Se a antiga série já tinha cenas muito legais no tribunal… esse episódio fecha de maneira magistral a segunda temporada de Daredevil: Born Again (ainda tô emocionado que acabou… desculpa). E olha, lembra que eu falei da Karen Page lá atrás no primeiro episódio, ainda puxando aquela época da Netflix? Quem diria que ela ia se tornar esse personagem tão importante… porque aqui ela é essencial.
REVIEW | DAREDEVIL – BORN AGAIN SERIES FINALE
E o episódio já começa tenso, daquele jeito que você aceita… e ao mesmo tempo não aceita, pela quantidade de episódios, porque você sente que poderia ter mais. Mas funciona por ser direto. Porque no episódio anterior os planos do Wilson Fisk já estavam indo por água abaixo… e aqui é a linha final do vilão, perdendo tudo e recorrendo de maneira desesperada. É tipo: acabou a margem pra erro.
E tá aí uma coisa que essa temporada apresentou muito bem: Matt Murdock e Karen estão sendo procurados, o Demolidor tá sendo caçado… eles não têm paz em nenhum momento. E mesmo assim o episódio volta pro Panam, o restaurante que marcou o início dessa dinâmica maravilhosa entre eles (sim, fãs de Frank e Karen tão se mordendo). Mas cara… esse começo me pegou, chorei um tiquinho. Porque depois de tudo dor, perda, caos ver esses dois juntos, mesmo que por pouco tempo, bate diferente.
E eu digo com tranquilidade: é um dos casais mais consistentes do universo Marvel dentro da série. Porque não é só romance, é construção, é sofrimento compartilhado, é escolha. E isso pesa ainda mais quando você lembra que nos quadrinhos a Karen morreu lá em 1999 e virou basicamente um fantasma na vida do Matt enquanto ele segue com a Elektra. Aqui não. Aqui ela importa. E muito.




Antes de mais nada: MARVEL, ME DÊ MAIS SESSÕES DE TRIBUNAL. Porque ver o Wilson Fisk sendo encurralado foi uma das melhores coisas desse final. E nada se compara a esse jogo de xadrez que foi o julgamento da Karen. Sério… absurdo. E isso só reforça: o Matt é um puta advogado. Agora eu entendo porque ele já foi advogado de praticamente toda a Marvel. Cada movimento desmontando o Fisk… e mesmo em medidas desesperadas, ele perdeu.
Mas tem uma coisa que nunca muda: obsessão. Isso define o Rei do Crime. E é isso que deixa tudo ainda mais perigoso.
Leitor, se você achou o Bullseye meio jogado… eu gostei bastante do que fizeram com ele. Ele fica pelas beiradas, não se envolve toda hora… mas quando entra, faz uma chacina. E funciona. Agora… AAAAAA que agonia ver o Powell sendo preso foi satisfatório demais. E melhor ainda ver a AVTF se desmanchando diante do povo de Nova York.
E o Fisk… puta merda. Ele sozinho enfrentando manifestante, o terno branco clássico do personagem sendo tingido de vermelho com sangue… é pesado. É desconfortável. É puro terror.
E olha… eu tô reassistindo o episódio enquanto escrevo isso e vou falar: a cena da prisão da terceira temporada da Netflix agora é segundo lugar. Porque sim… entregaram. E entregaram com uma ironia absurda: a batalha final é no tribunal. Literalmente.
E isso tem um peso simbólico muito forte. Essa ideia do “diabo” que tenta o ser humano… eu acredito nisso vindo desse herói. E esse final reforça muito isso. Me lembrou muito Daredevil: End of Days.
E outra coisa que eu curti muito: a Karen não é nem donzela em perigo, nem invencível. Fizeram o trabalho de mostrar ela aprendendo, se defendendo. Ela não enfrenta um exército, mas as cenas dela funcionam. E isso deixa tudo mais real.
E cara… ouvir Karen e Matt Murdock falando de uma vida normal… quebra. Ainda mais quando você vê o que acontece depois: o herói termina preso… e o vilão vai pra uma praia.
Eu não tava preparado pra esse final…
Passou rápido.
É tipo viver aquilo ali.
E mano… graças ao Mike Colter, temos os Defensores de volta. Luke Cage aparece, conecta com Jessica Jones e Danielle… e isso abre muita coisa. E o Benjamin Poindexter agora ligado ao mister Charles, que se conecta com a Valentina Allegra de Fontaine… deixa eu sonhar: Thunderbolts, Novos Vingadores.
E olha a ironia final: o herói vence… mas é preso. O vilão destrói tudo… e ganha exílio numa ilha paradisíaca.
E como se não bastasse, a Heather Glenn quebrou de vez… e ver ela vestindo a máscara do Muse foi insano.
Sinceramente… foi uma jornada muito foda acompanhar esse personagem. Quando não tô lendo, tô reassistindo. Já vai fazer um ano. Então sim, eu tô vivendo e respirando isso.
Queria mais episódios? Queria.
Mas valeu muito.
E espero de verdade que a série continue sendo tratada com carinho e que os fãs curtam tanto quanto eu.
E pra fechar: sim, eu contei os dias desde o vazamento da Krysten Ritter na San Diego Comic Con… e vou estar assim de novo pra próxima.
Então é isso.
Obrigado se você me acompanhou até aqui.
Semana que vem ainda tem The Punisher: One Last Kill… e eu tenho certeza que vai ser violento do jeito que o nosso soldado surtado merece.
Até a próxima, caro leitor.
RESIST. REBEL.
Gostou desse artigo? Veja mais AQUI

REVIEW | DAREDEVIL – BORN AGAIN SERIES FINALE

Fã número 1 de Demolidor, leitor ávido de quadrinhos e nas horas vagas lutador de Muay Thai
