“É um título que exige paciência e atenção, mas recompensa o jogador com uma das experiências de puzzle mais marcantes dos últimos anos”.
REVIEW | Blue Prince para Nintendo Switch 2
HISTÓRIA/PREMISSA
Blue Prince é um jogo de quebra-cabeça e mistério com elementos roguelike, lançado em 2025 pela Dogubomb e Raw Fury. O jogador explora uma mansão em constante mudança, construindo o mapa cômodo por cômodo ao escolher cartas aleatórias, com o objetivo principal de encontrar a misteriosa “Sala 46”. Nesse jogo, você assume o papel de Simon, sobrinho-neto de um barão que faleceu e deixou como herança uma grande mansão, suas terras e até seu título. Porém, existe uma condição para que você possa realmente tomar posse de tudo: é preciso provar seu valor encontrando a “Sala 46”, um cômodo que, teoricamente, não deveria existir, já que a mansão possui apenas 45 salas.
A história de Blue Prince é algo propositalmente discreto e fragmentado: como dito anteriormente, a proposta é herdar a mansão e encontrar a Sala 46, mas fora isso o jogo quase não apresenta narrativa de forma direta. Em vez de uma história linear, tudo é construído aos poucos por meio de pistas, detalhes dos ambientes e conexões escondidas, incentivando o jogador a desvendar o mistério por conta própria. Conforme a exploração avança, fica claro que há muito mais profundidade por trás do objetivo principal, com possíveis símbolos, relações e segredos que tornam a narrativa muito mais complexa do que aparenta no início.
JOGABILIDADE
A jogabilidade de Blue Prince como um loop de exploração estratégica baseado em tentativa e erro. Você percorre a mansão escolhendo, porta em porta, qual sala será gerada a partir de opções disponíveis nos “blueprints”. Cada dia tem um número limitado de passos (você perde um quando entra em uma sala), e quando eles acabam, tudo é resetado, com as salas mudando de lugar e mantendo apenas o conhecimento que você adquiriu.
Como bom roguelike, existem alguns upgrades permanentes, mas o principal progresso vem de entender as regras do jogo e de conectar as pistas. Isso cria uma experiência muito profunda e viciante, cheio de momentos surpreendentes, mas também pode ser frustrante, já que a aleatoriedade às vezes impede você de executar um plano mesmo sabendo exatamente o que fazer.
DIREÇÃO DE ARTE
A direção de arte de Blue Prince é simples, mas combina perfeitamente com o jogo. Ele utiliza um estilo visual com cores chapadas e contornos marcantes, lembrando um pouco os jogos da Telltale, o que ajuda a manter tudo claro e legível mesmo com a complexidade dos puzzles.
Apesar de não buscar realismo ou gráficos impressionantes, o visual consegue ser bonito e consistente, funcionando bem tanto no modo portátil quanto na TV. Além disso, a trilha sonora é bem sutil e complementa bem a atmosfera misteriosa da mansão, ajudando a manter o jogador imerso.




PERFORMANCE NO SWITCH 2
A performance de Blue Prince no Switch 2 é boa no geral, mas com algumas limitações técnicas. O jogo roda a 30fps e se mantém estável na maior parte do tempo, porém apresenta quedas ocasionais de desempenho, principalmente quando há muitas salas grandes ao mesmo tempo. Ainda assim, esses problemas não chegam a atrapalhar significativamente a experiência. No geral, a versão é considerada sólida e totalmente jogável, embora não impressione do ponto de vista técnico.
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Gosto de joguinhos eletrônicos! Fã da Remedy, Kojima e Fromsoftware I’m no hero. Never was, never will be.
