“A Saga dos X-Men Vol. 2 resgata justamente esse momento marcante dos mutantes, reunindo histórias recheadas de ação”.
REVIEW | A Saga dos X-Men Vol. 2
O formato Saga da panini continua agradando gregos e troianos, o segundo volume da Saga dos X Men traz mais dos os anos 90 que representam uma das fases mais populares da história dos X-Men, período em que a equipe alcançou um enorme sucesso comercial e consolidou personagens que permanecem extremamente queridos até hoje.
A Saga dos X-Men Vol. 2 resgata justamente esse momento marcante dos mutantes, reunindo histórias recheadas de ação, conflitos intensos e o estilo exagerado que definiu a Marvel daquela década.
A coletânea publicada pela Panini Brasil funciona como uma continuação direta da proposta de revisitar cronologicamente uma das eras mais importantes dos X-Men, trazendo capítulos fundamentais tanto da série X-Men (1991) quanto de Uncanny X-Men.
Ficha Técnica
A Saga dos X-Men Vol. 2 reúne as edições X-Men (1991) #4-7 e Uncanny X-Men (1963) #283-284, com roteiros de John Byrne e Scott Lobdell, Jim Lee e Whilce Portacio, vale lembrar que os dois últimos também foram os responsáveis pelas artes das histórias contidas nessa edição. Sendo publicada no Brasil pela Panini Brasil em formato capa cartão, papel offset e 144 páginas, mantendo o padrão da coleção voltada para revisitar a cronologia clássica dos mutantes.
História / Premissa
A edição mergulha em diferentes conflitos envolvendo os X-Men em um momento onde a equipe enfrentava ameaças cada vez maiores e mais violentas. Um dos principais destaques fica para o confronto envolvendo Wolverine e o Ômega Vermelho, inimigo diretamente ligado ao passado do personagem e responsável por algumas das sequências mais intensas da edição.
Ao mesmo tempo, as histórias também desenvolvem a chegada de Bishop, um mutante vindo de um futuro caótico. Sua introdução adiciona um clima constante de desconfiança e mistério, algo que ajuda a fortalecer ainda mais o interesse pela narrativa.
Mesmo trabalhando várias tramas simultaneamente, a HQ consegue manter uma sensação contínua de grandiosidade. Cada edição amplia a escala dos acontecimentos e reforça o quanto os X-Men estavam sendo tratados como o principal núcleo da Marvel naquele período.
Além das batalhas e ameaças, a obra também reserva espaço para conflitos internos, rivalidades e momentos de interação entre os personagens, algo essencial para construir a identidade da equipe.
Arte
Grande parte da identidade dessa fase vem diretamente do trabalho artístico de Jim Lee. Seus traços carregam toda a estética clássica dos anos 90, com personagens extremamente estilizados, cenas de ação explosivas e composições visuais que ajudaram a transformar os X-Men em um fenômeno mundial.
Wolverine, Ciclope, Gambit e Psylocke recebem enorme destaque visual ao longo da edição, sempre apresentados de forma impactante e cheia de personalidade. As expressões exageradas, os uniformes marcantes e o dinamismo constante fazem cada página parecer grandiosa.






Whilce Portacio também contribui bastante para manter o alto nível visual da edição, trazendo um estilo mais agressivo e energético em determinados momentos. O resultado é uma HQ visualmente muito forte, que ainda hoje consegue transmitir toda a intensidade daquela era.
A escolha do papel offset funciona bem justamente por preservar parte da sensação clássica das publicações originais, deixando as cores mais próximas do material antigo.
Narrativa e Ritmo
O ritmo da edição segue exatamente a proposta dos quadrinhos da Marvel nos anos 90: histórias rápidas, intensas e carregadas de acontecimentos importantes. Quase sempre existe alguma luta, revelação ou mudança acontecendo, o que torna a leitura bastante dinâmica.
Ao mesmo tempo, essa velocidade pode causar certa dificuldade para leitores completamente iniciantes, principalmente porque muitos personagens, eventos e relações já estavam em andamento naquele momento da cronologia mutante.
Ainda assim, o roteiro consegue equilibrar bem ação e desenvolvimento de personagens. Bishop rapidamente se torna uma presença interessante graças ao mistério envolvendo sua origem, enquanto Wolverine continua sendo um dos pilares emocionais da obra.
Outro ponto positivo é como a HQ transmite constantemente uma sensação de urgência. Existe sempre a impressão de que algo maior está prestes a acontecer, mantendo o leitor envolvido até o final da edição.
Vale a pena?
A Saga dos X-Men Vol. 2 é uma excelente leitura para fãs da fase clássica dos mutantes e também para quem deseja conhecer melhor o período mais popular da equipe. A coletânea entrega exatamente aquilo que tornou os X-Men tão marcantes nos anos 90: ação intensa, personagens carismáticos, visual icônico e histórias cheias de escala.
Mesmo apresentando uma narrativa mais acelerada e menos acessível para iniciantes absolutos, o volume compensa com carisma, identidade visual extremamente forte e momentos importantes para a mitologia dos mutantes.
Para colecionadores, a edição também possui um ótimo custo-benefício graças ao acabamento simples, porém competente, além da boa quantidade de material reunido em um único volume.
No fim, trata-se de uma HQ que representa perfeitamente o espírito exagerado, energético e extremamente divertido dos X-Men daquela época.
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Stay Awhile and Listen. Apenas um aficionado por games, quadrinhos e filmes. Redator do Patobah
