou mais interessante. Odeio porque ninguém bate na minha Karen. Não deu pra evitar.

No geral, esse episódio, assim como todos os anteriores, me deixa muito animado pra ver mais. E sim, eu já estou sofrendo porque semana que vem é o último episódio, e ainda tem esse papo de que vem aí uma sequência que supera a da prisão da terceira temporada da Netflix. Se isso for verdade, segura.

Ia esquecendo do Buck, braço direito do Fisk, frio e implacável, claramente alguém que você quer do seu lado e nunca contra você. E a Heather, que eu achava chata na temporada anterior, está virando uma personagem interessante.

E me desculpem os fãs de Frank e Karen, mas essa temporada foi totalmente construída pra dar o ar da graça de vermos Matt e Karen juntos, se complementando e reafirmando a química que existe desde o início desses dois. E aquele pequeno coro angelical quando eles estão juntos é de derreter o coração.

Estou triste pela série estar terminando e só voltar ano que vem, mas feliz por estar vivendo essa fase e respirando esse universo há um ano.

E não tenho dúvida:

minha musa está mais viva do que nunca nessa série.

Vejo vocês semana que vem pro último episódio.

Até a próxima, caro leitor.

RESIST, REBEL!

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